TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL (ARTIGOS)

Uma coletânea de artigos sobre todos os aspectos da Transcomunicação Instrumental (TCI) e exemplos do seu trabalho na busca por contato com os mortos.

Transcomunicação Instrumental (TCI)

Por Celso Martins; Mediunidade ao seu Alcance

Talvez cause espanto ao leitor a informação de que o famoso escritor brasileiro Coelho Neto tenha obtido comunicação mediúnica de sua netinha, falecida, por meio de um telefonema. Mas é exatamente isto o que o romancista maranhense (1864-1934) declarou aos jornais em 1923. Basta que seja consultado o Jornal do Brasil em sua edição de 7 de junho do referido ano (1923), onde o beletrista dá detalhes da conversa que se estabeleceu entre a criança e a mãe, filha de Coelho Neto, compreensivelmente desolada com a perda da menina e consolada ao ouvir-lhe a voz ao telefone.

Maior espanto talvez terá o leitor se lhe for dito que o grande inventor Thomas Alva Edison também andou tentando montar um aparelho (ele que nos legou tantos e tantos inventos, dentre eles a lâmpada incandescente) para que os vivos pudessem conversar com os seus mortos queridos!

E a segunda metade do século XX trouxe alvissareiras notícias sobre isto, como iremos conseguir sumariar.

Até então os fatos mediúnicos eram realizados através de médiuns e as sessões contavam com a presença de sábios. É oportuno lembrar, neste sentido, o livro Médiuns e Fantasmas, de Robert Tocquet, onde aparecem atas de experimentações com a médium Eusápia Paladino, no Instituto Geral Psicológico, com a presença de cientistas como Pierre e Madame Curie, casal amplamente conhecido por suas pesquisas fundamentais na radioatividade.

Mas agora são utilizados aparelhos eletrônicos, propiciando esta comunicação com o Além. Não será, pois, admissível dizer que seria tudo alucinação ou produto do inconsciente.

Assim é que, em 1968, o padre suíço Leo Schimd fez a gravação de vozes do mundo invisível, e seu livro dando notícia dos experimentos só veio a lume em 1987, após a sua morte, não sabemos se por receio de represália das autoridades eclesiásticas.

Raudive, por sua vez, deu a lume o livro O Inaudível se faz audível. com base em 72 mil gravações. Em 1982 os cientistas americanos George W. Meek e Willian J. O’Neill anunciaram que tinham conseguido gravar 20 horas de palestras com seu colega George Jeffries Mueller, falecido de ataque cardíaco havia 14 anos. Um ano depois, obtiveram a imagem do Dr. Mueller numa tela de aparelho de televisão.

Entre 1984 e 1985 Kenneth Websler, na Inglaterra, recebeu por meio de computadores cerca de 250 comunicações de uma pessoa que viveu no século XVI. Os textos foram gravados em inglês arcaico e os dados pessoais foram devidamente comprovados posteriormente.

Na Alemanha Ocidental, entre 1985 e 1988, Klaus Schreiber, com a ajuda do engenheiro eletrônico Martin Wenzel, obteve pela televisão imagens de pessoas já falecidas. Quer dizer, na época da Informática e da Computação, os mortos se comunicam com os vivos também se valendo de tecnologia mais avançada.

Todavia, cabe aqui a advertência contida em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, expressa nos seguintes termos categóricos e oportunos:

“Todos os homens poderiam crer nas manifestações e a Humanidade continuar estacionária. Que importa crer na existência dos espíritos, se esta crença não torna o homem melhor, mais bondoso e mais indulgente para com os seus semelhantes, mais humilde e mais paciente nas dificuldades aquele que a adotou? De que serve ao avarento ser espírita se continua a ser avarento; ao orgulho, se continuar cheio de si; ao invejoso, de permanecer ciumento?”


