O LABIRINTO DO FAUNO

Este filme foi uma das experiências mais tristes que já tive no cinema. Sabe quando você sai da sala querendo esganar o diretor Guillermo del Toro por ser tão cruel e ao mesmo tempo sabendo que acabou de assistir a uma obra-prima dirigida com maestria, pelos mesmos motivos que o levaram a odiá-lo? Fiquei assim por vários dias. Tem certos filmes que mexem com as pessoas no mais fundo do inconsciente, e muitas vezes isso é proposital pra ganhar dinheiro. Guerra nas Estrelas, por exemplo: hoje sabemos que o roteiro do primeiro filme era simplório, como as porcarias que George Lucas fez na nova trilogia, mas Lucas teve a sorte e a esperteza de recorrer a Joseph Campbell, estudioso de mitologia, que praticamente definiu a trama com o conflito pai-filho nos moldes da “Jornada do herói”. Outros filmes fantásticos que abordam as complexidades da relação pai-mãe-filho + jornada do herói são O Exterminador do Futuro 2 e a trilogia De volta para o futuro. São filmes aparentemente bobos, feitos pra distrair comendo pipoca, mas que pegam você de forma imperceptível e no final das contas você se vê preso emocionalmente a eles, comprando boneco, camiseta, DVDs… No final das contas é tudo pelo dinheiro, mas você sai do cinema com a sensação de ter PARTICIPADO de uma SAGA.

O maldito Labirinto do Fauno é assim. E os motivos por trás disso eu não conseguia descobrir, até porque não queria rememorá-lo, muito menos assisti-lo de novo (nem sequer falei dele aqui). Foi quando encontrei o texto abaixo, feito por duas psicólogas junguianas (Jung é o “Joseph Campbell da psicologia”). Só como exemplo, a direção de arte do filme faz uso abundante de espirais, que simbolizam ancestralmente o nascer, o Sol, a vida, o mundo de cima, a transformação pelas experiências exteriores (no sentido horário). Já no sentido inverso representava a Lua, a morte, o outro mundo, o mundo de baixo, o mundo dos sonhos e alucinações, intuição, as experiências transformadoras vindas do nosso interior. Como toda análise de filme, quem não viu (e pretende ver) é melhor não ler pra não estragar a experiência.

Aclamado mundialmente, O Labirinto do Fauno ganhou 3 Oscars de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia. 3 prêmios BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino. 7 prêmios no Goya de Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero), Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhores Efeitos Especias, Melhor Fotografia e Melhor Edição.

O LABIRINTO DO FAUNO

O Labirinto do Fauno: O percurso Mítico de Ofélia

Por Andrea Graupen e Lívia Campello (Psicólogas e Arteterapeutas, Pós-graduadas em Teoria e Prática Junguiana pela Universidade Veiga de Almeida – RJ)

O presente trabalho tem como proposta estabelecer conexões entre o filme “O labirinto do fauno” e conceitos da psicologia analítica. Ofélia, protagonista do filme, percorrerá por lugares encantados, mágicos e se defrontará com as vicissitudes de estar viva. É um percurso mítico, a jornada do herói que deve ser completada se quiser ter uma vida mais plena.

Os mitos e os contos, sob a luz da psicologia analítica, são a expressão e representação de acontecimentos psíquicos, assim como os sonhos. Utilizam-se de uma linguagem simbólica e dizem respeito às verdades mais profundas do ser humano. Carl Jung, ao examinar exaustivamente séries de sonhos, observou sequências completas de imagens inconscientes que continham um motivo que era recorrente. Denominou-os motivos mitológicos, que são os temas arquetípicos que habitam as camadas mais profundas (ou mitológicas) da psique. Tais conteúdos possuem um poder enorme de atração e fascínio, influenciando diretamente a humanidade.

Segundo Jung, não somos nós que vivemos os mitos, mas eles que vivem em nós. Estamos cotidianamente atualizando estas narrativas, que estão vivas desde o início dos tempos.

O filme narra a vivência de uma menina, Ofélia, que durante a Guerra Civil Espanhola encontra um mundo de fantasia para sobreviver. Neste universo ela é uma princesa que precisa cumprir algumas tarefas para que o seu Reino seja salvo. A história tem início com a mudança de Ofélia e sua mãe Carmen para uma casa no meio do bosque, onde mora o Capitão Vidal, segundo marido de Carmen. É neste contexto de conflito, mergulhada no interior da floresta, que Ofélia cumprirá o seu destino.

Mãe e filha: No reinado da mãe

O filme tem como pano de fundo ou como “trama”, em oposição à urdidura, vivências ligadas ao feminino com elementos que são, por excelência, símbolos do feminino, e mais especificamente símbolos ligados à Grande Mãe: os ciclos de gestação, nascimento e morte, os ciclos lunares, a mãe e a filha. São alguns símbolos do arquétipo materno a Lua, a Terra, a floresta, a gruta, a árvore, o mundo subterrâneo, o útero, e é neste contexto imagético, neste reino que personifica o inconsciente, que a história de Ofélia se desenrola. Segundo Jung, temos como atributos positivos do arquétipo materno “o que cuida, o que sustenta, o que proporciona condições de crescimento, fertilidade e alimento” e no seu aspecto negativo “o abissal, o mundo dos mortos, o devorador”.

labirinto fauno poster espanhol
É fácil perceber que o cartaz do filme em espanhol insinua um nascimento, um parto, a saída da menina do útero materno, rumo ao desconhecido.

Neumann refere-se à Grande Mãe como o aspecto central do Grande Feminino, que traz em si uma diversidade de imagens simbólicas que se difundiram através dos mitos, fábulas, deusas e fadas. O arquétipo da Grande Mãe traz em si toda a questão dos opostos, da ambivalência, das contradições (bem-mal, luz-sombra), que só mais tarde, com a evolução da consciência, passaram a ser cultuados de forma distinta, como duas entidades separadas: fadas e bruxas. Podemos então presumir que a vivência sob a égide da Grande Mãe não seja apenas uma vivência de proteção, continência e conforto, mas também de sufocação e impedimento de crescer. A mãe que acolhe e cuida também não deixa nascer, não liberta para a vida.

Dentro de uma perspectiva da psicologia analítica, podemos analisar Ofélia enquanto um conteúdo intra-psíquico que almeja chegar à consciência, que deseja não sucumbir frente ao poder da Mãe e necessita diferenciar-se.

“Mãe”, neste caso, refere-se não somente a uma relação de filiação, mas também a uma complexa condição psíquica do ego, da mesma forma que o termo “grande” expressa o caráter simbólico de superioridade que a figura arquetípica possui em comparação com o que está presente em todos os homens e, aliás, em todas as criaturas.

Erich Neumann; A Grande Mãe – Um estudo fenomenológico da constituição feminina do inconsciente

Podemos também analisar a situação de Ofélia a partir de uma perspectiva desenvolvimentista, onde a criança necessita diferenciar-se dos pais rumo a autonomia. Quando o filme se inicia, a natureza está seca, morrendo. A Espanha está em guerra, o pai de Ofélia morreu, deixando-a órfã, sob os cuidados da mãe. Assim como Core, Ofélia é a “filha sem pai”. O momento é de conflito e a mãe casa-se novamente numa tentativa de reorganizar a sua vida e sobreviver. É um casamento por conveniência e é nítida a repulsa que ela nutre pelo Capitão com o qual se casa. Ele é a personificação do macho violador. Jung analisa, com relação ao mito de Deméter-Core que este diz respeito a uma vivência feminina tão intensa na qual o homem é praticamente insignificante: “O papel do homem no mito de Deméter restringe-se, por assim dizer, ao raptor ou violador”. O masculino é a possibilidade de fazer com que mãe e filha não persistam numa relação simbiótica, a despeito do prazer contido nesta relação.

Interessante observar que, no filme, o aspecto masculino é tão imprescindível para o crescimento de Ofélia que surge não apenas na figura do Capitão Vidal, representando o seu aspecto mais terrível, mas também aparece enquanto neném (aspecto mais positivo) já que a mãe espera um filho homem.

Deméter, por ter sido violada por Zeus, repudia o sexo e afasta de sua filha possíveis pretendentes. O mito traz o aspecto do feminino que rejeita o masculino. Qualquer alusão ao encontro com o sexo oposto é repudiada, principalmente porque significa afastamento da prazerosa relação mãe e filha.

Deméter-Core representa a esfera vivencial de mãe-filha, estranha ao homem e que também o exclui. A psicologia do culto de Deméter traz de fato todos os passos de uma ordem social de cunho matriarcal, no qual o homem é um fator realmente imprescindível, mas perturbador.

Carl Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, pág 202

Ofélia depara-se com a imagem da desolação. A árvore, uma figueira – símbolo do feminino – está minguando. É o momento de deparar-se com a própria imagem de depressão materna. A mãe real está doente. Paradoxalmente grávida e doente. Assim como a personificação do arquétipo feminino contém em si a própria contradição.

É uma característica essencial das figuras psíquicas serem duplas, ou pelo menos capazes de duplicação; em todo caso, elas são bipolares e oscilam entre seu significado positivo e negativo.

