AKHENATON E A CABEÇA DE DEUS

Existe no Museu do Louvre, em Paris, um fragmento de estátua denominada tão-somente de… cabeça de Deus (Tête de Dieu).

Pensem nisso por um momento.

Cabeça… de… DEUS.

Independente de suas crenças, imagine-se você no final da Idade do Bronze, 3.612 anos atrás, no meio do deserto da Síria (mais especificamente em Djabou, sudoeste de Alep), como um artista da civilização Amorita (fundadores da Babilônia) cuja função é representar seu Deus numa escultura. Já vimos representações de vários deuses do passado, muitas delas esdrúxulas, propositalmente extrapolando os limites do humano (e do bom-senso) para representar a METÁFORA visual do Ser, como nos deuses egípcios com corpo de homem e cabeça de animais (ou o contrário, no caso dos Sumérios). Os gregos procuraram representar seus deuses (muito adequadamente) com formas completamente humanas, já que seus mitos são bem humanos e servem mais como educação social do que religião. Pois bem: como artista, você sabe bem representar proporções, sabe fazer uma cabeça humana com tudo no seu devido local…

Cabeça humana, feita em basalto, encontrada no mesmo local

…mas você deve agora representar um certo Deus (e um Deus muito especial, pois, segundo o site do museu do Louvre, possui quatro “chifres” – riscos – no capacete, o que significa um alto posto no Panteão Sírio). A uma primeira vista, esse Deus parece humano, ou ao menos uma caricatura humanizada. Mas quando você o olha de lado…

…temos uma imagem que é uma representação anatomicamente perfeita do que seria um réptil humanóide FUNCIONAL. Tão perfeita que parece ter sido copiada de uma produção de ficção científica tão realista que ganhou o Oscar de maquiagem: O Drac do filme Inimigo Meu.

Zzaaamis

Claro, está faltando o nariz e (provavelmente) uma parte do queixo, o que vai torná-lo menos parecido com um Drac e talvez mais com um Skrull. Mas onde quero chegar? Bem, o artista que fez a cabeça de Deus parece ter usado de muita sutileza em sua concepção, ou seja, pareceu estar RETRATANDO algo, mais do que deixando sua imaginação voar. O Deus deles tinha DECIDIDAMENTE – na concepção daquele povo – olhos grandes e amendoados, um maxilar largo, maçãs do rosto saliente, orelhas grandes e uma cabeça alongada na parte posterior. É um design muito interessante, que aparece 300 anos depois em outro país, como a representação artística do Faraó egípcio Akhenaton e sua família.

Os Faraós se consideravam Deuses sobre a Terra. Se casavam entre eles, pra preservar a linhagem, e traziam em si algumas características estranhas, como um chapéu que deixava a cabeça alongada, e uma “barba estilizada”, além de uma pintura nos olhos pra alongá-los. Mas Akhenaton (nascido Amenófis IV ou em egípcio antigo Amenhotep IV) era ainda mais estranho. Se você pegar a lista de Faraós e olhar os bustos e desenhos, você vai ver que o formato do rosto é sempre proporcional ao de um humano (isso desde 3.500 a.C), mas quando chega em Akhenaton tudo isso muda. O formato do rosto dele e da sua cabeça lembra mais o Drac do que um humano, tanto é que alguns cientistas acham que ele tinha a Síndrome de Marfan. Só que essa síndrome não apresenta a deformação tão simétrica assim. E isso se estendia a sua esposa Nefertiti, sua filha e seu filho Tutancâmon.

Esse é Akhenaton. Só temos dele algumas estátuas e desenhos. Sua múmia nunca foi achada.
Representação artística de Akhenaton e sua esposa, Nefertiti

Estátuas da filha de Akhenaton

A Deformação craniana artificial é uma forma de modificação corporal na qual o crânio de um ser humano é deformado intencionalmente. Isso é feito ao distorcer o crescimento normal do crânio de uma criança, com a aplicação de força. Formas alongadas (produzidas através da amarração entre dois pedaços de madeira), arredondadas (amarração em tecido) foram praticada nos mais diversos lugares do mundo, desde tribos indígenas no Peru, Brasil, França e até no Taiti. Especialistas achavam que era uma moda do Egito que se espalhou pelo mundo, mas não é o que se observa. Então, por que?

