STAR WARS: THE FORCE AWAKENS

STAR WARS: THE FORCE AWAKENS

Quando o titulo apareceu na tela o mundo lá fora acabou. Era só eu e aquele mundo estranho, vasto e deserto (mesmo nas florestas ou no gelo) e ao mesmo tempo convidativo que eu descobri nos anos 80 e aprendi a amar. Creio que a maior parte do cinema sentiu assim. Depositei meu coração nas mãos dessa franquia novamente, após 16 amargos anos, mas dessa vez não me decepcionei.

Eu no cinema

Minha impressão é que a Disney pegou engenheiros japoneses e advogados norte-americanos pra analisar friamente o que fez a trilogia original ser tão boa. Deserto? Ok. Estrela da Morte? Ok. Império x Rebeldes? Ok. Tensão romântica? Jornada do herói? Maioria de personagens humanos? Aliens de borracha? Design clássico de personagens e naves? Ok. ok, ok… a lista segue. Pequenos detalhes foram observados, como dar momentos de fan service ao pessoal que se veste de Pilotos Rebeldes e Stormtroopers. Em muitos momentos parece um reboot do primeiro filme. Falando assim parece ruim, mas não é. Depois de tudo o que passamos, era o melhor presente que nós, fãs, poderíamos ter recebido: um retorno ao clássico, nossa CASA, mas modernizada, mais bonita. E foi isso o que eu senti quando olhei o texto amarelo deslizando para o fundo da tela em 3D: um novo e excitante modo de ver algo que nos é familiar.

A Força não é questão de força. Isso é um ensinamento LINDO que já havia sido passado por Yoda no Império Contra-Ataca (e solemenente destruído por George Lucas na nova trilogia de Star Wars) e ficou muito poético que uma mulher, uma NOVA PERSONAGEM, venha resgatar essa tradição.

A partir de agora o texto terá spoilers à vontade, e uma análise dos simbolismos do filme. Isso irá arruinar sua experiência se você não viu o filme, então só continue por conta e risco.

O diretor / co-roteirista JJ Abrams e o co-roteirista Lawrence Kasdan pegaram a relação pai / filho do segundo e terceiro filmes da trilogia clássica e sabiamente a inverteram: antes éramos os filhos querendo nos livrar das amarras da sociedade representada pelas leis, mas simbolizadas (e internalizadas) nas restrições e influências paternas, e para isso fugíamos para outros mundos, nos rebelando contra conglomerados que representavam “Impérios” e adquirindo a maturidade pra dizer “Não vou seguir o caminho do meu Pai”. Agora, essa mesma geração já é de pais, tendo de lidar com sua liderança cada vez mais esvaziada, com a frustração dos filhos que crescem em meio a um mundo sem “sentido” e buscam na radicalização e no retrocesso um meio de recuperar a “Ordem das coisas”.

“É o destino de todos nós, talvez, dirigir nosso primeiro impulso sexual para nossa mãe e nosso primeiro ódio e nosso primeiro desejo assassino contra nosso pai. Nossos sonhos nos convencem de que isso é assim”.

Sigmund Freud

Podem se chocar como for com Freud, mas ele atirou no que viu e acertou no que não viu (ou se recusou a ver): a libido é uma energia poderosíssima, assim como a Força. Freud a limitou ao prazer sexual, mas isso já foi um grande avanço no seu tempo (e até hoje, se brincar!). Segundo ele, o menino dirige sua libido para a sua mãe, e direciona o ciúme e a rivalidade emocional contra seu pai – porque ele é o que dorme com a mãe. Além disso, para facilitar a união com a mãe, o Id do menino quer matar o pai (como fez Édipo), mas o ego pragmático, baseado no princípio da realidade, sabe que o pai é o mais forte entre os dois homens que competem pela posse da mulher. Jacques Lacan desenvolveu a teoria de Freud e acrescentou o “medo da castração” (simbólica, obviamente) do menino por parte do pai, porque ele sabe que o pai é fisicamente maior e mais forte; o medo é uma manifestação irracional e inconsciente do Id infantil, e se manifesta como agressão. Esta agressão, assinalou Lacan, “…retorna para ele (filho) em função da relação dual, uma vez que ele projeta imaginariamente no pai intenções agressivas equivalentes ou reforçadas em relação às suas, mas que tem como ponto de partida suas próprias tendências agressivas”. Um dos mecanismos de defesa para aliviar esse conflito é a Identificação, pelo qual a criança incorpora ao seu (super)ego as características de personalidade do pai, porque assim ele pensa que sua semelhança com o pai o protegerá da ira do pai na sua rivalidade materna. Através da identificação surge a compreensão e, assim, o amor (O chamado “Édipo invertido”).

