O QUE CARL SAGAN TEM A PERDER?

Um comentário feito sobre a posição do astrônomo Carl Sagan que afirmava não reconhecer a autenticidade do fenômeno UFO.

Por A. J. Gevaerd (1993)

Remexendo alguns velhos papéis, desses que costumamos juntar por anos a fio, sem saber se algum dia iremos precisar deles ou não, encontrei umas anotações datadas de 1983 que são, no mínimo, muito oportunas para serem lembradas agora. Felizmente guardei essas folhas amareladas, pois, como imaginei naquela época, de fato agora preciso delas!

Há uma década, o mundialmente conhecido astrônomo Carl Sagan [N.E.: Na época em que este artigo foi escrito o Dr. Sagan estava vivo e viria a falecer em 1996], que dispensa apresentações, exibiu sua excepcionalmente bem produzida série Cosmos. Na série, que começou de leve, Sagan iniciou por abordar coisas da Astronomia em geral para, com o tempo, passar a temas mais avançados sobre o universo, as constelações, a Via Láctea, o Sistema Solar e, finalmente, a Terra, analisando tudo a seu respeito.

O mundo inteiro assistiu à série Cosmos, vendida por milhões de dólares às principais redes de TV de nossa aldeia global (no Brasil, quem a apresentou foi a Rede Globo). Nós, ufólogos, também tivemos um interesse muito particular para assisti-la. Não víamos a hora de, programa após programa da série, chegar o momento de Sagan falaria algo sobre o que nos no toca: a vida extraterrestre, os discos voadores e suas visitas à Terra. Era uma expectativa tremenda!

Um dia esse programa abordando o tema tão esperado chegou – era um domingo de manhã –, mas foi uma terrível decepção. Carl Sagan, supostamente autoridade mundial no assunto (aliás, sobre todos os assuntos possíveis, como ficou implícito na série), deu um tiro de misericórdia na Ufologia ao dizer que “…sim, é possível que existam outras civilizações no universo… E que elas estejam se auto visitando por vários motivos,… mas é muito improvável que tenham descoberto e se interessado pela Terra…”. Sagan dava o assunto aparentemente por encerrado. Segundo ele, os UFOs não existiam. Mas se por acaso existissem, seriam apenas erros de interpretação de meros incautos…

Isso já era mais ou menos esperado sair da boca do astrofísico, mas, no fundo, tínhamos esperança de que não fosse. Tínhamos muita esperança de que Carl Sagan fosse um pouco mais decente e menos showman, especialmente sobre um assunto como esse. Que decepção. Aliás, igualmente a muitas outras que temos tido quase todos os dias, ao vermos elementos-chave em altas posições governamentais, religiosas e científicas afirmarem que os UFOs são coisas de loucos, que não existem e que isso tudo é bobagem.

Agora, depois de longo tempo sem termos notícias de Sagan, vemos a revista Veja de 11 de março trazer uma matéria de capa sobre o astrofísico, suas descobertas, idéias etc. A matéria, que tocou apenas de leve na questão ufológica, foi mais uma vez insatisfatória. Nela, Sagan confirma sua incredulidade quanto a existência dos UFOs. “Se apenas…”, disse o astrofísico, aparentemente como quem nada sabe sobre Ufologia.

Sagan, que é tido como baluarte máximo da ciência mundial, o “supercientista” que a tudo consegue explicar, o guru da tecnologia espacial e tentou várias vezes pôr um fim às discussões sobre Ufologia. Sua palavra seria ouvida em todo o mundo como a última e definitiva. Suas “verdades” se sobreporiam a tudo o que um batalhão de ufólogos de mais de 200 países vinham dizendo há umas 4 ou 5 décadas. Num simples estalo de dedos, em alguns poucos minutos de um dos capítulos de Cosmos, estaria finalmente explicado e encerrado o mistério dos discos voadores… Se não desse certo, Sagan ainda teria a “mídia” mundial para dar eco às suas palavras, sempre repetidas como se o próprio fosse uma pessoa alheia à questão ufológica. A Veja a que nos referimos é um exemplo. Time, Newsweek, Der Speigel etc, publicações de todo o mundo também.