Carl Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, pág 184

Se por um lado Carmen está grávida, prenhe de vida, por outro está doente, à beira da morte. Simbolicamente a mãe de Ofélia está morrendo, assim como Deméter, que se retira do convívio, pois não aceita a separação de sua filha querida. A imagem da árvore ressecada remete ao aspecto da mãe enlutada. Deméter, também conhecida pelo epíteto de Mélaina, a negra, é a imagem da mãe que não consegue se separar de sua cria, aquela que tem como função principal ter filhos e cuidar de sua prole. Ao mesmo tempo doadora de vida, ela é também a personificação do arquétipo da mãe negativa. Na iminência de separar-se de sua filha, a mãe de Ofélia contorce-se em dores, assim como Deméter:

Violenta uma dor se apossou de sua alma; arrancou
Com as mãos a mantilha de em volta dos almos cabelos
E, deitando nos ombros um manto de cor enlutada,
Apressou-se qual pássaro, sobre as planuras e as ondas,
Por buscá-la.

Hinos Homéricos, pág 70

A separação refere-se basicamente a um aspecto de distanciamento psíquico; no referido caso tal afastamento se dá pela entrada do aspecto masculino. Para que Ofélia possa se desenvolver ela necessita separar-se da mãe, despotencializar o complexo materno positivo, trazendo-o à consciência. Deméter e Core, também chamada de “As Deusas”, representam o aspecto duplo do feminino: a velha e a jovem, nascimento e morte.

Deméter e Core, mãe e filha, totalizam uma consciência feminina para o alto e para baixo. Elas juntam o mais velho e o mais novo, o mais forte e o mais fraco e ampliam assim a consciência individual estreita, limitada e presa a tempo e espaço rumo a um pressentimento de uma personalidade maior e mais abrangente e, além disso, participa do acontecer eterno.

Carl Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, pág 188

Outro aspecto marcante no filme e que nos remete ao mito de Deméter é a alusão ao ciclo lunar. Ofélia deve realizar três tarefas antes da próxima Lua cheia.

Consoante o Dicionário de Símbolos, a Lua é um símbolo amplo e difundido em diversas culturas. Está vinculada com a dependência (solar e masculina) e com o princípio feminino. Já que tem diversas fases e se transforma, simboliza também a passividade, o inconsciente, além da fecundação e o ritmo biológico. Por ter seu período de três noites sombrias, apagada, como morta, ela simboliza também o primeiro morto. “A Lua é para o homem o símbolo desta passagem da vida à morte e da morte à vida“. Muitas vezes associada às divindades ctônicas, como à própria Perséfone, conhecida como Rainha dos Mortos ou do subterrâneo.

Brandão elucida que, nos Mistérios de Elêusis, os Iniciados (nome dado aos participantes do culto) através dos rituais se conectavam com a possibilidade de bem-aventurança após a morte. Tais rituais possibilitavam uma transformação dos indivíduos que participavam da morte simbólica de Perséfone, da descida e de seu retorno, “como a semente que morre no seio da terra e se transmuta em novos rebentos”. Tal transformação pode se relacionar com as fases da Lua: cheia, nova, minguante e crescente. A semente (Perséfone) está enterrada, não está morta, assim como a Lua nova está apenas cumprindo o seu ciclo de morte e renascimento. No caso de Ofélia, cumprir as tarefas antes da próxima Lua cheia está diretamente relacionado com o fato de ela ter que seguir o ritmo da natureza. No plano biológico, talvez indicando o início da puberdade e menarca, no plano psicológico indicando que ela deve estar de acordo com sua vida instintiva feminina e seguir seu próprio caminho.

Crono: A entrada do patriarcado

No filme, com o novo casamento da mãe, e esta esperando um outro filho, Ofélia vê-se em contato com a possibilidade da entrada do masculino nesta relação simbiótica. Contudo, o masculino apresentado está vinculado a um ambiente conflituoso, hostil e também unilateral – onde não há espaço para interlocuções com o feminino. O Capitão destaca-se por características masculinas como a rigidez, autoritarismo e racionalidade excessiva. Está vinculado ao tempo linear e cronológico; representado pela sua constante atenção ao relógio que fora do seu pai, fazendo alusão ao Mito de Crono. Baseado na narrativa de Jean-Pierre Vernant, conta este mito que, no período do surgimento do universo, Gaia – a Terra – gera Urano, o céu. Urano, do mesmo tamanho de Gaia, permanece deitado sobre ela. A Terra, grávida de Urano, aloja seus filhos que, por determinação deste, são impelidos a ficarem dentro dela.

Como Céu nunca se distancia de Terra, não há espaço entre eles que permita aos seus filhos Titãs virem à luz e terem uma existência autônoma. Estes não podem tomar a forma que é deles, não podem se transformar em seres individualizados, pois não conseguem sair do ventre de Gaia, ali onde o próprio Urano esteve antes de nascer.

Jean-Pierre Vernant; O Universo, Os Deuses, Os Homens, pág 21

Gaia não estava satisfeita com esta situação e, com raiva, propôs aos filhos rebelar-se contra Urano. Crono – o filho mais jovem, prontificou-se e, com uma foice feita por Gaia, castrou seu pai. Cortou-lhe o testículo e os jogou no mar. Com o ato de Crono, Urano, o céu, distancia-se de Gaia. Instala-se bem no alto, de onde não mais sairá. Cria-se o espaço. Os filhos já podem sair de dentro de Gaia, surge uma nova geração.

Ao castrar Urano, a conselho e graças à astúcia de sua mãe, Crono cumpre uma etapa fundamental no nascimento do Cosmo. Separa o céu e a terra. Cria entre o céu e a terra um espaço livre: tudo o que a terra produzir, tudo o que os seres vivos engendrarem, terá espaço para respirar, para viver. Assim o espaço se desbloqueia, mas o tempo também se transforma.

Jean-Pierre Vernant; O Universo, Os Deuses, Os Homens

Crono é assim o pai do tempo, o “tempo cronológico”; ele instaura a diferenciação; a temporalidade é demarcada pela chegada do novo. Crono é o terceiro elemento, aquele que divide a unidade. Para Raissa Cavalcanti “O deus do tempo organiza e cria o mundo psíquico, estabelecendo a distinção entre presente, passado e futuro”. Através do seu ato, possibilita a criação dos opostos: Urano e Gaia. Pela castração se dá também a separação de todos os opostos: pai / mãe, macho / fêmea, ódio / desejo. A castração é, antes de tudo um ato de criação, já que cortar os testículos e derramar o esperma (do grego spérma, semente) está intimamente ligado com a semeadura da própria terra. Crono, ao castrar Urano, separa o ato de colher com o de semear, representando de início o tempo agrário.

Crono é o arquétipo do pai agente da lei, discriminador, o surgimento de um novo ciclo: a saída do mundo instintivo, da natureza, para a temporalidade, história e cultura. Demarcando assim limites entre o mundo matriarcal e patriarcal. Raissa Cavalcanti ainda se refere a Crono como um “Deus fazedor de consciência”:

A consciência emerge da totalidade a partir da percepção das diferenças, dos opostos, e o mundo se polariza gradativamente, de forma cada vez mais complexa. Por esse motivo, Crono é o deus que traz a definição e demarca os limites da existência consciente, finalizando a vivência do mundo da totalidade inconsciente. A castração realizada por Crono é um corte que estabelece os limites do sujeito, retirando-o da onipotência narcísica e possibilitando a sua entrada na civilização e na cultura.

Raissa Cavalcanti; O Mundo do Pai: Mitos, Símbolos e Arquétipos, pág 69

Crono insere um novo tempo que se sobrepõe ao tempo de seu pai, Urano. O tempo não é mais urobórico, onde os “pais divinos” formam o uno, não existe mais a plenitude da imagem primordial. Contudo, retomando a analogia com o filme, percebe-se que Ofélia recusa a tentativa da vivência deste masculino. E, contrapondo esta realidade, encontra num mundo fantasioso a possibilidade de transformação e integração dos aspectos femininos e masculinos de sua psique. De acordo com Raissa Cavalcanti, a criança em seu desenvolvimento saudável necessita da vivência da fase matriarcal e depois da fase patriarcal, para então se diferenciar e encontrar sua autonomia enquanto indivíduo.

A quebra da onipotência materna e da aceitação da lei do pai é de extrema importância para a diferenciação do sujeito que, ao entrar na tríade familiar, tem possibilidade de encontra seu lugar no mundo e nas relações de forma autônoma. Ofélia não se disponibiliza para a experiência deste real cruel e violento; no filme, parece que o Capitão vive o pólo rígido de Crono: teme perder o poder e a ordem vigente. Sobre este aspecto, Cavalcanti diz que “o deus introdutor do patriarcado domina as forças matriarcais . Todo autoritarismo e rigidez têm origem no medo da perda do controle consciente e da invasão de impulsos inconscientes”.

A partir deste medo – não infundado – de perder o controle, Crono decide ele mesmo engolir seus próprios filhos. Agora não é mais a mãe que retém seus filhos no ventre, mas eles estão mergulhados nas entranhas do pai. Apenas num terceiro momento, sob o domínio de Zeus, se instalará uma nova ordem: o Logos.

Considerações

labirinto fauno poster frances

Percebemos que inicialmente Ofélia, imersa no mundo da mãe, e estabelecendo com ela relação indiferenciada, tinha uma vivência mais ligada ao inconsciente. Ao longo de sua “jornada labiríntica” e do cumprimento das tarefas a ela destinada inicia a diferenciação materna, possibilitando a entrada do masculino, aproximando-se assim sua vivência inconsciente da consciência.

