THE OTHERSIDE

Essa semana fui numa boate que é frequentada geralmente por mauricinhos. O lugar tem boa iluminação, estava tocando ótimas músicas… Seria um lugar energeticamente “clean”, SE eu acreditasse em aparências.

Onde quer que se reúnam pessoas pra beber e pensar em sexo junta gente astral do pior tipo. Não que sexo seja ruim, mas espíritos bons não ficam vampirizando casais transando, não é? Quem vê cara não vê AIDS. O mesmo se aplica às energias. Por trás de um rostinho bonito pode haver uma verdadeira bruxa, com direito a companhia de dezenas de obsessores do pior tipo. Claro! Uma Maria gasolina é como um letreiro luminoso no astral, piscando: fiquem comigo e terão sexo sem amor garantido. Por que sem amor? O amor é força de coesão, a aura de alta vibração que se forma ao redor dos que se amam pode ser sentida até mesmo por quem não tem muita sensibilidade (dá pra sentir quando duas pessoas se amam mesmo quando elas tentam esconder de todos). Essa aura de amor, no ato sexual, perturba os espíritos grosseiros, que vão preferir vampirizar as milhares de outras pessoas que estão fazendo sexo apenas para alimentar o instinto.

Mas cá estou eu tergiversando… voltemos à narrativa. Estava eu no primeiro andar, onde também tocava boa música. Estava energeticamente ótimo, sequer pensei que aquele ambiente pudesse me afetar, quando começou a tocar Otherside, do Red Hot Chili Peppers. Eu simplesmente adoro esta música, mas não a letra. Desde o começo sabia que era a mensagem de uma suicida (pós-suicídio) e me impressionei bastante. Só que a melodia é linda e eu a ouço no carro e em casa tranquilamente. Achei que seria assim na boate. Estava cantando e dançando quando, por apenas alguns segundos, pensei no teor da letra, e aí aconteceu: uma revoada de “algo” – que eu não pude ver mas sentia como se fossem morcegos – partiu pra cima de mim, vinda de todos os lados da boate. Me senti como que soterrado por uma energia densa. Quase caio. Tentei disfarçar fingindo um cisco no olho, mas senti uma dor no peito, fiquei tonto e com falta de ar. Pedi pra descer para o térreo, onde estava tocando The Smiths, o que me alegrou imediatamente. Bastou um minuto e eu já estava bem novamente. Coincidência? Não, lei da afinidade. Quando pensei na letra, me identifiquei de alguma forma com os sentimentos evocados na música e entrei na frequência vibracional dos que estavam ali “sintonizados na mesma faixa”. Atraí, numa velocidade surpreendente, formas-pensamentos dos encarnados, dos desencarnados da mesma vibração e, provavelmente, de desencarnados que se suicidaram.

Mas, por que as pessoas que estavam na boate não se sentiram mal?
Mudanças de faixas vibracionais são como a atuação da pressão do mar num mergulhador. Se ele atinge altas profundidades de uma vez, vai sentir-se mal. Se desce devagar, o corpo vai se acostumando e acaba nem percebendo a pressão. Se eu tivesse descido só um pouco abaixo do meu nível normal com certeza não notaria.

Mas então eu tirei os espíritos e formas-pensamento de todo mundo da boate e joguei tudo pra cima de mim?
Não, porque enquanto eu estava em outro nível vibracional eu estava dançando “acima de um mar de lama”, assim como muita gente que vai lá só pra dançar e se divertir. Mas, quando “desci” (lembrem que não existe alto e baixo, apenas frequência / vibração) foi como se eu afundasse de vez nesse mar: eu estava compartilhando essa lama com todos os que estavam na mesma frequência.

Eu poderia entrar e sair de uma boate muito bem SE eu não entrasse em nenhuma sintonia mental. Poderia cantar e dançar qualquer música SE eu não me identificasse com ela, nem mesmo inconscientemente. Só que isso é meio difícil. Música mexe com as pessoas, traz sentimentos… aqui vai a letra de Otherside, retraduzida e comentada à luz da vida após a morte:

OUTRO LADO

Por quanto tempo, quanto tempo vou deslizar
Separada do meu lado. Eu não
Eu não acredito que isto é (algo) ruim
Cortar minha garganta foi só o que eu

Ouvi a sua voz através de uma fotografia
Pensei nisso e trouxe de volta o passado
Uma vez que você vá não se pode voltar
Tenho que suportar do outro lado.

(retirei uma estrofe, mas a letra original em inglês está aqui)

Derrame minha vida num copo de papel
O cinzeiro está cheio e estou transbordando de coragem
Ela quer saber se ainda sou uma vagabunda
Tenho que suportar do outro lado
“Estrelinha vadia” e ela está em minha cama
Uma pretendente a “mulher sangue-suga”
Puxe o gatilho e se desplugue
Tenho que suportar do outro lado.

Me deixe ligada; Me leve pra um passeio barra-pesada
Me esgote Me deixe do outro lado
Eu grito e digo que isto não é meu amigo
Eu o despedaço, o despedaço
E então ele nasce de novo.


No Youtube tem um documentário excelente sobre os Red Hot Chili Peppers (Behind the music), desde o começo da carreira na escola, passando pelos problemas com as drogas (que matou um dos integrantes, e quase levou outro) e o processo de composição.

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