Fenômenos TCI repetem Hydesville

Entrevista com Altivo Ferreira; Jornal Alavanca – nov-dez/97

Alavanca – Como o senhor interpreta os fenômenos TCI?
Altivo Ferreira – A Transcomunicação Instrumental (TCI) vem repetir, nos tempos atuais, o que representou para o mundo a fenomenologia de Hydesville, no estado de Nova York, nos idos de 1848, que culminaram com a chegada do Consolador prometido pelo Cristo à Humanidade. Houve um momento em que os Espíritos sentiram que era preciso despertar a atenção do mundo para a existência deles. Por meio de Charles Rosma, na casa da Família Fox, protestante, os Espíritos aproveitaram-se de técnicas peculiares e da simplicidade das crianças, Kate e Margareth, para efetivar os raps. Esses fenômenos provocaram um rebuliço geral, atraindo a atenção de pesquisadores, da Imprensa e dos religiosos. Com o avanço da Cibernética e da Informática, os Espíritos estão buscando outros caminhos para provocar os mesmos resultados.
Alavanca – Por que retornar com os fenômenos de efeitos físicos?
Altivo – O homem tem necessidade de outro caminho. Está saturado da falta da presença de Deus nele mesmo. O Charles Rosma não tinha na época telefone, nem rádio nem TV. Tinha que bater na parede. Hoje os Espíritos têm isso e muito mais. O que mudou foi a tecnologia, o processo de comunicação e o público. Mas o agente dos fenômenos é o mesmo, ou seja, continuam sendo os Espíritos.
Alavanca – Essas experiências seriam bem vindas no Centro Espírita?
Altivo – O Centro Espírita tem sua função, como pólo difusor doutrinário e posto de socorro ao semelhante. Não se pode negar a validade das experiências de transcomunicação, como também não se pode negar os resultados obtidos pela TVP (Terapia de Vidas Passadas), pois seria o mesmo que negar a reencarnação. Mas nem uma nem outra são finalidades do Centro. A TVP é para a clínica médica especializada, assim como a TCI é um trabalho para pesquisadores. Nada impede, no entanto, que grupos específicos na Federação Espírita (Feesp), em São Paulo, no C. E. Allan Kardec, de Campinas, ou ainda dentro da Unicamp, trabalhem nesse campo. Mas sem interferir com as atividades básicas do Centro Espírita.
Alavanca – No caso da TCI, temos visto muitos progressos na Europa. Os espíritas brasileiros não parecem muito interessados, apesar dos congressos que aqui se realizam e o empenho valoroso de alguns confrades… Altivo – Para chegar ao que é hoje, a Doutrina teve de caminhar dos Estados Unidos para o México, daí para a Escócia e depois à Inglaterra, até chegar às mesas girantes de Paris, em 1853. Como disse Allan Kardec, na Revista Espírita de maio de 1864, os fenômenos surgiram primeiro nos EUA como de efeitos físicos porque estavam na índole daquele povo. Quando penetraram na França, que era o berço da cultura universal de então, mudaram as características do fenômeno, de efeitos físicos para efeitos inteligentes. No Brasil, temos quase um século e meio de convivência com os fenômenos de efeitos inteligentes. Não precisamos mais de materialização de Espíritos, movimentação de objetos à distância, escrita direta etc. e outros tipos de fenômenos para nos convencer de coisa alguma. Os Centros Espíritas trabalham basicamente com o fenômeno inteligente, que busca a transformação moral da humanidade.
Alavanca – As pesquisas sobre mediunidade, por exemplo…
Altivo – Volto a dizer: nada impede que determinado grupo se dedique à pesquisa mediúnica, mas que seja um trabalho a parte, conduzido por especialistas. As pesquisas e estudos comparativos sobre animismo constituem um campo vasto para investigação, com muita utilidade para os cursos de educação mediúnica. Se eu estivesse fazendo ciência, iria a fundo na pesquisa nessa área do animismo. Por que, se o médium sempre contribui com alguma parcela própria no processo de intercâmbio, essa parcela só pode ser de natureza anímica. Portanto, eis aí um campo interessante para pesquisar.


Carta aberta aos cientistas

Por Stil e Lázaro Sanches de Oliveira

Nós estamos atravessando uma segunda era de obscuridade, pressionados por maiores forças do que o conluio Estado+Igreja na Idade Média. A Ciência está agrilhoada aos interesses mercantilistas modernos, que nos sonega as mais simples conquistas e nos enfia goela abaixo as soluções medíocres carregadas da empáfia habitual dos donos da verdade. Um dos exemplos mais recentes foi a série belíssima em forma, mas preconceituosa quase o tempo todo, Cosmo, com a griffe do recém-desencarnado Carl Sagan. Para negar o óbvio, que é a visita regular de seres extra-terrenos, o eminente cientista recorre às pífias fórmulas da Física para fingir que tais viagens seriam impossíveis. Pois uma modesta fotografia obtida pelo querido professor Mário Amaral, sem aparatos custosíssimos nem efeitos especiais de ponta, foi capaz de botar toda essa teoria viciada abaixo. Numa série formidável de fotos tiradas no sul de Minas Gerais, ele registrou uma nave-mãe com os seus “filhotes”, naves menores, com os seus passeios para lá e para cá, desafiando tudo o que nos ensinaram sobre a inércia dos corpos. Mas uma delas nos chamou a atenção, de forma particular, pois mostra o momento anti-Sagan, quando a nave está ainda semi-materializada. Portanto, meio no Universo de lá e meio nas Alterosas.

A pergunta número um é: como pode o professor Mário e a sua câmara de cem reais saber o que um governo do primeiro mundo e os seus bilhões de dólares desconhece? A resposta só pode ser: o governo do primeiro mundo e os seus bilhões de dólares estão fartos de saber, apenas sonegam informações sob as mais torpes alegações. Já não fazem Ciência como antigamente.

Se a Ciência age assim com o fenômeno UFO, presenciado por alguns milhões de pessoas, é de se imaginar o que acontece com os outros mistérios modernos. Fenômenos de quase-morte, projeções astrais, psicocinesia, mind over matter, combustão espontânea, operações mediúnicas, psicografias, portas dimensionais, pinturas mediúnicas, aportes, materializações e outros temas “proibidos” só servem para atirar no limbo do ridículo os gauches que tiveram a coragem de expor suas experiências publicamente. Por outro lado, o interesse do consumidor se avolumou a tal ponto, que os oportunistas logo aproveitaram a “onda” para aumentar a conta bancária. A promessa de um lote baratinho no céu, talvez a duas quadras da mão direita de Deus-Pai todo poderoso, atrai o dízimo de milhões de ovelhinhas desgarradas. Dois a zero para a Ciência. Uma enxurrada de livros vazios ficam lado a lado com outros plenos de ensinamentos, como a farta literatura de Kardek e Chico Xavier, ou a pesquisa metódica do Dr. Weiss. Mas uma pedrinha danada veio atazanar os sapatos apertados dos cientistas oficiais (pois reconhecemos o nascimento de uma nova Ciência nas catacumbas do Conhecimento)… a TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL, ou TCI.