Poderíamos dizer que Ofélia vivencia a Sizígia, ou seja, a união dos opostos que, nas palavras de Jung, significa “quando um deles jamais está separado do outro. Trata-se daquela esfera de vivência que conduz diretamente à experiência da individuação, ao tornar-se si-mesmo”.

A última tarefa de Ofélia está relacionada com o surgimento do novo; através do seu irmão que acaba de nascer – há agora um masculino que se apresenta menos cruel e mais acessível. Tal nascimento se dá juntamente à morte do primeiro referencial feminino de Ofélia; morrendo também sua própria imagem anterior, unilateral, que, ao entrar em seu reino, encontra masculino e feminino, convivendo em harmonia.

Sua experiência criativa parece ser uma preparação, ritualística; que inicia o rito de passagem da infância para a adolescência. Este mecanismo pode ser compreendido como uma experiência auto-reguladora da psique, que faz parte do desenvolvimento infantil saudável. De acordo com Jung, o simbolismo da criança está ligado ao desenvolvimento em direção à autonomia; sobre este tema arquetípico, ele diz:

O processo de individuação antecipa uma figura proveniente da síntese dos elementos consciente e inconsciente. É, portanto, um símbolo de unificação dos opostos, um mediador ou um portador da salvação, um propiciador de completude”

Carl Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, pág 169

Dessa forma Ofélia pode completar o seu percurso de vida, morte e renascimento.

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TP
TP
29 novembro de 2008 3:42 pm

que post Cid! Sabe, eu assisti a este filme num sofá de um quarto de hospital enquanto eu a acompanhava os últimos dias da mulher que me criou para o mundo. Em verdade eu tinha alugado este filme com a intenção de que ela pudesse assistir, já que ela estava bem consciente nos seus últimos dias de vida, eu queria tirar um pouco a monotonia do hospital e dar um pouco de fantasia aquela situação. Tirar a mente dela do hospital. Mas antes, com cuidado, eu “paginei” o filme em busca de qualquer cena forte que pudesse trazer qualquer desconforto.… Read more »

Solius
Solius
6 dezembro de 2008 9:08 pm

O filme tem algumas passagens curiosas. Mas veja, não é difícil pegar um gibi da turma da Mônica e, sem muitas dificuldades, fazer uma vasta análise abordando os mitos de Zéfiro, Astréia e companhia limitada. Por que será? Vá mais devagar com os junguianos. Dizem por aí que seu mestre não conseguiu distinguir o “supra” do “sub”, e as implicações de tal deslize não são nada positivas. Outro ponto importante: quem, no filme, são os “bandidos” e quem são os “mocinhos”? Há uma evidente inversão de valores sob o ponto de vista histórico. Na mesma linha está o autor do… Read more »

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
9 dezembro de 2008 8:54 am

Solius – hermeticus especularus -> “Há vários sites falando do caráter hermético de seus escritos, mas no sentido mais usual. ” ——– Posié! Desde que “surtei” pela primeira vez eu ao começar adentrar o estudo mais criterioso sobre ocultismo, cabala e ciências “místicas” em geral, me assustava com a sagacidade dos autores, mas também com a forma que as mesmas supostas histórias de mitos e afins se confundiam com estruturas esquizóides, psicóticas e em muitas neuroses específicas, que certas “pessoas” que acessaram o tal “poder” contido em determinados aspectos metafísicos da realidade. Não concordo, tão pouco discordo das experiências destes… Read more »

Fy
Fy
9 dezembro de 2008 10:41 am

Sinto que o Labirinto pode ser aberto, mas onde posso encontrar novas informações? Makibaster Este resumo, descreve com clareza a forma como entendi; talvez possa ilustrar sua busca: O Labirinto do Fauno, desenvolve uma quantidade de elementos simbólicos. A “interação” entre esses elementos é o plano concreto em que a história se desenvolve. A cada evento do mundo material, daquilo que aparenta ser o real:, há outro ou há uma correspondência no outro plano da existência. A começar pela ideia do Labirinto: o labirinto é um símbolo complexo e antigo. Associado sempre à figura do Labirinto de Creta e da… Read more »

Anônimo
Anônimo
9 dezembro de 2008 12:13 pm

Fy,

Muito bonita a simbologia que voce colocou, bonita mesmo.

Bj
A.

Anônimo
Anônimo
9 dezembro de 2008 1:04 pm

o filme está longe de ser uma obra prima, e Del Toro não é nem sombra de um grande diretor.

Anounymous Gourmet
Anounymous Gourmet
9 dezembro de 2008 1:53 pm

???

Fy
Fy
9 dezembro de 2008 3:46 pm
Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
9 dezembro de 2008 4:36 pm

“Além disso, nem sequer teremos que correr os riscos da aventura sozinhos; pois os heróis de todos os tempos nos precederam; o labirinto é totalmente conhecido. Temos apenas que seguir o fio (Ariadne) da trilha do herói. E ali onde pensávamos encontrar uma abominação, encontraremos uma divindade; onde pensávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos; onde pensávamos viajar para o exterior, atingiremos
o centro da nossa própria existência; e onde pensávamos estar sozinhos, estaremos com o mundo inteiro”

Joseph Campbell – O Herói de Mil Faces


Abraços

Fy
Fy
9 dezembro de 2008 5:34 pm

Renato,

Parabéns !

E, humildemente te complementando:

here is the deepest secret nobody knows

(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which grows:
higher than soul can hope or mind can hide)
e.e.cummings

Bj

Anônimo
Anônimo
9 dezembro de 2008 8:43 pm

Valeu Fy.

Renato, que linda colocacao, obrigado por recordar Joseph Campbell, grande homem.

Bjs
A.

Solius
Solius
10 dezembro de 2008 8:59 am

Caríssimo Renato,

Obrigado por compartilhar suas experiências. Eu teria certas observações a fazer, mas o tempo não me permite desenvolver nada por aqui no momento. Talvez em pvt, caso queira.
Quanto à questão do autor, se a fonte que alimentou o comentarista do site de nossa colega esteja realmente se referindo à extinta doutrina egípcia, ainda há de se refletir sobre o que se deve entender por “estudante de hermetismo”. 🙂

Fraterno abraço!

Makibaster
Makibaster
10 dezembro de 2008 11:21 am

Fy, preciso de ajuda, eu entendi.

luramos
luramos
10 dezembro de 2008 2:46 pm

Solius

quem comentou sobre Guimaraes Rosa foi o Lucio do falecido Franco-Atirador, uma pessoa que conheco deste mundo virtual e que admiro pelo seu vasto conhecimento, modestia e gentileza. Hah anos o acompanho e confio nas informacoes dele, apesar de sempre checar e me aprofundar no que me interessa.
aqui estah o comentario dele:

<"Mais do que isso, Guimarães Rosa era um estudioso do hermetismo, que empregava o simbolismo esotérico em suas obras com o propósito declarado de provocar um satori no leitor. Isso o coloca na mesma categoria de gente como Dante, Shakespeare, Joyce, Fernando Pessoa e, mais recentemente, Thomas Pynchon. Curiosamente, como no caso desses autores, esse aspecto central na obra do Guimarães é ignorado solenemente pelos críticos (com uma única exceção: Heloísa Araújo, que tem dois bons livros sobre o tema), apesar do Guimarães Rosa falar dele explicitamente nos prefácios de Tutaméia… Abs. L.>

entao se interessar-se aih estah a minha fonte. E sim, o hermetismo a que me refiro eh baseado na antiga doutrina egipcia. Se ele pertenceu a alguma ordem hermetica nao sei e com frequencia estes iniciados nao espalham aos quatro ventos este tipo de iniciacao.

Eu , como uma crianca no primario aprendendo a escrever, fiquei orgulhosa ao reconhecer esta linguagem nos seus escritos. E nao tive um samadi, mas li e ouvi um milhao de vezes, cada vez entendendo mais uma palavra, tendo mais um insight. Soh o processo de gravar o “clip” – (foi meu marido que compos a musica e interpretou o Riobaldo, eu soh dirigi….rs), que fiz em casa, me tomou horas e horas de contemplacao, sempre sobre a otica do hermetismo que eu venho estudando hah uns tempos.

E para desepero dos intelectuais de plantao, eu checo fontes, mas esqueco o nome delas no minuto seguinte, porque o objetivo eh saber se a informacao procede, nao citar de novo para alguem. E se Guimaraes Rosa era estudioso do hermetismo, iniciado, grau maximo da Aurum Solis, Aurus Argentum , Golden Dawn, ou se nunca ouviu falar de Hermes, nao faz diferenca para mim. Eu tenho o privilegio de conhecer algumas pessoas que trazem conhecimentos hermeticos de nascenca, que enxergam o mundo por uma otica muito semelhante a qual eu me esforco por apre(e)nder.

Nossa, to muito prolixa hoje. Tudo isso pra dizer que nao me importam definicoes ou nomes. Isto sao detalhes que nos distraem da essencia.

Se voce se aprofundar no tema e achar que vale a pena compartilhar me escreva que publico no meu blog.
Obrigada

Luiza

Makibaster
Makibaster
9 dezembro de 2008 4:56 am

Sinto que o Labirinto pode ser aberto, mas onde posso encontrar novas informações?