Yoda sabia de tudo isso quando advertiu Luke em Dagobah sobre uma gruta, segundo ele “forte no lado Negro da Força”. “O que tem lá?”, pergunta Luke. “Somente o que você levar”, responde Yoda. Luke leva suas armas, e entra num lugar cheio de répteis (uma referência nada sutil ao Cérebro Reptiliano que controla o lado mais animal e instintivo do ser humano). Lá ele encontra o pai (sem saber ainda que era o pai), e a primeira reação é confrontá-lo. Ao derrotá-lo, ele vê que o rosto do pai é na verdade ele mesmo (já o processo de identificação aflorando do inconsciente). No filme O Retorno de Jedi Luke já aparece de negro, usando ameaças como o pai (“Você pode lucrar com isso ou ser destruído. A escolha é sua, mas é bom não subestimar os meu poderes.”) e dá indicações de que está caminhando rapidamente para o Lado Negro da Força. Apenas quando ele dá a louca e tenta matar o Imperador e, em sua fúria, subjuga (“castra”) o pai (cortando sua mão fora) é que surge da mais completa identificação – ou seja, o momento simbólico em que ele percebe que ambos perderam a mão da mesma forma – a compreensão e o amor pelo pai. E aí ele escapa da influência do Lado Negro.

Luke e Kylo
Luke e Kylo

Kylo Ren fala pra uma nova geração que está no sentido inverso da jornada do herói de Luke: busca ao se aliar a uma grande corporação (Império) incorporar uma identidade que não é a dele, representada por um pai idealizado (Darth Vader).

O filósofo alemão Max Horkheimer considerava que o afrouxamento das relações de dependência de uma unidade familiar se constitui em um dos maiores perigos que uma sociedade pode enfrentar, sendo tal afrouxamento o indicativo de fragilidade dessa mesma sociedade. Ele nos alerta para a existência de uma autoridade sustentada “não pela realização de juízos de valor morais, mas pela hábil adaptação às circunstâncias”, ou seja, o filho é dependente do pai apenas enquanto ele é o detentor dos recursos provedores da família, e, portanto, portador dos meios concretos para adquirir os mais desejados objetos de consumo: “Submeter-se aos desejos do pai porque este tem dinheiro é a única coisa racional, totalmente independente de qualquer ideia sobre as qualidades humanas”. Toda essa relação circunstancial torna muito mais fácil a submissão voluntária “…a qualquer chefia, desde que esta seja classificada como poderosa”, produzindo sujeitos incapacitados de uma reflexão crítica e consciente da realidade. “Os tipos humanos que predominam hoje não foram educados para chegar à raiz das coisas e tomam a aparência pela essência. Por meio do pensamento teórico, eles não são capazes de ir, por conta própria, além da mera constatação”.

Se Luke era o filho das Trevas que sente a infuência e precisa “matar o pai” para trilhar o caminho da Luz, agora temos um filho da Luz que decide se voltar para o Lado Negro mas sente ainda a ligação “umbilical” com a Luz, através dos pais. E pra que possa se soltar das amarras e cumprir seu destino, precisa internamente “matar o pai”. E como bom Sith, ele o faz literalmente.

