AS DROGAS E O PERISPÍRITO

Geralmente não tenho a menor vontade de escrever sobre algo que todo mundo está comentando, mas foi impossível ignorar a notícia sobre o ex-marido de Susana Vieira e ex-policial militar Marcelo da Silva.

No depoimento da namorada dele ao delegado, um fato curioso, que me motivou a escrever:

Após consumir “uma grande quantidade” de cocaína, “Ele [Marcelo] ficou alucinado, transtornado e disse para a namorada que estava vendo inimigos e pessoas no quarto”, segundo o delegado. (…) Após o veículo ser estacionado no hotel, Silva travou uma “luta imaginária” e correu em volta do carro dizendo que havia inimigos seus dentro do automóvel. Após o transe, ele encostou no banco do carona e ficou desacordado por três horas. Nesse período ele morreu.

Isso não daria um belo roteiro de filme de terror? Do tipo de filme que os coreanos fazem? Acho que a maioria das pessoas vai ignorar a parte da “alucinação”, afinal, a pessoa consumindo drogas pode ver elefante cor-de-rosa, duendes ou ter delírios persecutórios com o Papai-Noel, mas aqui no Saindo da Matrix, sabendo o que a gente sabe, a idéia de lutar contra “inimigos” invisíveis e depois morrer é muito sugestiva de um acerto de contas…

Fantasmas zumbis

Todos devem ter noção de que as drogas (qualquer droga) atua não só no físico, como no espiritual, ou seja, no equilíbrio energético do corpo. Na obra Missionários da Luz lemos: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do perispírito.” Em Evolução em dois Mundos, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuronais também refletirá nas regiões do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que “o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa”.

A nossa “estadia” no corpo físico – onde somos passageiros de uma longa jornada rumo ao desconhecido – é naturalmente bloqueada de influências externas (ou seja, do mundo espiritual) que possa nos desviar do “foco” aqui e agora. Obviamente temos a exceção nos médiuns ostensivos, provavelmente por uma disfunção corporal (pesquisas médicas indicam que possa ser um acúmulo de cristais na epífese). No caso dos médiuns e de quem faz uso constante de drogas, a barreira natural que impede a interação com outros planos é rompida, e no caso do drogado é bem pior, pois, por afinidade vibracional, o contato se faz com entidades viciadas, perturbadas energeticamente (pois é isso que a droga faz) ou “na pior”. Isso quando não fica vulnerável a certos “desafetos” de vidas passadas ou dessa vida, mesmo.

Chico Xavier foi um exemplo das vantagens e desvantagens de interagir com o “lado de lá”. Nem mesmo ele conseguiu escapar dos contatos com entidades (pessoas) malévolas: Chico conta que, enquanto trabalhava no Ministério de Agricultura em Pedro Leopoldo, “vi entrarem dois espíritos perturbados, que já vinham há vários dias fazendo ameaças. Um deles estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos, disse que ia me matar. Dito e feito: apertou o gatilho e a bala atingiu meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o corpo (…) Tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro dolorido”.

O que alguns podem tomar como delírio, outros podem ver aí algo que a neurociência vem descobrindo a cada dia: que a mente é muito mais do que um subproduto do cérebro. No caso do “neurônio Jennifer Aniston“, o pesquisador Rodrigo Quiroga admite:

“Um dos maiores desafios científicos de nossa época é entender como a informação é representada pelos neurônios no cérebro. Nesse estudo vimos que os conceitos, ou pessoas, são representados de maneira explícita e de maneira abstrata pela atividade de células singulares. Isso significa que um determinado neurônio vai entrar em atividade por conta da Halle Berry, não interessa como você a veja, mesmo que ela esteja vestida de Mulher-Gato, ou se você apenas ler o seu nome. Agora, se um entre bilhões de neurônios reage à Halle Berry, então deve haver outros que reajam a outros conceitos. O que é surpreendente para a comunidade da neurociência é que neurônios particulares podem representar conceitos de modo tão abstrato. Apesar dos progressos espetaculares das últimas décadas, ainda estamos longe de compreender, por exemplo, como os estímulos visuais são processados para criar uma percepção consciente. Nós estamos apenas começando a entender como os neurônios do cérebro são capazes de criar representações tão abstratas”.

Rodrigo Quiroga

Assim sendo, não é de todo estranho que um braço inche por conta de um “tiro”, desde que a mente tenha registrado a informação do ataque e repassado para o corpo (que se defendeu com o inchaço). Nem tão impossível assim morrer pelo stress de um “ataque” de inimigos invisíveis…

(Creepy)

Referência:
As drogas e suas implicações espirituais;
A Influência das drogas no perispírito

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