Solius
Solius
8 dezembro de 2008 9:32 pm

Se possível, peça a fonte da informação, Lu. Há vários sites falando do caráter hermético de seus escritos, mas no sentido mais usual.
Fique com Deus.

luramos
luramos
7 dezembro de 2008 1:07 pm

Solius: o bem e o mal do ponto de vista historico sao tao relativos quanto do ponto de vista moral. Entao viva Saramago- o post de 31 de outubro que vc comentou- e tantos outros que conseguem relativizar o certo e o errado, que sabem mostrar do que se compoe um ser humano (nossas polaridades), e que nos ajudam a reconhecer e integrar sub e supra, sem negar parte alguma da nossa divindidade, (Porque se vc nao eh ateista, hah de convir comigo que deus estah em todos os fragmentos do nosso ser…-a nao ser que pense que temos uma… Read more »

Longinus
Longinus
7 dezembro de 2008 1:22 pm

Implicações e consequências sobre deslizes cometidos, bem como inversões de papéis e valores, não são, e tb não foram (sob o ponto de vista histórico), exclusividade de ‘ateístas’, não é mesmo?? Afinal, quem foram e quem são os ‘bandidos’ e ‘mocinhos’ do passado e presente? Através de QUAL escala de valores devemos julgar ou avaliar tal questão? A sua? A minha? De alguma ‘instituição’ ou grupo em particular? De algum ‘autor’ ou personagem específico do passado ou presente, de origem e/ou alguma localidade em especial? Há (e houve no passado) muitos “bandidos” que se travestem de “mocinhos”, até discursam ou… Read more »

luramos
luramos
7 dezembro de 2008 7:07 pm

curioso, claro, mas mais curioso ainda eh a necessidade de julgar, nomear e se identificar com partes, ao inves de buscar o todo. Mas buscar o todo eh perder o apego as partes, eh morrer antes de morrer e isso ninguem quer, ou muito poucos querem e quase ninguem consegue. Portanto ao inves de especular qual a escala de valores necessaria, melhor seria nao julgar nada nem ninguem alem de vc mesmo, sem esquecer de sentir amor e compaixao por voce mesmo nesta hora E se Abraao, Moises, Krishna Zoroastro,Buda ,Jesus Cristo, Mohammmed, Bab e Bahá’u’lláh se auto-proclamaram mais proximos… Read more »

luramos
luramos
7 dezembro de 2008 7:13 pm

quanto aos bandidos e mocinhos da historia da humanidade, convem lembrar que a historia geralmente eh a versao dos que venceram, portanto parcial. Mas escolhendo Hitler como um personagem historico que eh quase unanimemente considerado mau, ele eh o melhor anti-exemplo que a humanidade jah teve. E muito esforco existe no mundo para que a historia nao se repita. Portanto mesmo sem intencao, muita bondade ele trouxe ao mundo que vivemos hoje. Assim como Jesus e Mohammed vieram com mensagens transbordantes de Amor e Compaixao, quanto sangue jah nao foi derramado em nome do Deus que ambos representam… curioso, muito… Read more »

Solius
Solius
7 dezembro de 2008 7:32 pm

Iuramos, “o bem e o mal do ponto de vista historico sao tao relativos quanto do ponto de vista moral.” Hitler, Stalin, Mao, etc., pensaram assim. Creio que você saiba no que deu. “o post…que vc comentou… conseguem relativizar o certo e o errado, que sabem mostrar do que se compoe um ser humano… e que nos ajudam a reconhecer e integrar sub e supra, sem negar parte alguma da nossa divindidade…” Veja, se você relativiza o bem e o mal, perde a total noção de valores e vai encontrar inúmeras justificativas para os seus atos mais perniciosos. Conseqüência: negação… Read more »

Solius
Solius
7 dezembro de 2008 7:35 pm

Longinus, “Implicações e consequências sobre deslizes cometidos, bem como inversões de papéis e valores, não são, e tb não foram (sob o ponto de vista histórico), exclusividade de ‘ateístas’, não é mesmo??” Não, podemos adicionar alguns fanáticos ludibriados por líderes de seitas e outros que tiveram a pretensão de se colocar acima dos mandamentos de sua doutrina, muitas vezes por descrença, o que, neste caso, os encaixa naquele primeiro perfil, dentre outros. Nenhum, porém, atingiu a marca ateísta do século passado. “Afinal, quem foram e quem são os ‘bandidos’ e ‘mocinhos’ do passado e do presente?” Eu sei quem são.… Read more »

Longinus
Longinus
7 dezembro de 2008 7:48 pm

Concordo Luramos (tb com seu comentário anterior)!

abs

luramos
luramos
7 dezembro de 2008 7:52 pm

eu nao vou aqui deflagrar o degladiar de egos que tanto critico.

muita coisa que alimenta a discordia eh questao de semantica, entao fico ateh aliviada em saber que o que vc chama de sub eu chamo de ego e nisso concordamos.

no que discordamos oxala eu (e pretensiosamente desejo a voce tambem) que tenhamos clareza para conhecer nossa Verdade.

Luiza

Solius
Solius
7 dezembro de 2008 9:02 pm

Cara Luiza, Em primeiro lugar, peço perdão pela confusão que fiz com seu apelido\sobrenome. “eu nao vou aqui deflagrar o degladiar de egos que tanto critico.” Há modos de se desenvolver uma conversa entre pessoas que pensam de modo diferente, sem que isto ocorra. Infelizmente não é comum observar tal aplicação, e por isto compreendo perfeitamente sua posição. “…o que vc chama de sub eu chamo de ego…” Na verdade há uma distinção entre o “sub” que empreguei e o “ego” no sentido por você colocado, embora haja bastante interação. Então creio que possa ficar como está. 😉 “no que… Read more »

luramos
luramos
8 dezembro de 2008 2:27 am

obrigada por me entender e eh essa Verdade mesmo, com V maiusculo, que me refiro. E literalmente gracas a Deus, ela eh unica. Unica para mim, unica para voce, unica para a criacao manifesta. (ficou esquisito, mas o que eu quis dizer eh que a minha Verdade eh soh minha, a sua eh soh sua, e no entanto elas sao a mesma coisa…) E que fique claro que faco um esforco enorme pra acreditar em tudo que escrevo sobre Deus. se quiser ouvir a opiniao do Riobaldo, personagem do Grande Sertao, dah um pulinho no blog que tenho com uns… Read more »

Solius
Solius
8 dezembro de 2008 3:45 pm

Cara Lu,

Obrigado pela indicação. Contemplemos uma bela obra, mas obviamente sem trocar o certo pelo duvidoso. 🙂
E onde você viu que o autor foi estudante de hermetismo? Acho difícil que isto seja verdade (embora não veja como uma impossibilidade).

Fique em paz.

luramos
luramos
8 dezembro de 2008 4:47 pm

Solius
Bem, quando eu ouvi este trecho do livro imediatamente pensei: o Riobaldo conhece hermetismo…rs Eu nunca li o livro diga-se de passagem, e nao sou expert em Guimaraes Rosa….

Resolvi publicar a leitura no blog porque me identifico com os questionamentos de Riobaldo, muito.

Foi nos comentarios que aprendi sobre o conhecimento de Guimaraes Rosa sobre hermetismo.

Fausto
Fausto
10 dezembro de 2008 4:06 pm

“Passa-se com o homem o mesmo que com a árvore. Quanto mais quer crescer para o alto e para a claridade, tanto mais suas raízes tendem para a terra, para baixo, para a treva, para a profundeza – para o mal.”

Nietzsche

“Nenhuma árvore saudável, bem-desenvolvida,
pode rejeitar suas raízes escuras no interior da
terra porque se o fizer perecerá “.

Jung

Solius
Solius
10 dezembro de 2008 4:57 pm

Cara Luiza, obrigado pelos seus esclarecimentos e parabéns pelo trabalho seu e de seu marido. Bela composição! É fato que o Rosa bebeu de várias fontes. Porém, no que diz respeito à doutrina egípcia, não creio que ele possa ter ido muito além da leitura do C.H. Não pretendia entrar nisto aqui, mas lamentavelmente o que se chama atualmente de hermetismo, em geral, é uma análise daquela obra sob a ótica confusa de certos grupos formados no século XIX. Mas o tema é por demais complexo para tratarmos aqui e neste momento. 🙂 Dante e W.S. devem ser postos num… Read more »

Coringa
Coringa
10 dezembro de 2008 5:33 pm

“…tanto mais suas raízes tendem para a terra, para baixo, para a treva, para a profundeza – para o mal.”

hmmm…não vejo como ‘mal’, em si, o aprofundamento. Entendo-o como OPOSTO COMPLEMENTAR daquilo que está ‘acima’ ou ‘no alto’. Uma grande árvore PRECISA de profundas raízes. O ‘engano’ tvz esteja em ‘classificar’ uma parte/lado isoladamente, sem considerar a INTERDEPENDÊNCIA que há entre elas, perdendo-se assim, a visão do conjunto/todo. Desta forma, diria que, sem ‘profundidade’ também não há ‘grandeza’.