Na mitologia grega, o melhor exemplo de parricídio (assassinato do pai) está na história de Cronos (Saturno, para os romanos): Segundo o mito da criação do Olimpo, Urano (o Céu) vinha toda noite coupular com Gaia (a Terra). Seus filhos não correspondiam às idéias de Urano, então ele mandava aprisioná-los nas entranhas da Terra, causando dor a ela. Gaia então forjou uma foice e pediu aos filhos para castrarem Urano. Apenas Cronos, o mais jovem dos Titãs, concordou. Ele emboscou seu pai, castrou-o e lançou os testículos cortados ao mar. Da mistura do sêmen com as ondas nasceu Afrodite.

Na astrologia, as características de Urano são rebeldia, independência, viver por suas próprias regras de certo ou errado. Mas no final das contas procura uma solução que beneficie o grupo, ao invés de um indivíduo. Tudo isso aponta pra Han Solo.

Han Solo em Force Awakens
No trailer novo do filme podemos ver, aos 1:09, aparecer ao lado de Han Solo um planeta muito similar a Urano, com seus anéis que parecem não se fechar completamente

Outra característica de Urano é achar que ideais são mais fortes que sentimentos. Isso cria uma grande compreensão para com os outros, mas também traz em si um aparente desapego emocional.

Han Solo em O Império Contra Ataca dizendo "Eu sei".

Estabelecido Urano, temos o outro personagem principal que, de acordo com a mitologia, só poderia ser Cronos / Saturno: Kylo Ren. Ele tem aqueles frisos na máscara, que poderiam ser uma alegoria aos anéis de Saturno (por que não?) e ainda tem o sabre de luz em forma de cruz, parte do símbolo astrológico de Saturno:

Espada do Kylo Ren
Diz muito

Mas não é só. Na superfície de Saturno há um mancha em forma de hexágono com um pequeno círculo no meio. A bandeira do novo Império (“Primeira Ordem“) é um hexágono com um círculo (bem maior) no meio. O mais interessante é que esse hexágono só foi descoberto em 1981, mas o símbolo de Saturno nas irmandades esotéricas é um Cubo negro. Ora, todo bom jogador de videogame sabe que um cubo visto em perspectiva numa superfície 2D é um hexágono.

Logo da Primeira Ordem / Logo do Nintendo Gamecube
Logo da Primeira Ordem / Logo do Nintendo Gamecube

O Cubo representa o mundo material. Os gregos acreditavam que tudo no mundo era feito a partir de cubos, e essa forma era celebrada por sua estabilidade, sua completude material (são 4 os elementos, os pontos cardeais, as estações do ano, etc). Na astrologia Saturno representa as qualidades de estabilidade, perseverança, estrutura, etc. Negativamente significa medo, repressão, falta de confiança, rigidez e conservadorismo. É de se notar que, se Saturno for realmente a inspiração pra Kylo Ren, ele não tem as qualidades positivas desse signo, ao contrário. Mas as negativas, sim, absolutamente.

Saturno também foi associado a Satan, e isso ocorreu por inúmeras razões. Primeiro, muitos autores argumentam que a palavra Satan se deriva da palavra Saturno; Segundo, Saturno é associado à cor preta; Terceiro, o deus Pan (a Divindade chifruda, com pés de carneiro) representou Saturno no paganismo antigo; E, finalmente, Saturno era conhecido como o planeta mais distante do Sol (que é associado com o Princípio do Bem, da Luz), assim, ele representa o Lado Negro por excelência.

Como se não bastasse, Saturno / Cronos era identificado na antiguidade com o deus Chronos, que controla o tempo. Kylo Ren “congela” a luz de um tiro laser como se ele tivesse parado no tempo:

Kylo Ren stops the blaster HD

Por fim, as Saturnálias eram uma antiga festividade da religião romana dedicada ao templo de Saturno, e eram celebradas sempre em 17 de dezembro. Por acaso ou não, foi a data de estréia de Star Wars VII em grande parte do mundo. As Saturnálias começaram com dois dias de festas, onde decoravam-se árvores, todos trocavam presentes, bebiam e as guerras eram proibidas. Depois passou a durar uma semana, e por fim acordou-se que o climax da festa ficasse no dia 25 de dezembro. Sacou? A Saturnália é a origem do Natal.