Crânios da cultura Paracas, do norte do Peru (500 a.C. – 200 d.C)

Ora, uma explicação bem lógica é que eles estão tentando IMITAR algo que viram, ou conheceram através de registros, desenhos, tradição oral, etc. E o que será que aconteceu no passado que diversos povos espalhados e sem comunicação pela Terra viram e tentaram imitar?

Isso mesmo

Só que no caso de Akhenaton e família não parece uma simples imitação craniana.

Essa imagem me dá um nervoso, não só pelo desenho alongado dos olhos como pela cabeça dos filhos, que PEQUENOS já possuem esse formato. Ora, se fosse uma deformação mecânica proposital, nessa idade as cabeças já estariam alongadas assim? (Museu Pergamon, Berlim)

Akhenaton foi representado de forma única na arte do Egito, que é conhecida como “Arte Amarna“. Foi novamente o primeiro Faraó a deixar de lado a arte altamente estilizada / heróica egípcia e retratar o Faraó e família em momentos privados, fazendo coisas banais. O aspecto que mais chama atenção são os crânios alongados dos membros da família real, orelhas gigantes e os olhos amendoados. Estudiosos acreditam se tratar de uma estilização (até porque em algumas esculturas ele aparece com seios e com características andróginas, como que para simbolizar o aspecto Pai/Mãe de Aton), mas precisamos encarar num fato: os crânios de suas múmias são mesmo alongados, e membros finos e alongados. Não tanto quanto nas esculturas e desenhos, mas são. As maçãs do rosto são saltadas e o queixo proeminente. O que nos faz pensar: por que ressaltar tão proeminentemente essas características? Essa não era definitivamente uma característica egípcia, então de onde era? Sabe-se que a família mantinha laços consanguíneos, e Tutancâmon (o Faraó descendente) é filho de Akhenaton com a irmã dele (e possui crânio alongado também). A resposta pode estar aqui:

Considerando que a estátua do Louvre está sem nariz e PARECE que o queixo também pode estar quebrado, é possível ver uma semelhança entre os dois mesmo nos detalhes que sobraram

Seria Akhenaton um híbrido? Um verdadeiro descendente dos “deuses”? Não é bizarro supor que civilizações alienígenas estiveram entre nós no passado. As pirâmides já tinham mil anos quando Akhenaton se tornou Faraó. O berço da civilização se encontra na Mesopotâmia, de onde veio essa representação de um Deus sem nome e sem outro registro. Isso fica mais interessante quando sabemos que a mitologia Suméria nos diz que o Ser Humano foi desenvolvido pelos deuses a partir dos hominídeos inferiores que eles encontraram na Terra, pra poder trabalhar pra eles na extração de OURO que os deuses precisavam pra espalhar na atmosfera do seu PLANETA, a fim de conter o avanço de um fenômeno semelhante ao nosso efeito estufa. Mas, por que achar que a cultura mesopotâmica influenciou de tal maneira o Egito a ponto de uma raça de “semideuses” se instaurar como Faraós?

Akhenaton foi o primeiro Rei Egípcio a concentrar todo o poder (político e religioso) na figura do Faraó, relegando aos sacerdotes um papel inferior ao instituir Aton como a ÚNICA divindade que deveria ser cultuada, sendo o próprio faraó o único representante e mediador dessa divindade. Segundo estudiosos (até mesmo o psiquiatra Freud), ele foi provavelmente o influenciador do Monoteísmo Judaico-cristão.

Vejamos: QUE era Aton? Aton era o Deus-Sol, que era representado por um disco solar com asas. Esse símbolo não foi inventado por Akhenaton. Ele já era usado associado à divindade Hórus de Edfu, que carrega o Sol (Rá). Logo Horus ficou associado ao Deus-Sol egípcio (que não tinha a preponderância no Panteão egípcio que Akhenaton deu depois). Não por acaso um dos títulos para os reis do Egito (além de Faraó) era justamente “Horus“. E Akhenaton – cujo nome significa “O espírito de Aton” – era como o representante de Deus na Terra.

Exemplos de discos solares egípcios

Só que este é quase que exatamente o símbolo do Deus-Sol Sumério Shamash, que é quem entrega a Lei para Hamurabi na famosa pedra negra do Código de Hamurabi:

Shamash e seu símbolo estão associados à realeza não só com Rei Babilônio Hamurabi, mas também com o Rei Sumério Gilgamesh:

Gilgamesh entre dois homens-touro, segurando Shamash. Pedra encontrada na Síria.