Não sei por quê, mas deve haver alguma razão obscura para um grande absurdo que acontece em nossa mídia quase diariamente: sempre que algum veículo de imprensa quer fazer um programa que trate de Ufologia, um debate ou coisa assim, antes de consultar um ufólogo vai consultar um astrônomo. Oras, esta é uma terrível imbecilidade, supor que, pelo fato de o indivíduo ser astrônomo, vá entender também de Ufologia… Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra. Um astrônomo – e a maioria deles é formada por teóricos – é um camarada que entende de estrelas, planetas, cometas, dimensões astronômicas, formação de aglomerados nebulosos, existência de corpos obscuros (como os buracos negros) e coisas do gênero.

Já o ufólogo é o camarada que normalmente não entende nada disso, mas sabe tudo sobre as constantes observações de naves extraterrestres na Terra, como aquele caso de um veículo esquisito em forma de prato que desceu na plantação de repolho de um tal lavoureiro chamado Suzuki, no interior de São Paulo, apenas para dar um exemplo. É o ufólogo que vai falar com o Suzuki, coletar e analisar alguns de seus repolhos, fotografar o local, recolher informações de seus vizinhos etc. E este ufólogo não está nem um pouco interessado em buracos negros ou na gravidade das luas de Netuno quando vai ao sítio do lavoureiro! Como se vê, Ufologia e Astronomia são duas coisas completamente diferentes – há alhos e bugalhos.

É um erro imenso imaginar que, por entender de Astronomia, o camarada vá entender também de Ufologia. É um absurdo imaginar que, por saber qual é a distância da Terra a Alfa Centauro, o astrônomo vá saber também do que um UFO é feito. Cada coisa deve ser colocada no seu devido lugar. Quem entende de Ufologia é o ufólogo que, a propósito, nunca é convidado a dar explicações sobre Astronomia ou coisa assim. Então, por que convidar um astrônomo para falar sobre Ufologia – a menos que, se além de astrônomo, ele for também ufólogo. Aí tudo bem! Eu mesmo já expus a questão por várias vezes em programas de televisão, para deixar claro como as coisas devem ser tratadas, e conclamo meus colegas ufólogos brasileiros a fazerem o mesmo.

Certa ocasião, em idos de 1988, eu fui convidado a ir ao programa da Sílvia Poppovic, na Rede Bandeirantes, em São Paulo. Junto a mim, defendendo a existência dos UFOs, estavam Carlos Reis, que abandonou a Ufologia, Claudeir Covo, ufólogo paulista, e outros. Contrapondo-se à Ufologia estavam o coronel Erasmo Dias, então deputado estadual de São Paulo e a própria ignorância em pessoa, e o físico Luiz Carlos de Menezes, da Universidade de São Paulo (USP). Dando seu “aval místico” à Ufologia, digamos assim, estavam a deslumbrada cantora Zizi Possi e o finado ator Carlos Augusto Strazzi (que, aliás, manteve-se bem lúcido durante o programa).

Pois bem, logo no início do debate, que durou 2 horas, o físico cético Luiz Carlos de Menezes cometeu seu primeiro erro ao dizer que “…UFO é coisa de alucinação coletiva”. Foi aí que o interpelei pela primeira vez, para tentar confirmar com ele – com toda a ironia que pude juntar naquele momento – se ele era físico ou psicólogo, já que falou de alucinação coletiva, fenômeno estudado pela Psicologia, não pela Física! Menezes respondeu que era físico, e eu repliquei: “Ah bom, porque achei que o senhor também entendesse de Psicologia…”. Sua estupidez estava em achar que deve haver uma razão para os UFOs não existirem, seja ela qual for, não importando se estava dentro ou fora de sua área. Sua ansiedade para encontrar essa razão era tão grande e tão intensa que o levou a imaginar que estava debatendo com ignorantes que não sabiam distinguir um físico de um psicólogo… Os ânimos estavam visivelmente acirrados. E eu queria deixar claro que cada macaco deve ter seu galho. Ou o Menezes, como quase todos os astrônomos que já encontrei, achou que estava falando com débeis mentais? Mas logo depois, na seqüência do programa, o físico foi falando outras absurdidades, colhendo de seus opositores mais e mais reações. Quando isso acontecia, a Sílvia chamava os comerciais, pois sabia que a coisa estaria esquentando pra valer.