Durante estes festejos era subvertida a ordem social: os escravos podiam considerar-se temporariamente homens livres (indulto de Natal?) e todos usavam uma pilleus, touca de homem livre (parecido com o gorro dos Smurfs, mas também o de Papai Noel). Era eleito, na sorte, um princeps: uma espécie de caricatura da classe nobre – a quem se entregava todo o poder. O princeps vinha geralmente vestido com uma máscara engraçada e com cores chamativas, dentre as quais prevalecia o vermelho, a cor dos deuses (Olá, Papai Noel). Esse personagem estava lá pra criar o caos na festa: tanto podia dar boas ordens, como más.

Saturno era cruel e comeu o filho para que este não o destronasse. Mas também era o Deus da agricultura e sua esposa se chamava Ops (Muito), no sentido de “prosperidade”. Esse aspecto ambíguo está bem representado nos rituais Saturnianos, onde festa / alegria / bem-estar podem estar lado a lado com crueldade e o perigo. E no filme vemos isso em Kylo Ren na cena de fraqueza diante da máscara de Darth Vader, e também na cena mais chocante, onde Kylo mata o pai Han. As palavras são ambíguas, nota-se no olhar de Kylo a dúvida, os movimentos, a luz dividida em seu rosto (azul / vermelho), e no final ele cede ao Lado Negro.

Para a Fraternitas Saturni (Irmandade Saturniana) – uma Ordem alemã de adoradores de Saturno – os ensinamentos saturnianos dão primazia ao lado Negro. A Escuridão precede a Luz e provê a matriz / base para a manifestação da Luz. O dualismo dessa Irmandade não procura destruir um pólo em favor de outro, mas sim ir além das polaridades através da experiência em ambos extremos.

Então, se pegarmos esses símbolos que parecem estar ligados ao filme e o aplicarmos à sequência, é possível que:
1 – Kylo Ren passe para o lado luminoso da Força.
2 – Kylo e Rey sejam irmãos (já que a ação de Saturno / Kylo de matar o pai Urano / Solo resulta na aparição de Afrodite / Vênus / Rey, a representação do feminino, da beleza).

Esse segundo ponto é interessantíssimo, não por eles serem irmãos (talvez não sejam, seria forçar demais e repetir demais a trilogia clássica, mais do que já fizeram neste Ep VII), mas sim pela ascenção do feminino na Saga. A personagem Rey é encantadora, simplesmente encantadora! Quando a vi nos trailer e nas fotos não a achei grande coisa, mas no filme ela rouba cada cena em que aparece! A Força, definitivamente, está com essa atriz! E o papel dela não é de escada pra nenhum personagem, nem é um papel secundário como a Disney (maravilhosamente, diga-se) deu a entender no marketing do filme. Enquanto estávamos ocupados acompanhando a história de Finn e Poe Dameron (uma história de amizade que em 15 minutos de filme já estava convincentemente consolidada, coisa que George Lucas não conseguiu fazer com Anakin e Obi-Wan em 6 horas!) ela foi crescendo, crescendo até arrancar aquele lightsaber da neve e o cinema EM PESO vir abaixo num dos momentos mais emocionantes e catárticos da 7º arte pipoca. Nunca que um “nascimento” de um personagem na tela foi tão ph%da (Só por isso temos de colocar o JJ Abrams em nossas orações todas as noites).