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
12 dezembro de 2008 3:29 pm

Solius, Concordo até um determinado ponto, toda a informação tem a mesma fonte, essa experiência com os sistemas de informação que estamos construindo e aperfeiçoando esclarece bastante a questão. O determinante é que TIPO de informação e como se procede para a atual situação que é lá no fundo “esot” da coisa passivo de mais questionamento incomum do que o normal, cegos guiando cegos, nada além disso, não temos o TEMPO que precisaríamos para avaliar a fundo e determinar a FONTE.. no mínimo um pouco de “viveka” (discernimento) para avaliar se a informação que procede é coerente com sua realidade,… Read more »

Solius
Solius
12 dezembro de 2008 10:14 pm

Prezado amigo, “…toda informação tem a mesma fonte, essa experiência com os sistemas de informação…esclarece bastante a questão.” Sim sob determinada ótica, e não por outra. Vejamos a seguir. “O determinante é que TIPO de informação e como se procede para a atual situação…passivo de mais questionamento incomum…cegos guiando cegos…não temos o TEMPO que precisaríamos para avaliar a fundo…aí aplica-se determinates físicas, metafísicas e até…” E isso causa uma confusão, meu caro… Hoje em dia está generalizada, e tem se dado justamente pelo enfraquecimento da imagem do “exot”, comumente por uma mudança direcionada de paradigma da qual participa a difusão… Read more »

Fy
Fy
13 dezembro de 2008 7:07 pm

Tarkovsky,

“Ora, sendo a lua a companheira
que ilumina minha trilha,
ao mesmo tempo sei que
revela minha presença.
Portanto a caçada deve ser feita no escuro”

For your night,Mr Hunter:

http://br.youtube.com/watch?v=0HhgBq_qb2Y

hopeseeyousoon ,

Bjs
————–
Billy,

É linda, sim.
Como vc acha estas bandas?

Bjs
——————
Anônimo,

Juro q não consegui entender a conexão q vc fez.

Anônimo
Anônimo
13 dezembro de 2008 7:23 pm

Eu explico, Fy

É que existe ‘correntes’ de interpretação jurídica, em relação a estas questões de estupro, que entendem que a “vítima” tem grau de responsabilidade em relação ao fato. É como se a vítima (normalmente mulher), de alguma forma (que eu não saberia lhe explicar no momento) houvesse dado ‘abertura’ ou ‘aceitação’ ou ‘estímulo’, de alguma forma não explícita, ao estuprador, para o ato ou ação.

É mais ou menos por aí. Sei que é extremamente polêmica e delicada a questão, mas o fato, é que ela existe nos meios jurídicos.

É isso!
abs

Anônimo
Anônimo
13 dezembro de 2008 7:27 pm

Desculpe, fiz confusão. Creio que o comentário acima deveria estar no tema “A Notícia do Dia”. Creio tb que o questionamento da Fy, foi em relação ao meu comentário lá postado, não?

abraços

Makibaster
Makibaster
14 dezembro de 2008 4:11 am

Agradeço a todos, as coisas continuam complexas ma já estão se encaixando.

Abs do coração.

billy shears
billy shears
14 dezembro de 2008 6:56 pm

“Como vc acha estas bandas?”

Fy, a maioria faz parte da minha memória musical, – music is my aeroplane 😉

Gosto de “navegar” na net ouvindo sempre uma musiquinha e existem muitos sites com midis disponíveis para execução.

Aí vão duas: segura aí….rs

http://www.sissimusic.net/Rock2/BeatlesBlackBox/HardDaysNight/Things-We-Said-Today.mid

Oh Heaven let your light shine down:

http://www.infiltradomidis.com.br/midis/HEAVY_METAL/A_-_B_-_C_-_D_-_E/COLLECTIVE_SOUL/Shine.mid

Beijos

Bruno
Bruno
21 dezembro de 2008 7:53 am

Não só não vejo tudo isso nesse filme como me decepcionei pela segunda vez, assisti o filme a algum tempo e posso dizer que alem de ser um filme que não me prendeu (simbolicamente) é um dos mais violentos que ja assisti, e sendo com esta tematica fabulosa, vai com certeza atrair crianças, depois de ter assistido eu jamais deixaria meu filho ver (a cena do capitão matando o cara com a garrafa é grotesca de tão real). Esperava mais explicações em relação aos seres diferentes da floresta, as atitudes da menina em relação as tarefas, explicações sobre como estes… Read more »

Luciano Boeing
Luciano Boeing
17 março de 2009 11:32 am

O que vc acha do filme Terror em Silent Hill

Saindo da Matrix
Saindo da Matrix
17 março de 2009 11:57 am

Não vi e não joguei 🙂

Jorge
Jorge
17 agosto de 2009 1:14 am

Bem esclarecedor. Este artigo só reforça o estado-da-arte que é esse filme. Obra-prima.

Martyn
Martyn
23 abril de 2011 4:18 pm

O Labirinto do Fauno

Donwload do filme http://www.viagemastral.com/gva/viewtopic.php?f=9&t=8161

Solius
Solius
12 dezembro de 2008 8:55 am

Caríssimo Renato “slave of the time” Mudança de vida, amigo. 🙂 “…mas todos tinham algo em comum além das pirâmides, do ler sonhos…” Para surpresa de muitos, sustentaram a visão monoteísta, gradualmente diluída durante o período decadente. “Imagine…se os cristãos REALMENTE encarassem o MITO de seu homem-deus…” Atribuir valores opositivos à relação entre mito e realidade é um erro comumente difundido em nossos dias, como você bem deve saber. No caso mencionado, as evidências históricas corroboram a visão cristã. Acho que o problema que você aponta (se bem entendi) está associado a certas influências que jamais deveriam ser admitidas pelos… Read more »

billy shears
billy shears
11 dezembro de 2008 7:34 pm

“O comentarista Tarkovisky descobriu seu verdadeiro talento: Desviar tópicos. De conto sufi foi parar em terreiro de macumba. Isso é imperdoável. Vai fazer companhia para o Bergman e para o Kubrick lá no limbo. Peço desculpas pelo rapaz e o Coringa perdeu definitivamente um jantar de búfalo grátis. Próximo diretor.” hehehehe Como diria um personagem de algum Western Spagheti de Sergio Leone: “Vaya con Dios, amigo”. Pois é, esta sua partida anunciada fez-me refletir sobre a época do ano em que estamos: dezembro. Mais uma ano se vai, algumas promessas antigas cumpridas e outras não. Mais um ano se avizinha,… Read more »

luramos
luramos
10 dezembro de 2008 6:38 pm

jah leu o quanto Dante bebeu de Ibn Arabi – sabio sufi – antes de escrever seu Inferno? vale a pena pesquisar… outra coisa, se me permite a ousadia, vejo voce super-apegado a nomes. Claro que hermetismo nao eh soh o que estah escrito no Corpus hermeticum. Claro que a otica foi se modificando com o passar dos seculos, e considerando-se que a essencia nao foi perdida, que mal hah se hoje tem outros nomes ou algumas variacoes. E porque G. Rosa nao teria passado da leitura do CH , se ateh eu passei,,,rs? outra coisa pode me escrevr no… Read more »

Fy
Fy
10 dezembro de 2008 6:56 pm

Meninos: Não…: Nem lobisomem de boné e nem tubarão vegetariano. As duas coisas são assustadoras! Mas como nem a Sta e nem a tia Rita falham… [ thank’s my friend]; saibam q nada é comparável a um frágil, poderoso and sweetvampire.. in London, here and everywhere: http://www.youtube.com/watch?v=92nhXv4Q2mY&feature=related Tarkovsky: Não ligue. Nem p/ bife e nem pra eles; e, sem duvida : you are a very especial kind of Wolf: …a hunterwolf!!!! E eu agradeço por mim, pela certa moça e por todas as mulheres do SDM; a música é linda ! But… be careful, man, the moon is a stranger… Read more »

Fy
Fy
10 dezembro de 2008 7:01 pm

Coringa,

Parabéns pela observação!

Fausto:

Caminhe olhando sempre pra baixo: assim vc não corre o risco de crescer.

Bjs

Fy
Fy
10 dezembro de 2008 7:04 pm

Lembrei:

Tb existem excelentes cursos de bonsai.

Outra atrocidade q o ser-humano aprendeu a fazer.

Todas as árvores ficam pequenininhas…. e iguais.

Bjs

Fausto
Fausto
10 dezembro de 2008 7:18 pm

Não existe mal ou bem, só existe o todo o completo.
A sombra é apenas um efeito da luz.

Fy,
Não entendi, poderia explicar o por que desta observação?

Fy
Fy
10 dezembro de 2008 7:56 pm

Claro, Fausto: here is the deepest secret nobody knows: here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life; which grows: HIGHER than soul can hope or mind can hide) e.e.cummings “Passa-se com o homem o mesmo que com a árvore. Quanto mais quer crescer para o alto e para a claridade, tanto mais suas raízes tendem para a terra, para baixo, para a treva, para a profundeza – para o mal.” Nietzsche Vc mesmo explica, com teu coment. É que nós entendemos isto: Considerando que… Read more »

Fausto
Fausto
10 dezembro de 2008 8:37 pm

eita, que antipatia comigo mulher.

Jung defendeu o mal com essa frase:

O comentario nao tem nada a ver com o que voce pensou. Nao mais discutirei, se pensas que defendo a falta de liberdade, a violacao de direitos humanos, etc.. que pense assim, é seu direito e escolha. E nem discutiremos isto aqui, a menos que o Acid provoque a discussao novamente.