De qualquer forma, fui incisivo. “Professor Luiz Carlos, com todo respeito, o que é que o senhor sabe mesmo sobre Ufologia, afinal?”. “Bom, eu sou físico e, na realidade, físico teórico…”, respondeu ele. “Mas isso significa que o senhor sabe exatamente o que sobre Ufologia, por favor?”, insisti, querendo mesmo saber até onde ia o conhecimento do professor sobre o assunto. “Olha, eu leio uns livros, falo com algumas pessoas, já ouvi alguns casos…”, respondeu ele.

Pois bem, mediante sua resposta eu arrematei: “Então não tem discussão, pois o senhor não sabe nada sobre o assunto. Do mesmo jeito, não discuto Física com o senhor, pois aí sou eu quem não sabe nada sobre o assunto”. Queria deixar claro, embora possa ter parecido rude, que uma pessoa, para discutir um assunto qualquer – em especial a Ufologia –, deve ter no mínimo conhecimento sobre a matéria. E o professor da USP nada sabia sobre a questão, atrevendo-se a debater Ufologia apenas com opiniões. Oras, Ufologia, assim como ciência, não é formada de opiniões. Opinião cada um tem a sua, o que não tem a menor importância quando os fatos estão em jogo. Para completar este debate dentro do debate na Sílvia Poppovic, completei: “De Ufologia o senhor então não conhece nada. Nunca falou com testemunhas, nunca pesquisou nada, nunca foi ao campo etc. Assim, quando o senhor conhecer esse assunto melhor, voltaremos a debater. Caso contrário, assunto encerrado!” E ponto final! Posso ter sido até mal educado, mas com essa gente não tem conversa. Não podemos cometer o erro de darmos espaço para uma pessoa que nada entende de Ufologia vir a público falar besteira e comprometer um trabalho sério que desenvolvemos há décadas.

Ainda mais, não podemos deixar que um professor da USP faça isso exclusivamente porque é um professor da USP, e por nada mais! Acho que a pessoa tem todo o direito do mundo de achar e acreditar que os UFOs não existam. Cada um acredita no que quer. Se quiser acreditar em UFOs, fada madrinha, Papai Noel, coelhinho da Páscoa etc, problema de cada um. Mas o que não pode é a pessoa ir à TV e dizer: “os UFOs não existem!” Poderia falar, isso sim: “não acredito que os UFOs existam”. Essa é outra conversa. Oras, seria o mesmo que um ufólogo ir à TV e dizer: “os mésons não existem!”. No máximo, o que poderia dizer é: “não acho que os mésons existam”. Até aí estaria manifestando sua livre e inalienável opinião, e só seria julgado pela sua imbecilidade em não acreditar que os mésons existam…

É assim que tenho agido desde então: quando estou num debate com algum astrônomo – coisa que literalmente adoro –, já pergunto de cara: “o que o senhor sabe de Ufologia. Nada? Então não tem conversa!” Agora, se formos falar de vida no universo, possibilidade da existência de outras civilizações e coisas do gênero, a situação muda de figura. Nesse ponto, podemos conversar tranqüilamente e até debater pontos-de-vista. Mas sobre Ufologia não, a menos que o camarada tenha um mínimo de conhecimento a respeito, tenha estudado – e não lido – algumas dúzias de livros. Tenha pesquisado – e não ouvido falar – pelo menos uns 100 casos e tenha uma mente verdadeiramente aberta para o diálogo.

Pois bem, isso nos leva de volta a Carl Sagan que, em sua magnífica série Cosmos, e agora na revista Veja, garantiu que UFOs não existem. Mas o caso aqui é diferente do de Menezes: Sagan, ao contrário do desinformado professor paulista, sabe que os UFOs existem e sabe muito mais do que nós, pobres e mortais ufólogos! Então ele estava mesmo é mentindo durante o programa, assim como ocultou o que sabe em sua entrevista à Veja. Mas com que intenção? Pago por quem? Com que consciência e moral? Essas são questões fundamentais: o que leva a pessoa a vender seu caráter?

Vamos voltar a 1983. Nesse ano, durante o 2° Congresso Internacional de Ufologia, em Brasília, os ufólogos norte-americanos J. A. Hynek, Leo Sprinkle e J. J. Hurtak – todos PhDs dedicados à pesquisa ufológica –, foram com a minha cara e me pediram para acompanhá-los aonde quer que fossem. Numa dessas andanças, depois de assistirem à minha conferência, o próprio Dr. Hynek convidou-me para representar sua entidade, o Center for UFO Studies (CUFOS), no Brasil, apesar de ter pouca idade na época. Com tamanha confiança que recebi dele, senti-me à vontade para especular sobre seu passado, sobre seu trabalho na Força Aérea dos EUA (USAF) e coisas do gênero.