Me sinto privilegiado de estar vivo para testemunhar esse momento de empoderamento da mulher (que eu gosto de definir mais como uma “tomada de consciência”, já que a palavra “empoderamento” pode soar muito masculina e incitar a uma competição que é idiota pra ver quem tem mais força), primeiro por tomar distância de um feminismo agressivo e infantil (“eu sou melhor do que você”, “não preciso dos homens”, bla bla) e por ter o apoio e compreensão de boa parcela masculina. É colocar a mulher no lugar que sempre foi dela por direito, como um SER HUMANO no meio de SERES HUMANOS, sem distinção de gênero, e deixando as características femininas aflorarem quando quiserem, se quiserem. A melhor representante desse empoderamento nesse ano foi a personagem Imperator Furiosa, de Mad Max: Fury Road, seguida pela Rey. O problema com a Rey é que nela não parece haver espaço para dúvidas, fragilidade, falhas, coisas que são necessárias na jornada do Herói INDEPENDENTE de ser homem ou mulher. Mas Rey é sensível e sonhadora, e a atriz sabe atuar muito bem com os olhos, passando emoções que enriquecem o personagem. A cena do interrogatório, onde ela reverte a Força, é uma das melhores do filme (O ator que faz Kylo Ren me deixou encantado do mesmo jeito que fiquei com a Rey, pelo mesmo jeito de atuar).

Rey e BB8

Vi críticas à Rey dizendo que ela é a “Jedi miojo” (que fica pronta em 3 minutos), mas não esqueçam de que este é um filme de JJ Abrams, o criador de Lost. Tem muito mais coisas a serem reveladas, e é possível que a Rey tenha tido treinamento Jedi com o Luke TAMBÉM. A cena da batalha de espadas dela com o Kylo é perfeita: ela parte pra cima dele, mas só faz apanhar: Kylo tem força física; cada espadada dele faz ela recuar; ela foge, procura se defender como pode. Até que chega num abismo e não pode mais fugir. Kylo poderia tê-la matado, mas ele queria convencê-la a se juntar a ele, a treiná-la. Ele a pressiona com a força da espada. É aí que ela lembra de usar a Força, que é maior que a força, e então ela se desvencilha e começa a empurrar de volta o opressor usando a verdadeira Força aplicada em cada golpe de espada. Ele cai. Ela então inverte a polaridade de energias em uma cena simbólica:

starwars awakens rey kylo
O masculino (céu, Yang, ativo, vermelho, fogo) vai pra baixo, e é mergulhado na neve (simbolizando castração ou fecundação?). O feminino (Terra, Yin, passivo, azul, água) ascende.

“A fecundação da Terra pelo Céu é uma ação em que a polaridade é masculina.
Agora que esta fertilização atinge seu final, a Consciência feminina deve assumir.
Vocês foram fecundados e semeados para reencontrar quem vocês são.
Hoje, a manifestação do que vocês são em meio ao Estado de Ser, é um processo semelhante a um parto.
Assim então, realizar e concluir a história da sua Consciência comum necessita, aí também, desse retorno, dessa passagem do masculino ao feminino, qualquer que seja o seu sexo.”

Ma Ananda Moyi

E então temos a cena final, onde Rey vai atrás de Luke para entregar o sabre de luz. Uma mulher e seu cajado trilhando um caminho tortuoso para encontrar o Mestre. E quando encontra a cena é a clássica: alguém de capuz no alto de uma montanha. Ela se aproxima, no começo com medo / nervosismo, mas depois se recompõe e quando estende o sabre de luz há um misto de emoção e confiança, PODER interno (Oscar pra essa menina, por favor) que torna a última cena ainda mais emblemática: JJ Abrams escolhe um plano em perspectiva que torna o Mestre menor que a aprendiz.

Rey entregando o sabre a Luke
Who’s your Mommy?

Não há espaço para dúvidas: A Força acordou, e Ela agora é Feminina.

Referência:
PDF O “PAI TERRÍVEL”. Da ameaça de castração à submissão ao poder autoritário estatal;
PDF O pai ou a função paterna em Lacan de “A FAMÍLIA;
Simbolismo do culto à Saturno

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