Como um pé do Espiritismo enfiado na porta da Ciência, a TCI não é nem tão moderna nem tão Espírita quanto aos seus praticantes. O professor Jüergenson (1903-1987) era católico, condecorado pessoalmente pelo Papa, mas teve a feliz/infeliz oportunidade de, ao gravar os trinados dos pássaros escandinavos, registrar junto as vozes de um desencarnado. Sacrebleu! Anátema! Fogueira! Danação eterna! Vírus do Demônio! Que fazer? Gravar por cima desta fita tão teimosamente anti-científica? O resultado foi um livro publicado nos anos 70, com o título Telefone Para o Além, que desencadeou a pesquisa brasileira nesta América recém-descoberta. Em 1976, nós mesmos tivemos a ousadia de experimentar no nosso gravador Akai de rolo uma conversa com “alguém”. Dona Sylvia estava prestes a sofrer uma cirurgia, e nós queríamos saber se isso era realmente necessário. A resposta veio clara e audível num trocadilho em inglês: WITCH, WATCH!, isto é, FEITICEIRA, TOME CUIDADO! O “feiticeira”, cumpre dizer, era uma referência carinhosa à sua mediunidade, sempre a serviço de quem necessitasse. A cirurgia foi feita com sucesso. Outras vozes, na ocasião, foram registradas, como a mensagem de um menino chamando HELENA!, e outra anasalada que dizia LONDON! Infelizmente essas vozes foram transformadas numa fita de disco music pelo Lincoln, mas não antes de serem copiadas e oferecidas ao Augusto Cesar Vannucci, que as usou durante muito tempo para mostrar aos seus incontáveis amigos alguma prova da vida após a vida.

Recuando ainda mais no tempo, vamos encontrar o cientista (mesmo) Padre Landell no primeiro decênio do nosso século às voltas com um aparelho novo, o rádio. Landell foi obrigado pela Igreja a calar-se, e esse invento tão usado hoje em dia para o catecismo ficou conhecido como um invento estrangeiro. Talvez a razão da sua maldição oficial tenha sido sua pesquisa sobre a possibilidade de comunicação com os “mortos”. Hoje em dia ele coordena uma estação transcomunicadora (denominada “Estação Grupo Landell“) em língua portuguesa diretamente de Marduk.

O que perturba na TCI é a possibilidade de qualquer pessoa obter as suas próprias vozes com material barato. Isso não exclui alguns perigos, como o da obsessão ou do desequilíbrio psíquico dos contactados. No entanto, os perigos latentes de uma faca, por exemplo, não impedem que ela seja vendida em qualquer supermercado. O que interessa aqui é a análise do fenômeno, e não estabelecer prós e contras.

Observe as vozes que vamos expor, frutos do esforço de entidades de diversas procedências, mas certamente não de nenhuma estação terrestre… Elas nos chamam pelo nome e falam de assuntos que ainda desconhecemos ou que estão por vir. Não somos ingênuos, não estamos aceitando a realidade das vozes movidos por sentimentos que toldem nosso intelecto, pelo contrário, estamos nos juntando aos colegas transcomunicadores no convite para uma pesquisa séria e metódica desse canal que promete ser a infovia de uma era sem calabouços mentais.

Exemplos de transcomunicação:

Em 27/11/96, ao lermos uma das circulares da Associação Nacional dos Transcomunicadores sobre o tema “Quem somos”, em EVP uma entidade diz: PEOPLE!
Em 05/01/97, em experimento com somente um rádio em ondas curtas e interestações, uma entidade diz: PARTIDA. No dia seguinte recebemos um telefonema de um casal de amigos que nos solicitava ajuda na complementação de suas passagens para o Nordeste. E dois dias depois recebemos dois telefonemas nos avisando do desencarne de dois outros amigos.
Em 15/01/97, duas entidades conversando entre elas, comentam: Da. JÚLIA…a outra diz: TU A VISTE COM O CARLOS… Solicitávamos informações sobre nossa Julinha!
Em 10/03/97, uma entidade diz (como num canto gregoriano) LEVARAM EM NOME DE DEUS. Nesta data completava dez meses do sepultamento do corpo físico de nossa inesquecível Julinha.
Em 14/03/97, em EVP, uma entidade diz: DÊ COM PROVA. Em seguida iríamos participar de uma importante reunião.
Em 20/03/97, uma entidade nos diz: O DENTE. E falávamos de um problema dentário!
Em 25/03/97, em EVP, uma entidade diz OK! em resposta a uma de nossas perguntas.
Em 02/04/97, perguntando se a TCI deveria ser mais divulgada no Brasil, uma entidade responde SIM. Neste mesmo experimento pergunto se há muito para aprendermos sobre TCI, e a resposta foi: HÁ!
Em 03/04/97, perguntando sobre as frequências dos rádios utilizados nos contatos, a entidade responde: SOBROU PRÁ MIM!
Em 07/04/97, em EVP, uma entidade diz: LÁZARO.
Em 07/04/97, perguntando sobre nossa saudosa Julinha, uma entidade diz: EU QUERO AJUDAR. MEUS PARABÉNS. Depois, duas entidades conversando, dizem: CARLOS…VIROU CACHORRO?
Em 11/04/97, perguntando se poderíamos ter contatos, uma entidade diz: CREIO!
Em 14/04/97, perguntando se a casa da Estação Grupo Landell era grande, a entidade responde: ESSA NÃO. (Ou seja, menor que a da Estação Rio do Tempo). Após, pedindo proteção, uma entidade responde: PEÇA AO SEU PAI. Depois, perguntando se há alguém disponível para falar, uma entidade diz ALÔ! Em seguida, ao me despedir, uma entidade diz: ATÉ A PRÓXIMA.
Em 15/04/97, começando o experimento e tendo esquecido de ligar o gravador, em seguida uma entidade nos diz: É, ISTO ACONTECE! Após uma tosse nossa, a entidade fala: A TOSSE. No final do experimento uma entidade diz: ATÉ SEGUNDA.
Em 17/04/97, uma entidade diz: ESTOU DISPONÍVEL. Após, ouvimos um sussurro dizendo: PAPAI.
Em 22/04/97, duas entidades falam: VIU A PIRÂMIDE?…EU NÃO!…VIU!… Poucos dias após este contato, compramos nosso computador e a primeira imagem impressa, através do técnico que nos atendia e por iniciativa dele, foi a de uma pirâmide!
Em 30/04/97, uma entidade diz: LEVANTA ÀS DOZE. No dia seguinte , surpreendentemente, acordei às 12:00h!
Em 02/05/97, uma entidade nos diz: BOA NOITE!
Em 26/05/97, dizendo para meus pais (Júlia Costa Oliveira e João Sanches de Oliveira) de minha saudade eterna, uma entidade diz ETERNA, antes d’eu dizer a palavra eterna.
Em 16/05/97, perguntando se iríamos ao II CIT em Agosto/97, uma entidade diz: EU VOU! Na última hora não pudemos ir ao II CIT. Logo, nesta data a entidade já sabia que nós não iríamos! Após, uma entidade diz: OI, FILHO! exatamente de forma carinhosa como sempre Julinha me atendia.
Em 21/05/97, logo no início do experimento, uma entidade diz: PIU…PIU… Este é um apelido carinhoso de um de nossos bons amigos.
Em 23/05/97, uma entidade diz: LÁZARO.
Em 23/06/97, uma entidade diz: …QUALQUER DIA… Solicitávamos notícias de Julinha e João.
Em 25/06/97, uma entidade diz: QUASE PAROU.
Em 27/06/97, perguntando se Julinha e João estavam em Marduk, uma entidade diz: SIM, SIM, VIRÃO ESTA NOITE. Nossos queridos pais chegavam em Marduk!
Em 07/07/97, duas entidades dizem:…ALGUM DELE FORA?…MAS HÁ MAIS ALGUM P’RÁ LANCHAR!
Em 11/07/97, uma entidade diz: A JÚLIA. Após, perguntando por um amigo recém desencarnado, a entidade diz: COMO É GRANDE A MINHA DOR. Essa voz foi reconhecida pela sra. mãe da entidade comunicante. Em 16/07/97, ao acrescentar mais um rádio aos quatro que utilizo para os contatos, uma entidade diz: LÁZARO, BASTA!
Em 11/08/97, uma entidade diz: DR. LÁZARO, EU QUERO CONVERSAR CONTIGO…, e depois, MEXER… Essa voz foi reconhecida pela sra. mãe da entidade comunicante. Essa nossa querida amiga sofreu um acidente, e os médicos a aconselharam a permanecer em absoluto repouso. Seu filho, do além, lhe aconselhava a não se mexer!

Lembramos que tanto no Velho quanto no Novo Testamento, encontramos inúmeras indicações das comunicações espirituais – vivos e “mortos” dialogam, testemunhando a sobrevivência da vida após esta vida.

Através de Allan Kardec, os Espíritos já nos falavam da existência de outros meios de comunicação, além dos mediúnicos, entre o nosso plano físico e o do Lado de Lá. Em O Livro dos Espíritos (Q.934), respondendo sobre a perda de entes queridos, encontramos a seguinte afirmação: “Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos”.


Os Mortos se Comunicam por Computador

Por Teresa Tavares (jornalista no RJ); Revista Visão Espírita

Se o computador está promovendo uma comunicação mais intensa entre as pessoas , ele também vem sendo responsável por um contato que até hoje muitos não acreditavam ser possível, o dos vivos com os mortos. Pesquisadores de várias partes do mundo, especialmente na Europa, estão utilizando os modernos microcomputadores para comprovar que o ser humano sobrevive ao fim do corpo físico. Nas telas dos monitores de PC (sigla para a expressão inglesa Personal Computer, ou computador pessoal, em português), impressos em scanners ou impressoras comuns, surgem mensagens de pessoas que não pertencem mais a este mundo, fornecendo dados que puderam ser posteriormente comprovados, e que não eram conhecidos por ninguém, a não ser pelo próprio morto. Esse tipo de comunicação também vem ocorrendo através de outros aparelhos, como a televisão, o rádio, o telefone e gravadores, que reproduzem mensagens dos mortos junto com a voz e/ou imagem do comunicante do além.

Todos esses fatos foram e estão sendo estudados por especialistas em eletricidade e eletrônica, físicos e até por religiosos, que atestam a veracidade das mensagens , como é o caso do padre francês François Brune, que escreveu os livros Os Mortos Nos Falam e Linha Direta do Além. No total, já foram publicados na Europa cerca de 90 títulos sobre Transcomunicação Instrumental (TCI) – nome com o qual o fenômeno das mensagens enviadas do além por aparelhos é chamado. No Brasil, existem 11 livros sobre o assunto, sendo a maioria traduzida. Um dos poucos títulos escritos por autor nacional pertence ao professor Clóvis Souza Nunes, projetista técnico, membro da Sociedade Suíça de Parapsicologia e representante no Brasil do Centro de Estudos de Transcomunicação e já fez palestras em várias partes do mundo, principalmente na Alemanha, Inglaterra, França e Índia. Segundo explicou em conferência na União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro (USEERJ), o fenômeno da TCI teve sua autenticidade questionada a princípio, “mas as provas demonstraram que era uma ocorrência verídica”.

