SEXO

Obsessão sexual é quase o mesmo que obsessão por qualquer outra coisa, como chocolate. Pode ter fundo psicológico, emocional, um trauma de infância… MAS, como este blog trata do lado espiritual, vejamos: o que leva uma pessoa a ter obsessão por sexo?

Resposta: O lado psicológico, emocional… hehehehe.

Esperavam que eu dissesse que era algum obsessor? Nada, a causa de tudo está na mente; se aparecerem obsessores, e eles conseguirem influenciá-lo, é por pura afinidade vibracional. Não se “cura” a forma de se pensar, como se estivesse tratando de uma gripe. Você não pode alegar que está com o “cão no couro” porque está tendo pensamentos obscenos. Sua mente é que se constituía um campo propenso a estes pensamentos. Se alguma entidade veio com o fósforo e explodiu tudo, a culpa é sua, que armazenou a pólvora sem os devidos cuidados com a segurança. O corpo possui necessidades, e a mente (pelo menos em teoria) domina o corpo.

Mas muita gente deixa o corpo fazer o que quer, quando quer. Esse é o desregramento, isso é sair do “caminho do meio”. E acho que todo mundo aqui sabe o quanto é difícil dominar o corpo quando ele insiste em fazer algo no qual está viciado (exercícios, drogas, sexo, diversão, videogames, adrenalina, comida, etc.). Mas Buda nunca falou que era fácil. Precisamos SIM botar um freio nos instintos para poder deixar a mente fazer o seu trabalho sem interferências. Só que a mente ainda não é nosso EU Superior (nosso espírito). Por estar trabalhando COM o corpo, ela é influenciada sutilmente por ele. Então a mente vai procurar subterfúgios pra satisfazer os prazeres do corpo e enganar seu EU Superior com a espiritualidade que ele tanto necessita. E então surgem esses gurus da Nova Era, que são o equivalente espiritual daquelas propagandas de AB Shaper: (“perca seu barrigão fazendo apenas 5 minutos de exercício por dia!“). Fazem orações, rituais, pregam, depois passam a mão na cabeça do discípulo e dizem “você é um bom menino, Rex, agora vá brincar” e o discípulo sai abanando o rabo feliz da vida, pois não precisa mudar nadinha do que ele já era.

Por isso Osho diz “você não é sua mente“. Na verdade você não é nada do que acha que é. Mas, como na nossa condição evolutiva precisamos de um referencial para continuar agindo (um pai, um ídolo, um ideal, uma religião ou o dinheiro), então siga sua intuição, seu coração. É muito difícil estar errado quando se segue o coração porque, mesmo quando ele erra (e pode errar bastante), traz um daqueles aprendizados que fica pra toda a vida (e para as próximas).

Mas, voltando ao sexo, como tudo na vida ele deve ser dosado. Como tudo na vida, se bem utilizado traz vários benefícios para o corpo e para o espírito. Se mal utilizado, traz problemas que podem levar vidas e vidas para serem sanados. Mas, por que o sexo é tão perigoso? Basicamente porque mexe com os instintos mais básicos do ser humano. Você já viu alguém matar por chocolate? Já sexo… Bem, ele atua nos chakras sacro (altura do umbigo) e básico (partes genitais), responsáveis pelo processamento das energias mais densas (e, portanto, vitais para a manutenção do corpo). A pessoa viciada em sexo canaliza todas as suas energias para essa região, o tempo todo, dia após dia, e como um rio caudaloso a energia vai se expandindo e abrindo caminho pelos nadis, se alargando, ganhando potência, e isso provoca um desequilíbrio em todo o organismo físico e espiritual. O perispírito perde sua vitalidade / plasticidade (equivalente a pele perder o tônus) e pode acabar se tornando uma forma grotesca, independente da beleza exterior (sepulcros caiados). A pessoa perde a capacidade de sintonizar-se com as energias mais sutis (de vibração elevada) e, com isso, perde todo o contato com as regiões mais elevadas e com seus guias (como um rádio que só pega AM).


A arte imita a metafísica (Força Sinistra e Donnie Darko)

E o pior, como a pessoa viciada procura o tempo todo se alimentar daquele padrão de energia vital/sexual, acaba se tornando sem perceber um vampiro, igualzinho àquele filme Força Sinistra, onde um casal de alienígenas que anda pelado suga toda a vitalidade das pessoas com um beijo. Assim como no filme, na vida real o vampiro sexual faz o primeiro contato e hipnotiza só com o olhar. Um sensitivo veria tentáculos, ou um prolongamento de sua aura, indo até a “vítima“, cuja aura automaticamente repele o ataque (a pessoa pode até perceber o ataque como uma sensação de que está sendo observada, ou um arrepio, comichão… vai depender da sensibilidade dela). Mas, se a vítima não for tão vítima assim (estiver na mesma sintonia dele) automaticamente ambos farão contato (no nível etérico, pelo menos. Se isso vai refletir no físico, como atração sexual, aí é com eles…). Isso acontece o tempo todos nos bares, danceterias… lugares assim ficam pesados pra caramba, e quem não se afiniza com o excesso dessas energias pode acabar se sentindo mal…

Bem e mal, céu e inferno são apenas polaridades de uma mesma realidade. Por serem polaridades, são antagônicas. Mergulhe de cabeça numa delas e vai perceber o esforço que será para voltar ao ponto de harmonia. Então você não pode trabalhar apenas com um aspecto da energia Divina. Achar que a abstinência sexual é uma plataforma para a ascensão espiritual é bobagem! Não adianta jogar seus instintos pra debaixo do tapete. “O Pai, que vê em oculto” tudo sabe. Sua consciência o sabe. “Se uma árvore cresce até o céu, suas raízes se projetam até o inferno “, disse Nietzsche. Se você se concentra apenas no desenvolvimento dos galhos e das folhas e descuidar da raiz, vai acabar sem ter a alimentação necessária para o crescimento a que se propõe.