Faço aqui uma pausa na narração de Gevaerd (Editor da Revista UFO e nossa referência de ufólogo aqui no Brasil) para falar sobre Josef Allen Hynek. Esse astrônomo e pesquisador simplesmente foi o primeiro a catalogar e sistematizar os avistamentos de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) ao redor dos EUA, no Projeto Blue Book (1952-1969), encomendado pela USAF (a Aeronáutica dos EUA). Aí você pergunta: Os militares não queriam acobertar os avistamentos de OVNIs? Sim, queriam. E o trabalho de Hynek era justamente achar explicações científicas para cada caso, e depois publicar isso na imprensa. Só que, durante os trabalhos, que fez com o astrônomo francês Jacques Vallée, eles perceberam que do 11 mil casos acumulados no Projeto, podiam explicar cerca de 80% dos avistamentos, mas os 20% restantes desafiam completamente a ciência que conhecemos. Então ambos, que eram céticos, passaram a acreditar no fenômeno UFO. E a USAF desistiu do projeto Blue Book e de tentar desmistificar o fenômeno puramente pela ciência, passando a utilizar o ridículo ou a intimidação.

Em seus estudos, Hynek lançou um livro em 1972 chamado The UFO Experience: A Scientifíc Inquiry, onde classificou os encontros com OVNIs de 4 formas:

Contato Imediato de Zero grau:
Ver luzes misteriosas a grandes distâncias

Contato Imediato de Primeiro grau:
O avistamento de um ou mais objetos voadores não identificados, sejam eles discos voadores ou objetos voadores não identificáveis como feitos pelo homem.

Contato Imediato de Segundo grau:
Observação de um OVNI associada a outras percepções, como calor ou radiação; danos ao terreno; círculos nas plantações; paralisia (catalepsia); animais assustados; interferência no funcionamento de máquinas; perda de memória associada ao encontro com o OVNI.

Contato Imediato de Terceiro grau:
É a observação que Hynek classificou como a de “seres animados” em associação com os OVNIs. Hynek deliberadamente escolheu o termo vago “seres animados” de modo a descrever os supostos seres sem fazer qualquer julgamento de valor de como eles seriam. Hynek não necessariamente especificou esses seres como sendo “extraterrestres” ou “alienígenas”. Ainda, ele manifestou desconforto com os relatos existentes, mas sentiu-se obrigado a incluir a categoria para representar esta minoria que afirma ter tido os encontros.

Em 1977 Steven Spielberg faria o filme Contatos Imediatos de Terceiro grau e o interesse pela Ufologia explodiria pelo mundo. E quem ele chamou como consultor: J. A. Hynek, que até fez uma ponta no filme. Spielberg também homenageou o colega de Hynek, Jacques Vallée, com o personagem do cientista francês Lacombe, interpretado por François Truffaut.

hynek close encounters
Hynek em cena do filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”

O fato é que Hynek estava cada vez mais convencido de que havia algo mais nos avistamentos além de ser algo de origem extraterrestre. Mas não sabia dizer ao certo o que. Jacques Vallée continuou o trabalho por uma linha mais aberta a outras explicações, e explica nesta entrevista:

Hynek Jacques Vallee
Hynek e Vallée

“Como astrônomo, ele (Hynek) era inclinado para a teoria extraterrestre, e eu também. Nos primeiros 10 a 15 anos de pesquisa, eu mesmo achei que a melhor explicação para os UFOs seria a teoria extraterrestre. Mas comecei a duvidar disso quando fiz a pesquisa para o meu livro Passport to Magonia. Vi que o mesmo fenômeno vinha acontecendo não somente no Século XIX, mas também nos tempos medievais, e não fazia sentido uma visita extraterrestre aqui, pelo menos da maneira que pensávamos. Então falei com Hynek a respeito disso e chegamos à mesma conclusão, a de que o Fenômeno UFO era mais complexo do que se imaginava – não era apenas extraterrestre e tínhamos que vê-lo dentro de um contexto histórico e de outros fenômenos, como os paranormais.”