Há fraudes em todos os meios, mas devido ao controle científico adotado nos experimentos, às técnicas utilizadas, ao conteúdo obtido e à honestidade dos pesquisadores, afastou-se a possibilidade de erro – diz Clóvis. O pesquisador lembra ainda que chegou a ser cogitado que as gravações atribuídas aos mortos poderiam ser resultado de interferências. Para afastar essa suposição, ele conta que os pioneiros nesse tipo de pesquisa chegaram a colocar seus equipamentos em tanques de glicerina, que impedem as ondas eletromagnéticas de alcançar as fitas. Assim mesmo o fenômeno se repetiu.

Diante da impossibilidade de se negar a TCI, foram elaboradas teorias que pudessem explicar o que estava acontecendo. O professor Clóvis Nunes afirma existirem quatro hipóteses principais que interpretariam o fato. A primeira delas é a tecnológica, considerando-se que os campos magnéticos dos modernos aparelhos eletrônicos permitem o registro de informações do além, o que as máquinas do passado não conseguem captar. A segunda hipótese admite a possibilidade de que os espíritos possam atuar mentalmente nos equipamentos, sem a necessidade de uma tecnologia de transmissão. Nunes observa que se um paranormal consegue imprimir imagens num filme velado, como ele disse já ter ocorrido, “um espírito também poderia fazer o mesmo”. A terceira hipótese se vale do pressuposto de que os espíritos podem utilizar energia humana, “retirando algum potencial elétrico do cérebro do operador dos equipamentos para realizar a TCI”. A última hipótese considera que os espíritos usam energia mediúnica para o contato. Para que os mortos chegassem a mandar mensagens através do computador, muitos pesquisadores se dedicaram a estudar o fenômeno e a criar, inclusive, aparelhos que pudessem facilitar o contato.A primeira comunicação ocorreu de maneira descompromissada: numa gravação que fazia, por hobby, do canto de pássaros, Frederic Jüngerson, ao rebobinar a fita, deparou-se com uma voz que posteriormente identificou como sendo de uma pessoa falecida. Ele deu início às primeiras transcomunicações através dos gravadores.

Frederic Jüngerson – Poliglota e escritor, trabalhava filmando achados arqueológicos e inclusive registrou o encontro de relíquias durante as escavações da Basílica de São Pedro. Mas seu hobby especial era gravar o canto dos pássaros. Um dia, ao repassar o que havia gravado,escutou uma voz humana. No início, cogitou tratar-se de uma transmissão pirata ou de interferência feita por alguém com a intenção de se divertir. Só se convenceu de que eram mensagens de pessoas mortas quando obteve uma gravação em que cada uma das oito palavras enviadas era de um idioma diferente. Ao traduzi-las, identificou uma frase perfeita e com o sentido concatenado. Com base nessas gravações, Jüngerson escreveu o livro Vozes do Universo, traduzido para o português com o título de Telefone para o Além, hoje com edição esgotada. No total, ele gravou quase 30 mil vozes.

Konstantin Raudive – Cientista letão residente na Alemanha, professor universitário e tradutor das obras de Cervantes para o alemão. Estudioso das experiências de Jüngerson, repetiu-as com êxito. Gravou, inclusive, a voz de sua falecida mãe, que o chamava pelo apelido particular de “Const”. Dedicou nove anos ininterruptos de sua vida pesquisando o tema. Todas as tardes e noites não fazia outra coisa que não fosse se debruçar sobre os estudos da transcomunicação. Deixou registradas 72 mil vozes e publicou três livros, traduzidos para vários idiomas. Deu uma contribuição muito importante às pesquisas de TCI. Ele e Jüngerson levaram a comunidade científica da Europa a se interessar pelo assunto.

George Nick – Engenheiro, inventor e professor universitário, acumulou uma certa fortuna com seus registros de patente na área de eletricidade. Pesquisador muito respeitado nos Estados Unidos, parapsicólogo interessado nos fenômenos paranormais, começou a investigar as ocorrências de transcomunicação no mundo todo. Junto a um grupo de cientistas nos EUA, investiu US$500 mil do próprio bolso para montar um equipamento – que batizou com o nome de spiricom -, uma espécie de gerador de tons, para falar com os espíritos em dois sentidos. Entre as várias comunicações que conseguiu, uma das mais interessantes foi a de um amigo engenheiro da NASA, George Smith, que tinha falecido 14 anos antes, ou seja, em 1968. Nick gravou 120 horas de diálogo com Smith, nos quais este forneceu, como prova de autenticidade da gravação, o número de seu seguro de vida, que não era do conhecimento nem da viúva e que permitiu a ela receber a apólice. Além disso, deu informações de como aperfeiçoar o aparelho de contato entre os dois mundos. Hoje, o spiricom já está superado, apesar de ter permitido, na época, um resultado extraordinário. Esse aparelho produz muitos ruídos de fundo, na faixa de 27 a 29 megahertz, que é a dos radioamadores. O espírito modula os tons emitidos pelo aparelho e constrói a voz a partir disso. As pesquisas do Dr. Nick deram nova ênfase à TCI porque tornaram mais plausível a comunicação dos espíritos por aparelhos eletrônicos.