Dizer que todos são iguais é ir contra a própria criação, que nos fez únicos, estrelas com luz propria que juntas em harmonia formam o universo.

Fausto
Fausto
10 dezembro de 2008 8:57 pm

O homem tem o desejo inato de evoluir, desejo latente em sua alma de voltar a Deus, a ser um só com ele, esta busca é o enredo de toda a historia da humanidade. E no seu caminhar ela terra o homem descobriu que atraves da dor e do sofrimento, o homem aprende (veja como pais educam seus filhos, quantos pais dizem, tem que bater, só batendo aprende), entao o homem cria o mal para si mesmo, para os outros e no seu sub-consciente utiliza o mal como um caminho para a evolução. E não foi Deus que inventou isto,… Read more »

jealous
jealous
10 dezembro de 2008 9:16 pm

Mas Fy, be careful… lembre-se que nem todo vampiro é Brad Pitt…comment imagecomment image

Solius
Solius
11 dezembro de 2008 12:17 am

Cara Lu,

“jah leu o quanto Dante bebeu de Ibn Arabi…?”

Sim. 🙂

“Claro que a otica foi se modificando com o passar dos seculos, e considerando-se que a essencia nao foi perdida que mal hah se hoje tem outros nomes ou algumas variacoes…”

Tais variações comprometem seriamente a apreensão do sentido contido na essência. Há também outras implicações. Amanhã ou depois tentarei encontrar um tempinho para lhe escrever e assim nos aprofundarmos um pouco mais no tema, conforme você sugeriu.

Fica com Deus.

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
11 dezembro de 2008 3:22 pm

Solius – slave of the time -> ” Eu teria certas observações a fazer, mas o tempo não me permite desenvolver nada por aqui no momento. ” ————————– Salve Solius Quid Est Ergo Tempus? – O que é então o Tempo? Se não possui dele o proveito do seu uso, e se no uso o proveito lhe possui mais que teu desejo? Não se preocupe em desenvolver aqui ou acolá o que você gostaria, até por que não podemos perder o “bonde” da inspiração nem do MOMENTO que nos acerca com TODAS as OPORTUNIDADES de TUDO e de NADA ..… Read more »

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
11 dezembro de 2008 3:54 pm

Errata —
Onde escrevi “encararem” de certo seria ENCARNAREM.

Abraços

elvinho
elvinho
31 agosto de 2013 9:42 pm

O que é real? Fantasia e realidade se confundem e isso fica mais evidente no momento em que a mandrágora é mandada para o fogo. Mesmo que os demais não creiam nos “poderes” daquilo, por “coincidência” quando ela é consumida pelo fogo a mãe de Ofelia, que se recuperava graças a “simpatia” da filha, sucumbe. O FAUNO: Só quem vê, claro, é Ofelia. A princípio ela fica maravilhada por estar diante daquele ser fantasioso. Em alguns momentos duvida de suas intenções. Não sabe se é amigo ou inimigo. Mas acaba fazendo o que ele lhe diz pra fazer, que na… Read more »

Anônimo
Anônimo
4 janeiro de 2009 12:58 am

Viajou mermão!

um dos melhores filmes já feitos
e viva a sétima arte

Laine
Laine
1 dezembro de 2008 10:40 am

Meu namorado adora esse filme.. Mas eu achei horrível… pq mistura algo tão lindo, a fantasia da infancia, com a brutalidade dos adultos. É um filme q desequilibra! Bem, esta foi minha visão. Já meu namorado gosta pq diz sair dos modos, estilo americanizado dos filmes, por ser diferente e mostrar uma realidade.
SEi lá.. Cada um com seu cada um…
Já as psicólogas tiram outra explicação super elaborada… interpretação delas.. diante dos estudos q fizeram… “cada um no seu quadrado” rsrss

rOger
rOger
1 dezembro de 2008 5:57 pm

Incirvel…ontem (30/11) sem nenhum motivo aparente fico assistindo Labirinto de Fauno até as 3 hrs da manha! e hoje quando abro o site qual o primeiro post…
conhecidencia…sincronicidade…
o que será…
Abs! parabens pelo site! primeira vez que escrevo aqui…

Luiza
Luiza
1 dezembro de 2008 7:08 pm

ah que lindo o filme, que dor que dah…

como eh dificil crescer, deixar morrer o que fomos.

e tive um insight depois do filme que pode ser obvio para muitos: nohs nao mudamos, nao progredimos, se nao nos submetermos a tarefas repugnantes, assustadoras e que nos remetem a morte. Nao eh que somos preguicosos ou o ser humano tem tendencia a inercia. Eh que eh extremamente doloroso, exige muita coragem e mais que tudo, vontade e crenca.

Morrer antes de morrer, uma velha receita da plenitude humana

Alan
Alan
1 dezembro de 2008 8:33 pm

Realmente o labirinto é um filme que provoca fortes sensações, ele volta um pouco aqueles medos que temos quando criança.

Cara do Saindo da Matrix, só por curiosidade qual é o seu tipo psicológico de Jung por falar nisso ?

Saindo da Matrix
Saindo da Matrix
1 dezembro de 2008 9:13 pm

Segundo o quadro MYERS E BRIGGS (MBTI) acho que sou ISTJ: introvertido sensação pensamento sentimento intuição

http://1001gatos.org/tipos-psicologicos-carl-jung-descubra-qual-e-o-seu/

emanuelly
emanuelly
1 dezembro de 2008 11:10 pm

Cara,tudo naquele filme eh simbolico.Na cena do bebê mandragora,o que faz ele reviver?? Leite(nosso primeiro alimento,simbolo mater de fertilidade e nutrição)e sangue(simbolo da vida e da ressureição,componente essencial de magias brancas e negras). e o ato de coloca-lo debaixo da cama da mãe da garota…não sei ,não ,me parece relacionar algo com o inconciente,algo pra ser guardado e talvez esquecido.Como não temos porão,debaixo da cama guardamos cada tranqueira… e tambem coisas que devem ser escondidas mesmo,ate da faxineira mais persistente(revistas da playboy,caixas de chocolate,aquele rabisco de carata de amor que cê nunca tera coragem de mandar).E ainda mais debaixo da… Read more »

emanuelly
emanuelly
1 dezembro de 2008 11:14 pm

Alias deixem eu fazer uma pergunta interesante:Como você retratariam o bicho-papão supremo da sua psique???Como seria a figura do mal absoluto pra você?

Saindo da Matrix
Saindo da Matrix
2 dezembro de 2008 12:11 am

O diretor fala em uma entrevista sobre Labirinto do Fauno que o filme que ele sonhou, ou melhor, teve um pesadelo, e o filme que ele terminou são muito semelhantes.
http://www.youtube.com/watch?v=S0Iy5nhRcqo&feature=related

Interessante esse aspecto de sonho. Se ele falou sério, e parecia falar sério, foi um pesadelo e tanto!

Ah, e emanuely, o meu bicho-papão poderia muito bem ser o devorador com os poderes do Darth Vader…

Vinicius
Vinicius
2 dezembro de 2008 9:13 am

Acid, você pode me passar algum email seu, para que eu possa me comunicar diretamente com você.
obrigado

Geninha
Geninha
2 dezembro de 2008 11:29 am

“…Existe a pressão da sombra. Inexprimível teto de tênebras; alta obscuridade, mas uma luz vencida e sombria; claridade reduzida a pó; é semente? é cinza? milhões de fachos, claridade nula; vasta ignição que não diz o seu segredo, uma difusão de fogo em poeira que parece um bando de faíscas paradas, a desordem do turbilhão e a imobilidade do sepulcro, o problema oferendo uma abertura de precipício, o enigma desvendando e escondendo a sua face, o infinito mascarado com a escuridão, eis a noite. Pesa no homem esta superposição. Esse amálgama de todos os mistérios a um tempo, do mistério… Read more »

Geninha
Geninha
21 março de 2021 11:13 am
Reply to  Geninha

Hoje consigo ver “tudo isso nesse filme”. E um pouco mais. 🙂

Fy
Fy
2 dezembro de 2008 4:11 pm

Primeiro de tudo Parabéns p/ o Acid. E, bem lembrado pela Luíza: – Thanks again. Mto interessante neste post, são os coments. Os homens ficaram quietos… e a mulherada se apresentou em highstyle.rsrsrs Tenho eu cápracomigo, que talvez seja pq esta apresentação Rackhamniana dos femininos rituais de passagem sejam um pouco assustadores para o masculino. Mas, é um filme fascinante; – a mestria com que o Guillermo Del Toro se movimenta neste relato tão híbrido entre uma realidade brutal e a descrição deste rito de passagem em que a menina gradativamente oferta como em sacrifício, sua infância, homenageando a Mulher… Read more »

Luiza
Luiza
2 dezembro de 2008 4:45 pm

obrigada pela dica dos livros.
Mulheres que correm com os lobos jah li, e recomendo aos rapazes que vivem e convivem com estas mulheres, (as ainda nao totalmente domesticadas…rs) porque ajuda bastante a entende-las! Mesmo porque elas costumam despertar um interesse que vai alem da copula e tambem costumam receber o titulo de “complicadas”…rs Entao entende-las melhor ajuda bastante.