Lifeforce (Força Sinistra)

Não se pode negar nossa energia densa. É isso que mantém nossos veículos de manifestação. Se você nega o sexo, nega sua manutenção. Mas, uma vez que você tenha DOMÍNIO das energias do corpo pode recanalizar os fluxos para outros propósitos. É isso que alguns grandes iluminados fizeram, por OPÇÃO PRÓPRIA. Gandhi, Chico Xavier, Francisco de Assis, Buda e (provavelmente) Jesus. Eles estavam naturalmente fora de ressonância com os estímulos mais grosseiros, e conscientemente canalizaram a energia sexual gerada pelo seu corpo para o cumprimento de outros propósitos, que exigiam uma grande doação de tempo e energia. O caso de Gandhi é exemplar: ele tinha esposa e uma vida sexual normal, mas chegou um tempo em que ele sentiu a necessidade de se isolar dos prazeres mundanos e buscar outros níveis mais sutis para reunir forças para a grande tarefa de libertar-se e libertar seu povo. Ele explica:

“A castidade não é uma cultura de estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. Sei por experiência que, enquanto considerei minha mulher carnalmente, não houve entre nós verdadeira compreensão. O nosso amor não atingiu o plano elevado… No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”.

Gandhi

Mas alerto que mexer com esses fluxos naturais e poderosos é como navegar num rio caudaloso: Se você não souber exatamente o que está fazendo pode acabar se dando mal. E mesmo que você domine o sexo será preciso atenção aos outros desejos, como a gula; pois a repressão de um instinto pode provocar a liberação (compensação) de outros.

É do que trata Omraam Mikhaël Aïvanhov, com sua simplicidade desconcertante:

“Uma barragem não impede que a água flua. Quem constrói uma barragem sabe que deve prever algumas vias de escoamento, senão chegará um momento em que ela transbordará e arrasará tudo.
Bem, acontece a mesma coisa com o ser humano: se o homem reprime os seus instintos, principalmente o instinto sexual, as tensões se acumularão no seu subconsciente até o ponto em que arrasarão tudo.
Não precisam desperdiçar as suas energias, mas também não devem bloqueá-las. A solução justa consiste em fornecer uma via de escoamento para que possam irrigar todas as nossas terras, assim como faziam os antigos egípcios que faziam canais para permitir que as águas do Nilo fertilizassem todo o país. Na verdade, a própria natureza se encarrega de instalar no homem um sistema de canais, graças aos quais as energias sexuais podem ser dirigidas para o cérebro.
Certamente não é porque os anatomistas ainda não conseguiram descobri-los, e nem descrevê-los que eles não existem. Portanto, cabe a vocês descobrirem-nos e trabalhar para se tornarem cada dia mais lúcidos, mais inteligentes e mais criativos.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Os monges budistas alternam atividades – como esvaziar a mente – com o ato de varrer do templo (e ai de quem ficar com a cabeça nas nuvens e não limpar direito) ou caligrafia. Os cabalistas precisam ter uma família e responsabilidades terrenas pra poder enveredar pelos mistérios do imaterial. “Se você quer alcançar o mais alto, deve começar do mais baixo“. E isso não é desculpa pra mergulhar no sexo achando que está fazendo a sua “base”, mas sim alternar saudavelmente as energias com as quais você trabalha. Sim, porque quando estamos ligados às coisas materiais, sensoriais, estamos trabalhando os chakras de base, o KI. Quando trabalhamos o contato com as energias mais sutis estamos utilizando ativamente o chakra coronário, no topo da cabeça. Quando usamos a mente e a intuição trabalhamos o chakra frontal. Quando praticamos o verdadeiro amor estamos usando a energia do chakra cardíaco, que fica no meio do peito. Pessoas com domínio da oratória trabalham o chakra laríngeo (garganta) e os viciados em sexo naturalmente estarão desenvolvendo ainda mais o chakra básico. Tal desenvolvimento (os “talentos”) se perpetua por vidas e vidas, e isso explica os “gênios” e as aptidões naturais. É como diz o ditado: “o conhecimento é a única coisa que ninguém pode lhe tomar”. Nem mesmo a morte.

Daí que a subida da Kundalini (energia telúrica armazenada no chakra básico) representa um grande influxo de energia que impulsiona a mente, o coração, o magnetismo pessoal, etc, porque a energia mais forte do corpo foi repassada para os outros chakras. Mas essa tal “subida” NÃO deve ser induzida: ela é natural e depende do seu desenvolvimento no trabalho energético. Porque os nadis são como os fios de cobre: aguentam até certa corrente. Se você forçar uma energia maior do que o nadi está preparado pra suportar, ele vai se arrebentar todo (seja lá como você visualiza isso…) e muita gente enlouquece após uma subida descontrolada da Kundalini… enfim, tudo ao seu tempo. Quando for sua hora de se libertar do sexo, vai ser uma coisa tão natural que você provavelmente não notará.

Referência:
Grupo Voadores: Desenvolvimento dos chakras

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