O Faraó Akhenaton é até hoje considerado o “patriarca” da Ordem Rosacruz, tanto que um dos símbolos da Ordem é o Sol alado (Simbolizando a elevação da consciência):

Embora me pareça mais com o Shamash, especialmente no detalhe das escamas no topo das asas.

A Rosacruz diz que “O Faraó Tutmés III (1500 a 1447 a.C.) organizou a primeira Fraternidade de Iniciados baseada em princípios perpetuados hoje pela Ordem Rosacruz, AMORC. Mais tarde, o Faraó Amenhotep IV (Akhenaton) foi iniciado nessa Fraternidade. Ele foi tão inspirado pelos ensinamentos esotéricos que deu um sentido completamente novo à religião, à filosofia e à arte do Egito. Akhenaton é considerado o primeiro Grande Mestre dos Rosacruzes.”

Ao adotar o Monoteísmo, Akhenaton foi contra tudo e todos no Egito, e isso selou seu destino. Acredita-se que ele foi assassinado, toda sua história sofreu uma perseguição e tentaram apagá-la, estátuas foram escondidas ou destruídas e ele ficou conhecido nas próximas dinastias como “O inimigo” ou “Criminoso”.

Com a morte de Akhenaton, seu filho, Tutankhamon, assumiu o trono aos 9 anos, obviamente tutelado por alguém, esse alguém que desfez tudo o que o Akhenaton fez e reinstaurou os deuses e o poder dos Sacerdotes. Aos 18, quando deveria assumir a maior-idade, Tutankhamon convenientemente morreu. Os dois filhos de Tutankamon também morreram e assim terminou a linhagem da estranha família de Akhenaton.

Experts do Egito, França e EUA se reuniram pra recriar o rosto do pequeno Faraó, e o resultado foi esse:

Esquerda: Elisabeth Daynès completando sua reconstrução em argila do busto de Tutancâmon. Direita: Sobreposição da escultura de argila sobre a múmia. O perfil forense, que calcula a espessuras de tecidos moles, foi fornecido pelo Instituto Forense Criminal, de Paris.
O resultado é este. Notem o crânio alongado.

O corpo de Nefertiti também nunca foi encontrado. Mas recentemente um exame de DNA numa múmia encontrada no Vale dos Mortos encontrou Kiya, a mãe de Tutancamon. Essa múmia é conhecida como “Younger lady” (Dama mais jovem).

Por um tempo acreditou-se que ela era a Nefertiti, porque uma reconstrução facial revelava traços muito parecidos com o famoso busto (incompleto) da Rainha:

Como a família de Akhenaton só casava entre eles, ela também possui (obviamente) crânio e rosto alongados.

Então, recapitulando, temos um característico tipo físico que aparece como Deus entre os antigos babilônios, 300 anos depois emerge no Egito como um Deus-Faraó que revoluciona e unifica a religião em torno de um símbolo babilônico, é destronado e odiado pelos sacerdotes e tem seu descendente (Tutankamon) controlado e depois (provavelmente) assassinado, enterrando de vez essas características físicas, algumas das quais só reaparecerão nos anos 80, associadas a UFOs e abduções.

Interessante, não?

Referência:
Youtube – Akhenaton o Faraó Louco do Egito (Documentário do History Channel);
National Geographic – Akhenaton, o faraó que revolucionou o Egipto;
Aventuras na História – Akhenaton: o Sol é meu Deus;
BBC – A revolução de Aquenáton, o faraó que acabou com 2 mil deuses e instaurou o monoteísmo no Egito;
Akhenaten (Megaera Lorenz);
Man, Woman or Both? Meet Akhenaten, The Only Androgenous Pharaoh;
Fraternidade Rosacruz – Akhenaton, Arauto do Cristo Cósmico no Egito (Baseado na Obra de Corinne Heline);
Strange Head Shapes: Revisiting Nefertiti, Akhenaten and Tut;
The World-wide Mysterious Phenomena Of Elongated Skulls
Crânios gigantes (Espanhol);
Rodrigo Romo – Teorias sobre crânios extraterrestres;
Redpill – A cidade perdida de Akhenaton

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