As mulheres que lerem se preparem, porque uma vez desperta a forca (com cedilha hahaha) do poder feminino, nao dah mais pra bancar a coitadinha-fragil-manipulada-submissa-pedaco-de-carne…

o outro nao li, vou ler,
obrigada Fy pela gentileza,
obrigada Acid por este post, again.

Tarkovisky
Tarkovisky
1 dezembro de 2008 3:38 am

comment image

ughi
ughi
29 novembro de 2008 5:24 pm

Eu assisti esse filme e achei muito bom, mas quando conversando com meus amigos eles disseram que não gostaram. E no fim eu não soube explicar direito o porque de eu gostar.

Achei interessante a simbologia dos espirais, eu notei que nas minha ações e nos sentimentos há um predominio da espiral anti-horaria e quando ações mais exteriores ( sentido horario ) são deixadas de lado eu acabo me sentindo culpado. Porque mesmo predominando o interior, o exterior ainda existe mesmo que meio inibido.

Sei lá, preciso pensar mais sobre isso.
Valeu

Anônimo
Anônimo
4 janeiro de 2009 1:09 am

… e para quem tem filhos, para isso existe censura de idade indicativa em todos os filmes… LABIRINTO DO FAUNO é uma obra de ARTE.
é preciso saber de arte para entender
ARTE ARTE ARTE

“simbologias” que algumas pessoas observam podem acabar sendo viagens individuais…

Talvez comentários sobre filmes ficassem melhor pra site de artes pra quem entende do assunto, ok…

QUE VIAJEM ESSE POST E OS COMENTÁRIOS SOBRE!

Luiza
Luiza
29 novembro de 2008 1:13 pm

Ah tah!

lembrei-me porque venho quase todo dia neste site…
por causa de textos como esses….rs

acho triste e chato quando venho aqui nos comentarios e soh vejo egos se degladiando. Mas nao importa quantas visistas frustantes, posts como esse a gente soh pode retribuir com um muito obrigada!

Dudu
Dudu
29 novembro de 2008 1:28 pm

Saindo da Matrix.. tava triste aqui ja, quase dois dias sem atualização do site, não agüento.. tava pareceno um EMO aqui ja,,kkkkk

não vo le esse post agora, to baxano o filme, e jaja dou meu parecer..

🙂

Luiza
Luiza
29 novembro de 2008 1:35 pm

e acho que essa historia eh mais complicada ainda: os meninos-homens tambem estao sujeitos aos milagres e as perversidades do amor materno, soh que acrescenta-se o fascinio pelo sexo oposto na receita. eu sinceramente acredito que os poderes femininos ainda dirigem o mundo, sao as mulheres que educam e constroem as principais estruturas psiquicas da humanidade. Oxala todas nohs tenhamos expansao da nossa consciencia, verdadeiro Amor e Compaixao por nossos filhos. Como polaridade feminina, que usemos nossa intuicao para saber o momento de seduzir, copular, gerar, nutrir, dar suporte, e enfim libertar, deixar partir o heroi. Eh muuuuito poder! (e… Read more »

Geninha
Geninha
29 novembro de 2008 3:22 pm

Vi esse filme, e não consigo ver tudo isso nele.

álisson da hora
álisson da hora
29 novembro de 2008 3:43 pm

Bela lembrança… assisti a esse filme somente uma vez e somente tinha me chamado a atenção a questão do fracasso humano (Ofélia come do banquete proibido, morre ao final) que, em alguns momentos é fracasso apenas para nós…
É um filme soturno, sombrio, cruel, como a alma humana e como era a Espanha da Guerra Civil…

Leila
Leila
29 novembro de 2008 4:39 pm

Interessante,muito interesante!Poderes em luta eterna pelo dominio,incoscientes de que o caminho do meio poderia ser a melhor opção. Estou conhecendo o site recentemente e estou grata por tudo o que proporciona, inclusive pela disputa dos egos,uma vez que acredito que é observando o ego alheio é que conseguirei vislumbrar o meu e quem sabe algum dia intervir em mim mesma com serenidade,CORAGEM e sabedoria! Fica então minha gratidão e abraços a todos…..

-
-
30 novembro de 2008 9:41 am

também lembra aquela história do filho pródigo..

Fausto
Fausto
29 novembro de 2008 6:41 pm

Talvez quem fez o filme também não tenha percebido tudo isso.
Quando se tem uma idéia, um objetivo, estes pequenos detalhes vão acontecendo ao redor inconscientemente se completando.

Test Pilot Yui
Test Pilot Yui
29 novembro de 2008 10:12 pm

Pobre Ofélia. O ser humano tem que se arrebentar pra ser inteiro. Com toda essa energia gasta a natureza podia ganhar mais se fôssemos mais balanceados…

dona sra Urtigão
dona sra Urtigão
30 novembro de 2008 4:52 am

Pelas possibilidades expandidas da compreensão das coisas que venho sempre aqui.
Agradecida !

angelk
angelk
29 novembro de 2008 4:41 pm

nossa, assitir este filme e não percebi isso tudo, é um filme impactante,do tipo que você não sabe se gostou ou não e fica com receio de assistir novamente e tirar a dúvida. Eu não tinha noção do impacto psicológico.

Fy
Fy
2 dezembro de 2008 5:24 pm

O site é super bonito; tem toda a elaboração do filme e a trilha sonora que é mto linda:

http://www.panslabyrinth.com/

Bjs

Fy
Fy
2 dezembro de 2008 6:12 pm

É isto aí!

Epahei! Lu: gostei!

Complementando seu coment: uma homenagem às não “domesticadas” – argh- e aos homens que conseguem se encantar com o que é verdadeiro ( mesmo q complicado!):

http://www.youtube.com/watch?v=kMcKwrtcXCQ

Bjs

Saindo da Matrix
Saindo da Matrix
2 dezembro de 2008 6:34 pm

Pra quem ficou com gostinho de “quero mais” recomendo Hellboy 2, do mesmo diretor. No 1 Del Toro estava meio preso dentro do estilo super-herói, mas no 2 ele solta toda sua mágica, com criaturas fascinantes e críveis, com um toque feminino durante todo o filme. Destaque para “A Morte”, mais um personagem pra povoar nossos pesadelos, numa mistura de assombro e encantamento.

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 8:15 am

Billy, Entendí sua resposta. E, é claro q é por aí. Mas, … tb complementando a resposta da Lu: – Não há noção de respeito naquilo que não se respeita. Pra que se possa “se respeitar” é preciso conhecer-se: Ter-se. – Ninguem dá o q não tem. Eu compreendo a Palavra DONA, dentro do contexto da musica, como “dona de si mesma”: Conhecedora de si mesma. Não se tem propriedade do q não se conhece e q, portanto: não existe. E é sobre o resgate desta natureza feminina, não deturpada, não condicionada, não alterada, enfim: invadida por séculos de culturas… Read more »

billy shears
billy shears
4 dezembro de 2008 1:42 pm

Fy, Existe um filme, chamado “Tomates Verdes Fritos” que mostra o olhar feminino sobre os fatos narrados pela contadora da estória. A trama é muito envolvente e mostra como a cumplicidade e sabedoria feminina podem estimular a mulher a buscar sua independência. Tanto no passado – sul dos EUA, onde a personagem principal rompe barreiras – quanto no presente – onde uma dona de casa entediada com uma vida monótona encontra estímulo nas estórias contadas por uma doce velhinha; a qual mostra-se tão doce, quanto forte. Até hoje não sei se a “Idie” que aparece na narrativa é de verdade… Read more »

luramos
luramos
4 dezembro de 2008 2:32 pm

a melhor parte de ser feminista, eh que uma vez vencido este obstaculo, uma vez que voce encontrar lampejos do seu Divino Feminino, nao hah mais necessidade de provar nada a ninguem. E aih vem a minha definicao de mulheres pos-feministas, nas quais me incluo…rs: vc cozinha com amor, recebe e serve seu homem com docura, faz seu phD com determinacao, aprende a diferenca entre sexo e amor e pratica ambos conscientemente, nao luta contra seus instintos maternais ou sua intuicao, nao tem problema se o homem quiser pagar a conta ou escolher pra vc o que vc vai comer… Read more »

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 2:32 pm

Billy;

Eu adorei Tomates verdes fritos.
Até vou ver de novo.

Como vc é alguém “musical” e aquariano q nem eu; esta música vale como um diálogo entre nosso eu e nosso “simesmo”.rsrsrs
No fim, tudo vira rockandroll!

O vídeo, tem mto a ver com este diálogo, no “mundo feminino”.

http://www.youtube.com/watch?v=EQPnvOCeT4s&feature=related

Bjsssssssssss

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 2:55 pm

A vida fica bem mais facil! Mas haja figueiras, mandragoras, faunos, mostros comedores de criancinha, mortes e renascimentos ateh chegar aqui….

Sem contar com… com um Lobo Mau.

De vez em quando…

irresistível….
Acontece tb!

Bjs

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 3:05 pm

Ops:

É só um “com”.

E, melhor dizendo:
Um Lobo Mau, “fantasiado” de irresistível.