É uma abordagem corajosa e interessante, digna de alguém que mantém o espírito cético/científico sem se cegar por uma linha única de raciocínio. Na minha própria experiência já percebi que “eles” (seja lá o que forem) possuem domínio não só do físico como do metafísico, de outros planos de existência que se confunde com o sonho. Mas isso é pura especulação (inclusive dos pesquisadores).

Hynek está em voga este ano pois o History Channel estreou uma série chamada Project Blue Book, onde romantiza (e inventa UM MONTE de coisas) a pesquisa do Hynek, que é interpretado pelo Mindinho, de Game of Thrones:

hynek series
Aidan Gillen interpreta Hynek na série

Voltamos agora a nossa programação normal:


Afinal, Hynek era o “papa da Ufologia”, sobre quem só sabíamos através de livros, e estava ali, em carne-e-osso, na minha frente, tomando garapa e comendo pastel comigo num bar de Brasília! Era a glória e não podia desperdiçar de jeito nenhum. E uma de minhas perguntas foi: “afinal, qual é a do Carl Sagan, que insiste em afirmar que UFOs não existem?” Meu questionamento era procedente. Na minha opinião, das duas uma: ou ele era burro demais para não saber que os UFOs existiam, o que não era possível, ou estava mentindo sobre seu conhecimento do assunto.

E falei isso ao Dr. Hynek. “Até eu, que não sou ninguém, sei muito sobre os UFOs. Como o Dr. Sagan, que é quem ele é, pode saber menos do que eu”. Hynek riu, talvez de minha ingenuidade, talvez da forma como coloquei a pergunta, e disse: “Você está com a razão. Sagan sabe – e muito! – sobre os UFOs. Só que não vai contar a ninguém…”. Estava confirmado: o homem tinha mesmo mentido. Mas por qual razão?

Hynek, que demonstrou confiar em mim o suficiente, deu-me toda a ficha de Sagan. Disse que quando trabalhou num laboratório ao lado dele, na Universidade de Cornell, em Nova York, discutiam sempre sobre UFOs – e ele era super interessado pelo assunto. Na época, Hynek estava deixando sua posição de cético ufológico de plantão da USAF para adotar uma outra mais progressiva e de resultados. Hynek era tido em todo o mundo como alguém, justamente naquela época, quando era colega de Sagan em Cornell, que estava descobrindo a verdade sobre os UFOs e queria saber mais. Todo mundo o paparicava com informações preciosas, para ajudá-lo a tomar sua atitude, pois todos sabiam que o homem ainda deveria fazer muito pela Ufologia, se tal atitude fosse mesmo tomada.

Pensava-se que Hynek, já não mais como cético, mas sim como ufólogo mesmo – e do nosso lado – faria revoluções na forma como a Ufologia era vista (e fez, mas não tão grandes assim). E Carl Sagan, segundo o Dr. Hynek, teve parte nisso, pois também era consultor da USAF para assuntos de Ufologia. Imagine só! E também tinha visto muitas evidências extraordinárias sobre os UFOs: seus contatos, suas abduções, suas quedas etc. Mas seu cargo o impedia de falar a respeito. Ambos discutiam horas e horas sobre Ufologia, quando Sagan tinha oportunidade de encontrar em Hynek um colega e confidente discreto. Alguns anos depois, no entanto, Hynek falecia e Sagan exibia sua série Cosmos, mentindo sobre UFOs e seu conhecimento a respeito. Hynek morreu honrado: fundou um fantástico centro de estudos, viajou pelo mundo instruindo e incentivando ufólogos, deixou vários livros e foi honesto consigo mesmo. Sagan ainda é um vilão que não tem coragem – como Hynek teve – de vir a público e confessar o que sabe. Por quê? Por razões inconfessáveis que só os contracheques do governo norte-americano um dia poderão atestar.

Veja só o que uns pedaços de papel sulfite amarelados pelo tempo podem representar? Nunca jogue fora os seus: Ufologia não é só ir a campo e falar com peões que viram coisas esquisitas no céu. Ufologia é também – e talvez principalmente –, saber analisar os fatos e sua evolução ao longo dos anos, comparando-os lado a lado. Nada pode ser mais importante para o esclarecimento desses fatos do que saber onde as peças amareladas do quebra-cabeças se encaixam, ano após ano. Um dia a verdade sempre vem à tona!

Referência:
OVNI Hoje: Conheça o cético profissional de OVNIs que acreditava em ETs

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