Hans Otto Krurik – Transcomunicador alemão que desenvolveu um aparelho chamado “gerador de vozes”, alcançando melhores resultados que o spricom. Através desse equipamento, a voz dos mortos aparece diretamente na caixa de som, o que possibilita o reconhecimento do espírito graças à clareza do som produzido. Krurik transformou sua casa num laboratório especial, o que lhe permitiu receber transcomunicações também por telefone, fax e computador.

Kraus Schreiber – Fez a maior descoberta do século no campo da TCI, ao receber as primeiras imagens de espíritos na TV e foi a partir daí que ocorreu um salto espetacular nessa área. Começou suas experiências em casa, depois de ter perdido toda a família num acidente automobilístico – o pai, a mãe, a esposa e os dois filho. Num encontro com amigos em sua própria casa, comentou-se sobre um programa exibido na televisão sobre transcomunicação. Sem acreditar nesse tipo de assunto, um dos presentes resolveu, de brincadeira, tentar um contato com Philipe, um amigo que havia morrido dos anos antes. Colocou uma fita para gravar e fez um apelo para que o morto se comunicasse. O espanto de todos foi imenso quando, ao rebobinar a fita, ouviram a voz de Philipe, dizendo que estava com eles. Klaus Schreiber conta que a casa ficou vazia em cinco minutos, mas ele permaneceu acordado até de manhã, ouvindo a gravação e refletindo sobre a possibilidade de também fazer contato com seus familiares mortos. Daquele dia em diante, a residência dele se transformou num grande laboratório de transcomunicação. Ele conseguiu gravar as vozes dos filhos e captou a imagem da filha na TV, dois anos depois.

Pesquisas sobre Transcomunicação Instrumental (TCI) no Brasil

Apesar de ainda pouco difundido no Brasil, a TCI é profundamente estudada no País. O professor Mário Amaral, ex-presidente da Federação Brasileira de Parapsicologia, chefia um grupo de estudos sobre transcomunicação instrumental que se dedica a experiências através dos equipamentos montados na casa onde mora, no Alto da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. Nesse laboratório, que conta inclusive com um computador e diversos equipamentos, já foram captadas mais de 100 mil comunicações do além, segundo informações do pesquisador. Em 1991, Amaral, que tem formação em eletrônica, criou um projeto chamado de Contato Eletrônico Transdimensional de inteligências, no qual aplica todas as técnicas adquiridas pelos pesquisadores do assunto, utilizando também equipamentos especiais. Para isso, desenvolveu até mesmo uma adaptação do psicofone, aparelho criado pelo engenheiro austríaco Franz-Seidl.

Outro grupo que se dedica a um estudo sistemático do fenômeno das transcomunicações instrumentais é o Engea (Engenheiros Espiritualistas Associados), que se reúne regularmente para pesquisar o tema e desenvolver aparelhos que possibilitem um melhor contato com os chamados mortos. No trabalho que desenvolvem, eles observaram que as vozes captadas não têm as mesmas características das vozes humanas. ‘É como se elas fossem geradas de forma artificial, sem o uso da cavidade bucal”, explica o presidente do Engea, Eduardo Barros da Silva. Ele acredita que a voz gravada seria resultante da energia captada de algum lugar, que o espírito conseguiu transformar em sinal elétrico. O engenheiro cita ainda o caso relatado no livro Os mortos comunicam-se por computador?, de Ken Webster.

Professor de Economia, Webster não tinha nenhuma identificação com o assunto até que começou a receber mensagens em inglês arcaico no computador de sua casa. Os textos que surgiam indagavam a razão pela qual Ken estava utilizando uma casa que não era dele.O espírito dizia que o lugar lhe pertencia e reclamava das mudanças que haviam sido feitas no local. Impressionado com o caso, o professor decidiu pesquisar o assunto. Foi até o arquivo da cidade e verificou que a pessoa que assinava as mensagens realmente havia existido, no século XVI.

Nas pesquisas que realiza, o Engea criou vários aparelhos, como o gerador de ruídos eletromagnéticos, os receptores infravermelhos e um gerador de ultrassom. Este último serve para produzir ondas sonoras que estão além da capacidade auditiva do ser humano, explicou Dirceu Nascimento, diretor do Engea. O grupo trabalha ainda com diversos equipamentos, como um modelo aperfeiçoado do goniômetro, criado pelo ex-engenheiro da Telefunken Theodor Rudolph, para captar vozes do além. O Engea publicou um estudo científico no qual relata o resultado de suas experiências e troca informações com grupos de outras partes do Brasil e do exterior, através do endereço eletrônico na Internet: [email protected]

Formas de contato

Não existem restrições a quem deseje se comunicar com os mortos através de aparelhos. Segundo o professor Clóvis Nunes, qualquer um pode fazer o contato, já que a manipulação dos aparelhos para esse fim é semelhante à que é feita habitualmente, no uso doméstico. Ele recomenda, entretanto, que seja evitada a comunicação com suicidas ou aqueles que tiveram morte violenta, em função das dificuldades que estes podem estar enfrentando na transição para o outro plano. Outra indicação de Nunes é que as pessoas que estejam enfrentando sofrimento pela perda de entes queridos evitem fazer contato, embora possam recorrer a alguém conhecido de sua confiança. A comunicação pode ser feita a sós ou em grupo, de preferência marcando-se um horário do dia e da semana para que a experiência seja repetida. Clóvis Nunes sugere ainda que as tentativas só sejam iniciadas depois de uma leitura atenta dos títulos que tratam do assunto.