Bjs

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 3:29 pm

Eu acho q o Pan ficou muito esculhambado, por causa deste Labirinto. Então, um pouquinho pra ele tb: O grande Pan não morreu. Ei-lo dançando ao sol do meio-dia, a mais frenética canção, pouco ligando se o tempo o sabe ou não, Eis-me aqui na folha caída do carvalho, no musgo sob a rocha, na gota de orvalho, nas escamas da asa do dragão. Os olhos esgazeados das mulheres lembram Pan; quando na ânsia do amor eles brilham e parecem dizer, sou tudo: sou tua. Pan não morreu: nas encostas, nas escarpadas sendas dos grandes solitários, sua voz expande-se do… Read more »

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
4 dezembro de 2008 3:48 pm

Fy – to reach river sides -> ” um rio meio furioso que temos q atravessar: se não pararmos e, estudarmos uma forma de fazê-lo, se nos atirarmos nele sem analisar um cantinho mais viável: bau-bau!” ————- Pois é, a coisa tá tão complicada pelo lado projetivo entre pessoas, isso numa posição mais meditativa e contemplativa de observação, sem muito interagir com ação direta, sendo mais cauteloso com as palavras. As análises são importantíssimas, entender o fluxo, a corrente, a força, a posição das pedras e também entender que as vezes não é possível atravessar o rio pelo menos naquele… Read more »

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 3:56 pm

Renato:

Leia o livro da Estés.

Todo o homem devia ler.

Bjssssssss

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
4 dezembro de 2008 4:31 pm

Hmm .. é a Clarissa Pinkola?! é a autora de Mulheres que correm “dos” lobos? rsrsrrr 😉

Parece que tem uma co-autoria com Joseph Campbell né? no Herói de Mil Faces.. acho que é!

valeu pela dica Fy!

Beijão aê!

billy shears
billy shears
4 dezembro de 2008 8:06 pm

Off-topic…

Fy:
“No fim, tudo vira rockandroll!”

Yeah, baby, yeah…rsrs

Bela música, o refrão gruda que nem chiclete. Tem uma atmosfera romântica, bem no estilo anos 80.

Lembrei-me de uma outra que tem uma levada mais rápida, mas tem um misto de melancolia e exaltação. É uma das minhas preferidas dos anos 80 e o vídeo é muito belo.

http://www.youtube.com/watch?v=vvAVJTQeFiQ

Beijos

Tarkovisky
Tarkovisky
4 dezembro de 2008 10:29 pm

Quando o predador vira presa, ou melhor, quando o “devorador” vira almoço:

http://www.youtube.com/watch?v=OyYhqICxyvE&feature=related

Rssss……

Fy
Fy
4 dezembro de 2008 8:08 am

Renato: Mto bom! Aliás, seu coment tb complementa a resposta da Luíza p/ o Billy. Ouspensky diz que existem diferentes “eus” dentro de um indivíduo, cada um tentando ter um domínio momentâneo sobre os outros. Quando um Eu no controle, decide algo e os outros Eus terão que “pagar a conta’ daquela decisão. Eu acredito q estes “eus” são criações resultantes de uma reunião de fatores q vão desde o histórico social, formação de conceitos via educação e experiências vividas. O verdadeiro eu é o centro, a parte do indivíduo que caracterizará, que “moldará o perfil destes “eus”, q inevitavelmente… Read more »

Tarkovisky
Tarkovisky
4 dezembro de 2008 1:42 am

As vezes bate uma nostalgia daqueles velhos filmes que provocavam certas sensações…

http://www.youtube.com/watch?v=JNB1TwldfHM&feature=related

Olhinhos arregalados…

Ed
Ed
2 dezembro de 2008 8:29 pm

Off-Topic Ei acid, isso é totalmente off-topic e até meio idiota, mas alguem ai conhece um pouco sobre coca cola? Ja explico, conheci uma pessoa, que, ao tomar uma lata de coca, é como se tivesse tomado uma garrafa de vinho ou sei la, a pessoa fica bebada com uma lata de coca. Alterações de comportamento bem visiveis, literalmente iguais aos de um bebado. Alguem ja ouviu falar nisso, ou sabe me explicar o motivo? sera q a pessoa tem sensibilidade a cafeina? O Pior, a pessoa descobriu o efeito da coca nela, e ta “se drogando” com isso, pra… Read more »

billy shears
billy shears
2 dezembro de 2008 9:51 pm

Fy, Bela música. Lembra-me uma namorada que tive, cantava para ela – ela tinha um gênio parecido com a personagem da novela – o amor além de lindo é brega…rs Bom, creio que o termo certo não seria domesticar. Bom, pelo menos nunca tive tal intento. O que deve existir é uma comunhão de interesses visando à uma satisfação mútua do casal. Quando há amor verdadeiro, há respeito mútuo. Pois, ele é fruto do entendimento maduro de duas pessoas que sentem atração física uma pela outra e transformam isso em vida a dois. Ceder sem abrir mão de ser você… Read more »

ughi
ughi
2 dezembro de 2008 11:46 pm

emanuelly,
Meu medo supremo eu não conheço realmente porque meus piores pesadelos sempre são obscuros e eu acabo nunca entendendo a situação onde estou, acho que tenho medo de me perder abrir a porta para o infinito e não achar o caminho de volta, de volta não sei pra onde… talves pra sanidade ou pra perto das pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=TzPlFhw6Gp4

abraços 😀

Luiza
Luiza
3 dezembro de 2008 1:20 am

Billy

o termo domesticar eh utilizado pela autora do livro. Ela se refere a milenios de domesticacao da essencia feminina pela sociedade patriarcal em geral, nao em relacoes individuais.

Dwn
Dwn
3 dezembro de 2008 7:36 am

O medo nunca me protegeu da insanidade e de ficar longe das pessoas.

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
3 dezembro de 2008 9:22 am

emanuelly and the shadow things -> “Alias deixem eu fazer uma pergunta interesante:Como você retratariam o bicho-papão supremo da sua psique???Como seria a figura do mal absoluto pra você?” ——————— De certo, muitos, além de uma grande maioria das pessoas e suas diversas culturas, irão demonizar, diabolizar e externalizar este “bicho papão” da psiquê. O Acid mesmo, acha que pode ser um Darth Vader, eu discordo. Normal para nós que estamos acostumados com a experiência cinética do externo em detrimento dos resultados internos (desejos, prazeres, medos, sofrimentos, alegria e tristeza), essas estruturas no entanto não são mais que meros resultados,… Read more »

Olim
Olim
3 dezembro de 2008 12:03 pm

Pois é, mas se pensarmos bem as coisas/pessoas/idéias nos apresentam assim, no início é uma coisa banal, boba, ilusória, triste…, porém ao pensarmos com mais profundidade e atenção(ou sendo conduzidos a pensarmos assim) ela é uma infinitude luminosa. O filme Matrix, para muitos, tornou-se uma possibilidade-rompe-estruturas depois que mostraram o conteúdo filosófico, psicologógico, antropológico e ect. contido nele, sem que nos déssemos conta… A vida é assim. Andando na rua podemos nos deparar com qualquer pessoa e ao olhar para ela, tirarmos uma prosa ou o que seja, percebemos que há uma infinitude nesta interação. Nossos pensamentos são também assim,… Read more »

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
3 dezembro de 2008 1:33 pm

Olim, all life at the same way -> “Ou será que sempre vamos nos atentar somente depois que alguém vem a nos dizer as segundas intenções, objetivos subliminares e etc. que eventualmente devam estar por detrás de alguma proposta?” ——– Questão real não é se existe algo atrás das propostas, isso já sabemos que sempre existe, nem de saber se a intenção é x ou y , por que sabemos que para cada expectante tem sua visão x ou y que pode ser diferente ou não. Então é subjetivo como esperar que a pessoa amada diga por conta própria “Eu… Read more »

Renato Pinheiro
Renato Pinheiro
3 dezembro de 2008 1:52 pm

E claro, sem deixar de falar sobre isso. É igual cerveja gelada, praia e verão quente, é a pedida do “clima”. A única certeza imposta em nossas intenções x ou y está de acordo com qualquer coisa se esta for através do sentimento verdadeiro, intangível, desapegado e despretendido do AMOR. Até por que não dá pra perceber que toda a vez que O utilizamos as coisas dão certo? Sempre e melhor entre todos os resultados entre todos os créditos e débitos, dentre os maiores valores do mundo o AMOR é o único incorruptível, a prova de falhas, sem mácula, desprovido… Read more »

angelkk
angelkk
3 dezembro de 2008 2:40 pm

ô Acid dá uma atualizada aê….esse site era muito legal viva atualizado, com dois ou três postos novos quase todos os dias, agora tá difícil… vou esquecendo desse blog a cada dia…

Saindo da Matrix
Saindo da Matrix
3 dezembro de 2008 2:43 pm

Isso era quando eu tinha tempo e cabeça. Agora tô meio envolvido em outras coisas que consomem meu tempo outrora dedicado à pesquisa… Mas talvez isso mude.

Marcela
Marcela
5 dezembro de 2008 2:17 pm

No Hellboy 2 era impossível não lembrar dO Labirinto. A maquiagem era praticamente idêntica e as personagens fantásticas muuito parecidas.
(off topic) Tenho feito umas projeções astrais mais ou menos conscientes. Eu já tinha ouvido falar do “cordão de prata”, mas outro dia, tentando voltar pro meu corpo, eu puxei um cordão preto, parecido com um fio que vc liga na tomada, que saía do meu plexo solar, e assim, voltei e acordei. Muito estranho…será que minha energia estava muito densa ou eu sou um robô? Hehehe.

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