MECANISMOS DA PSICOGRAFIA

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos leitores das mais diversas religiões, pelo motivo de que ultimamente o blog tem ficado muito Espírita. É que no momento estou me aprofundando nos mecanismos de interação dos planos espirituais com o material, e o Espiritismo é quem dispõe dos melhores subsídios. Isso porque André Luiz (através da mediunidade de Chico Xavier) era médico antes de desencarnar, e nos relatou muitas dessa ligações (obsessões, psicografia) em seus livros de forma muito detalhada. Quero tratar agora da psicografia, que a maioria acha que é muito fácil, basta o espírito incorporar e pronto, já sai escrevendo. Mas não é bem assim. É preciso um certo conhecimento do corpo humano – por parte do espírito – pra saber “quais botões apertar” pra obter uma psicografia limpa, sem muitas interferências do médium.

Em Missionários da Luz André Luiz descreve a sua percepção de uma sessão de psicografia. Ele destaca a idéia de que o médium não é um ser passivo, um mero aparelho, mas um espírito, tendo por consequência participação ativa no fenômeno da psicografia. Ele descreve minuciosamente as intervenções que os espíritos fazem no sistema nervoso dos médiuns e, posteriormente, se detém na glândula pineal, descrevendo o seu papel nas comunicações mediúnicas de uma forma geral. Ela, entre outras funções, participaria no processo de “recepção e emissão das ondas peculiares à esfera espiritual”, que se intensificaria no exercício mediúnico. Outra descrição curiosa diz respeito à atuação dos espíritos no cérebro do médium. André Luiz descreve o espírito “vasculhando” o centro da memória do psicógrafo, minutos antes da comunicação, em busca de elementos que lhe facilitem a expressão das idéias (Oráculo já falou sobre isso. Ela diz que é como montar um quebra-cabeças com as peças disponíveis no cérebro do médium). Outra descrição curiosa diz respeito à atuação de um terceiro espírito junto às “fibras inibidoras do lobo frontal”, o que reduziria a influência do médium no fenômeno. O processo de “apossar-se do braço” do médium para escrever se dá com a atuação no cérebro do mesmo, e não diretamente sobre o braço. No livro citado acima, ele registra uma “mudança de coloração da zona motora do cérebro” durante a comunicação através da psicografia, causada, portanto, em decorrência da atuação do espírito (mais detalhes aqui).

Em um outro livro, o autor espiritual retoma a discussão dos mecanismos da psicografia, deixando ainda mais clara esta sua afirmação:

“Com base no magnetismo enobrecido, os instrutores desencarnados influenciam os mecanismos do cérebro para a formação de certos fenômenos, como acontece aos musicistas que tangem as cordas do piano na produção da melodia. E assim como as ondas sonoras se associam na música, as ondas mentais se conjugam na expressão”.

André Luiz; Mecanismos da mediunidade, de 1977

Ou seja, atuam por meio da vibração. Afinal de contas, TUDO é vibração.

Como vêem, o processo é complexo e sujeito a falhas e influências indesejadas do médium. Por isso que Kardec afirma “A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade, para se expandir, de precauções atentas e de cuidados permanentes”. Até mesmo Chico Xavier não escapou de errar, quando já estava muito doente e com mais de 80 anos.Certa vez ele psicografou uma carta de um filho desencarnado para a mãe. Ela acreditou em cada palavra, mas, com delicadeza, apontou que três nomes estavam errados. Chico não se fez de rogado: pegou a borracha e apagou o errado, dizendo: “A borracha é como a reencarnação. Apaga o que está errado para escrever o certo.”

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