TV ESOTÉRICA (TV LISÃO)

Antes de mais nada, eu devo alertar que, em relação ao último post, tenho recebido notícia do Inefável Criador do Universo de que alguns de vocês não estão prestando a devida reverência com a cabeça ao escrever ou falar meu santo nick (Sri Mahatma Guru Buddha Xavier). Isso contará como karma ruim e atrasará a saída de vocês da Matrix.

Segundo: Devido ao baixo número de vendas através dos anúncios, meu patrocinador pediu para que o anúncio ficasse mais visível. Decidi colocá-lo no meio do post. Caso não cliquem nem comprem nada, da próxima vez colocarei um anúncio pra cada parágrafo.

Pois bem, então vamos ao nosso post: Após dar o pontapé inicial na nova fa$e do blog, recebi a fantástica sugestão de lançar nada mais nada menos que uma rede de TV esotérica! Yeah!! Aí fiquei realmente matutando na idéia de algo assim. Tudo bem que o esotérico é antes de tudo um liso e mal tem dinheiro pra comprar uma TV de plasma, que dirá ter uma Emissora de TV. Mas sonhar não custa nada, e por isso mesmo apelidei a emissora de “TV Lisão: O canal do esoterismo“.

Eu não iria fazer uma TV esotérica qualquer, com programações de coisas fantásticas e pouco explicadas – como às vezes passa nos programas de TV a cabo algumas coisas sobrenaturais – que apenas deixam o espectador com uma pulga atrás da orelha e não convence o cético (ainda lembro com amargor do Programa Globo Repórter onde o próprio repórter passa por uma cirurgia espiritual e os produtores nem se deram ao trabalho de analisar O QUE estava manchando a camisa dele). Ia ser, antes de tudo, uma TV investigativa, como o canal Infinito, mas sem comprometimento com o esoterismo. Explico-me: Quando uma revista ou TV segue uma linha, ela fica “viciada” em defender aquela linha, pois agrada patrocinadores, repórteres e a audiência. A TV esotérica ideal teria de ser uma coisa isenta, sem medo de desbancar várias invencionices, sem medo de perguntar ao Jucelino se ele ou seus “mentores” não consideravam importante o acidente com o avião da Gol.

Poderíamos também questionar o INRI Cristo porque ele não tem onisciência como o Jesus da bíblia, encostar o Padre Quevedo na parede até ele explicar os fenômenos da transcomunicação e entrevistar políticos e artistas sobre questões de natureza filosófica, tipo: “como o Sr. deputado se sente ao ver sua profissão como um buraco negro do dinheiro público, num país com tanta miséria e má distribuição de renda?” “Como vossa excelência convive com a contradição de habitar o topo de uma pirâmide social, estando na profissão e com a ferramentas que deveriam ser direcionadas justamente para diminuir essa pirâmide?” ou “Diante de tanta corrupção e do recente esforço coletivo da câmara pelo aumento de mais de 90% dos próprios salários, contrários à vontade do povo que o elegeu, será que Platão estava no caminho certo ao afirmar que o legislador deveria trabalhar de graça, apenas por vocação e pela vontade de ajudar o próximo?

Enfim, ia ser uma TV voltada para o questionamento, para o discernimento, para valores além do mundano, mesmo ao tratar de aspectos mundanos (como dinheiro e política). Toda a equipe, do estagiário ao diretor, teria de estar comprometida com essa visão, sem tendenciosidade religiosa (ou seja, com uma visão holística). Ao falar de Reiki, por exemplo, analisaríamos o aspecto histórico (indo à fundo nas origens, etc), social (o uso do Reiki para camadas de baixa renda, etc) e um debate saudável sobre a crença difundida de que a energia do reikiano não se mistura com a do Rei na hora da aplicação. Teríamos espíritas, católicos, umbandistas, especialistas em Chai-Ti-Kun e Cura Prânica dando suas opiniões, enfim, suscitando o debate e dando informações para que a pessoa em casa possa fazer seu próprio juízo de valor.

Uma especial sobre as drogas também seria fantástico! Analisaríamos todos os lados da questão, enfocando usuários que são mais cristãos (na prática) do que qualquer seguidor da bíblia, as comunidades alternativas, o uso xamânico, o aspecto divertido (como a senhora do “Tapa na Pantera“) e o terrível (entrevista com quem trabalha na recuperação de drogados, depoimento de famílias que perderam parentes para as drogas, etc). Os debates poderiam durar uma, duas horas, sem as constantes interrupções de apresentadores que só querem deixar o programa mais ágil, mastigado, engraçado ou idiotizado. Não trataríamos o espectador como Homer Simpson.

– Patrocinadores –

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Poderíamos ter o nosso próprio Big Brother, onde trancafiaríamos vários críticos de ego inflado (de teatro, de cinema, de moda, de arte, inclusive o Diogo Mainardi) numa casa, assistindo a vários filmes e programas, onde a diversão seria ver eles discutindo entre si pra ver quem tem mais razão.

Cientistas seriam convocados pra falar de física quântica, astronomia, tudo sem as grosseiras edições que deturpam ou contribuem pra perpetuar erros grosseiros (muito usados por místicos, aliás).

Compraríamos programas da BBC e PBS, como O Universo Elegante, outros como O mundo de Beakman e nacionais, como O Castelo Ratimbum e X-Tudo. Os filmes seriam selecionados à dedo, e toda semana seria obrigatório passar Waking Life (hehehe). Teríamos filmes como Primavera, verão, outono, inverno… e primavera, Sansara, todos os de Kurosawa, pérolas quase desconhecidas como Ensina-me a viver, Jesus Cristo Superstar, etc. E ainda faríamos sessões especiais com filmes comentados com pop-ups, que poderia ser usado em The Matrix.

Teríamos programas com biografias detalhadas da vida de grandes personalidades que inspiraram a humanidade, como Gandhi, Prabhupada, Chico Xavier, Maomé, Ramakrishna, Chico Xavier, Buda, Sai Baba, Siddharta, entre outros. 😉

Várias pessoas do mundo esotérico poderiam ter suas “colunas televisivas”: Wagner Borges, Mônica Buonfiglio, Lázaro Freire e até mesmo Jan Val Ellam (contanto que ele não volte a falar de discos voadores). Por falar em UFOs, acho que poderíamos contar com a equipe da Revista UFO pra fazer matérias de alto nível e, se rolasse patrocínio, faríamos pesquisas científicas pra coletar evidências materiais, vigílias com câmeras profissionais, enquanto uma equipe se deslocaria pelo interior do Brasil coletando depoimentos de avistamentos e casos de abdução (até mesmo entre os índios e comunidades isoladas da civilização) procurando pontos em comum nos relatos.

Convidaríamos professores renomados pra dar vídeo-aulas sobre filósofos, pensadores, eventos históricos, etc. Teríamos uma comissão interdisciplinar pra avaliar todo o conteúdo da programação antes de ir ao ar (mais ou menos como a moderação das listas de discussão), pra garantir uma certa imparcialidade sem cair no “politicamente correto”. Seria a Wikipedia da TV brasileira, ou seja, uma TV para poucos… infelizmente.

Sabe o que é mais legal? É que, através do blog, da Lista Voadores e do Somos todos Um poderíamos facilmente reunir vários especialistas pra produção desses programas e elaborá-los de forma aberta, evitando que a coisa toda seja superficial ou tendenciosa. Material humano já temos. Falta só a Fundação Roberto Marinho se interessar em nos bancar. 😛

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