Técnica 1 – Das mais utilizadas no mundo inteiro, é a que dá os melhores resultados, segundo o pesquisador baiano. São necessários quatro rádios, sendo um deles antigo, com válvulas. Eles devem ser alinhados, com um gravador e um microfone externo no centro, sobre uma camada de espuma a uma distância de 30 a 40 centímetros dos rádios. Assim arrumados, os aparelhos devem ser sintonizados de formas diferentes. O primeiro, entre as estações de AM; o segundo, entre as emissoras de FM; o terceiro deve ser colocado entre faixas de ondas curtas; que ficam no canto do dial, à esquerda ou à direita; e o quarto aparelho, o de válvulas, precisa sintonizar estações estrangeiras.

Os quatro rádios, que vão estar gerando ruídos, devem apresentar volume normal (não precisa ser alto). Então, liga-se o gravador com uma fita virgem dentro, fazendo-se uma evocação, isto é, um chamamento ao espírito com o qual se deseja comunicar. A operação deve ser repetida de 20 a 30 minutos diariamente, registrando-se na fita: “Experimento de transcomunicação ou tentativa de contato com… Cidade… Dia… Hora….”, deixando a fita rodar de cinco a 10 minutos. A gravação é feita de forma normal, com o play e o record apertados. Ao final, registre-se: “Final de contato”, desligando-se os aparelhos a seguir.

Técnica 2 – Ligue um aparelho de televisão e sintonize num canal sem transmissão. Com uma câmera de vídeo sobre um tripé, a um metro de distância, foque o zoom na TV, enquadrando a tela. Então, pegue o sinal da câmera e leve para a TV e vice-versa, retornando para a câmera. É aconselhável usar uma lâmpada infravermelha e outra ultravioleta, mas com cuidado, pois elas prejudicam a visão. É necessário também adquirir um spot. Acenda uma lâmpada de frente para a outra, interceptando a luz da TV para a câmera e proceda de maneira semelhante à da gravação com rádios, fazendo a evocação e deixando a Câmera funcionar, filmando a tela da TV por 10 a 15 minutos. Não são necessários mais de 30 minutos por dia. Ao rebobinar a fita, utilize o recurso do slow motion (câmera lenta), já que, muitas vezes, a imagem do espírito só aparece entre um quadro e outro, numa velocidade que o olho humano não consegue captar.

Técnica 3 – Com um computador simples, coloque um disquete formatado, criando um código e digitando uma pergunta na tela do computador com a evocação: “Tentativa de contato com o espírito…”. Deixe a mensagem em seguida. Feche e depois novamente o arquivo, através da memória principal ou pelo disquete, podendo imprimir a resposta.

Mário Amaral, ex-presidente da Federação Brasileira de Parapsicologia, é um grande pesquisador, parapsicólogo , engenheiro eletrônico e figura humana irrepreensível, que capta vozes de espíritos em gravadores. Uma vez o fotografo da Manchete, João Miguel Júnior, acompanhou o repórter da Revista manchete a casa do Prof.Machado, para, claro, desmascará-lo. Eis que, antes de ir, o prof. Machado pediu que eles levassem uma fita cassete virgem. O repórter ao chegar, exigiu que o prof. Machado mostrasse as vozes gravadas durantes os anos (cerca de 3.000 vozes ou 300 fitas), ao que o prof. Machado se negou, pois poderiam ser uma fraude. Então, pediu o Prof. Machado, que o repórter pegasse a fita virgem dele e fizesse uma captação em gravador. O repórter fez, e ao passar a gravação, apareceu a voz do repórter Roberto Amorim, que tinha falecido há quase 2 anos. Este se dirigiu em frases curtas e soltas ao fotógrafo João, chamando o amigo pelo apelido. Após esta tentativa frustrante de desmascarar o Prof. Machado, a Manchete fez uma reportagem, onde a capa , era o laboratório do Prof. Machado, no Alto da Boa Vista – Rio de Janeiro.

E como os parapsicólogos de batina explicam a TCI? Nesses termos o autor da home page da CLAP desafia os que acreditam na comunicação dos mortos por gravadores: “… Novamente o CLAP (se assim preferir) lança um desafio…”que um gravador (é claro sem truques, que é muito comum) grave uma mensagem de um espírito, clara, perceptível com a identificação do espírito (isso tudo porque é lógico; e o senhor deve saber que estamos cercado por milhões de ondas de satélite, televisão, rádios, celulares, etc, e podem em algumas raras vezes impressionar alguma gravação) estando todas as pessoas afastadas a 50 metros do gravador…(distância máxima para ação da telergia).”

O que acontece é que há uma certa polêmica sobre como ocorreria a TCI. Segundo alguns, os equipamentos modernos permitiriam a comunicação sem um médium. Segundo outros, é ainda necessária a energia humana.

Diz o Boletim GEAE:

“É muita ingenuidade supor que tal experimento seja possível com tamanha perfeição (e mesmo que fosse possível, sempre haveriam explicações para continuar negando a existência dos Espíritos). No Espiritismo já está claro que tais experimentos não podem se fazer numa abordagem neopositivista e mecanicista como a sugerida. Se assim fosse, não existiria nem Espiritismo nem Parapsicologia, pois os Espíritos seriam tão perceptíveis como os objetos tratados pelas ciências materiais. O erro do desafiador está em supor que o fenômeno não existe só pelo fato da experiência não se produzir da forma tradicional. Ademais, na posição de desafiador o experimentador perde seu senso de imparcialidade, o que impossibilita o exercício de uma dialética saudável, imprescindível para o avanço científico. Relembrando: O cientista – principalmente o Espírita – deve ser sobretudo imparcial, i.e., nem tanto dogmático, nem tanto céptico.

Concluindo, o Espiritismo é claro em afirmar que o sobrenatural não existe, e que tudo pode ser explicado por leis naturais e métodos racionais (isso não significa que o Espiritismo tenha que ser a “panacéia da metafísica”). Obviamente respeitamos a crença de cada um mesmo que não apoiada sobre evidências, pois não podemos nos julgar donos da verdade. Entretanto, achamos incorreto proceder à crítica sem o devido conhecimento, ainda mais quando de caráter destrutivo, desprovida de bom senso. Nas palavras de Mark Twain, supor é bom, conhecer é melhor.”

E como explicar que o espírito de um encarnado, através da experiência fora do corpo, se manifeste através de gravadores, como pessoas que trabalham com TCI já constataram?

A Transcomunicação Instrumental (TCI) é explicada pela CLAP como “escotografia”:

O Boletim GEAE assim fala sobre o assunto, em resposta a um leitor, que questionou sobre isso, que foi dito a ele por Carlos Orlando, da CLAP:

“Escotografia é a chamada fotografia psíquica. A imagem nesse caso se forma sobre o filme, na ausência de luz e sem a utilização de câmera. Quando o Sr. Orlando afirma que “…Esses profissionais mencionados com certeza desconhecem o fenômeno da ESCOTOGRAFIA e da psicofonia…” na verdade está demonstrando o seu próprio desconhecimento sobre Espiritismo. No Espiritismo, não só a escotografia, mas todos os fenômenos paranormais, são necessariamente produzidos por um Espírito; seja ele um Espírito encarnado, isto é, de uma pessoa que se encontra no ambiente e produz o fenômeno mesmo que de forma inconsciente; seja de um Espírito desencarnado, situação esta que explica os fenômenos inteligentes até então inexplicáveis pela Parapsicologia.

O paradigma Espírita é, de uma forma geral, mais adequado para a explicação dos fenômenos paranormais, principalmente os inteligentes. Talvez seja essa a razão dos pesquisadores terem dado crédito ao Espiritismo. Aliás, tal questão já foi amplamente discutida pelos cientistas espíritas e não-espíritas. Me recordo agora do nome de Ernesto Bozzano, que em seu livro “Metapsíquica Humana”, Ed. FEB, apresenta a refutação do paradigma metapsíquico.

Enfim, o Espiritismo pode até não estar certo, mas é indiscutível a dificuldade que existe em refutar suas teorias. A metapsíquica já falhou nessa tentativa, e por isso mesmo a Parapsicologia atual trata apenas de classificar os fenômenos, desconsiderando suas conseqüências filosóficas. Não entendo como a equipe do CLAP insiste num erro já há muito corrigido, só porque agora defendem uma explicação teológica (provavelmente desconhecem os estudos anteriores). Negar a existência dos fatos espíritas é, hoje, alegar ignorância ou má-fé. E se não é assim, que seja apresentada a refutação formal. Se ela for racional, certamente a seguiremos, dentro dos nossos princípios. Críticas gratuitas, sofismas? Baseado nisso o Espiritismo não pode mudar suas concepções… “

Há vários casos em que o espírito, através de Transcomunicação Instrumental (TCI), fornece dados que ninguém conhecia e depois comprovaram. George Nick uma vez gravou a voz de um antigo engenheiro da NASA que tinha falecido 14 anos antes e este forneceu o número de seu seguro de vida, que não era nem do conhecimento da viúva, permitindo que esta recebesse a sua apólice. Que o Sr. Orlando explique com lógica, razão e, principalmente, sem fugir para outra hipótese!!

E, mais uma vez, tenho que perguntar: por que o inconsciente dos repórteres, que estavam ali para desmascarar, nem acreditavam em espíritos, se manifestariam como um espírito de um amigo falecido?

Quevedo em debate com o transcomunicador Clóvis Nunes no Fantástico insistiu na mesma hipótese. Não adianta, no tocante à questão da Transcomunicação Instrumental, por mais que Quevedo tenha tentado usar de sua teoria do inconsciente (que não parece ser o inconsciente psicanalítico de Freud ou Jung. Deve ser um inconsciente “quevediano”, a tal ponto poderoso, que é capaz conseguir gravar imagens e sons de cunho intelectual expressivo em fitas magnéticas, em laboratórios eletrônicos da mais alta tecnologia,). De qualquer forma, é bom sabermos que muitos outros pesquisadores estão abertos ao fenômeno, sem impor a estes preconceitos de antemão construídos para os desacreditar. Neste sentido é reconfortante saber que o fenômeno da Transcomunicação, ou, como também é conhecido, da Psicotrônica, tenha atingido tal importância nos meios científicos ao ponto de ser aprovado todo um programa de estudos para este campo, encabeçada pelo Institute of Noetic Sciences, da Califórnia, Estados Unidos, organização fundada pelo astronauta Ed Mitchell e que conta com inúmeros cientistas e pesquisadores ligados às mais importantes Universidades Norte-Americanas.

Referência:
Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental;
Saindo da Matrix – Transcomunicação Instrumental;
Saindo da Matrix – Museu das almas do purgatório

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