ESPIRITISMO NA TV

Estava vendo na TV o Linha direta sobre As cartas de Chico Xavier. Teve o depoimento do Juiz que não sabe ao certo, mas que de alguma forma escreveu umas 3 páginas de uma sentença sem se aperceber. Bastou. A Globo fez uma “reconstituição” que eu só não fiquei MAIS constrangido porque eu não sou o Juiz: a cena era digna de um filme de horror; a câmera girava freneticamente ao redor do “Juiz atuado”, com uma entidade incorporada que mais parecia o demônio do filme O Exorcista, agitando a cabeça, com luzes pipocando pela janela e um som aterrador… Sinceramente, se eu não fosse acostumado a ver médiuns incorporando eu ficaria aterrorizado só com a possibilidade de ir a um centro espírita e dar de cara com alguém assim… (tenha medo… tenha muito medo…)

E os espíritos luminosos? Basta morrer que qualquer um vira uma espécie de vaga-lume, como se todo mundo tivesse um alto padrão vibratório que fizesse as moléculas do corpo fluídico se agitarem e produzirem luminescência… certo… os melhores filmes sobre espíritos foram mesmo Ghost: do outro lado da Vida e Sexto sentido (esse último ainda mais perfeito!). Nada de muitos efeitos visuais, nem espíritos com eco na voz.

Aliás, eu queria ser diretor visual ou designer conceitual de um filme que juntasse o melhor dos livros espíritas de André Luis ou Luís Sérgio. Mostrar Nosso Lar e os umbrais, os sacerdotes de manto escarlate (do livro Libertação), as flores com luz própria… cara, eu tenho essas cenas na cabeça, pena que ainda não consegui passá-las pro papel com todas as cores…

Pelo menos o ilustrador japonês Kagaya fez uma linda pintura dessas flores:

Um ponto crucial para o sucesso de um filme desses seria remover todas as conversas doutrinárias, que são muito bonitas pra ler, mas que no cinema não funcionam. Por que Matrix 1 funcionou e o 2 não? RITMO. O primeiro é enxuto e preciso, o segundo parece mais um híbrido do cinema francês com Hollywood: diálogos longos e enfadonhos, complexos e completamente dispensáveis dentro da narrativa, embora façam você pensar. Só que quando você sai do cinema p#*%)o por ter perdido duas horas da sua preciosa vida, você não tende a pensar muito nos diálogos… Os norte-americanos são mestres do cinema de entretenimento justamente porque são terrivelmente pragmáticos e não fazem disso uma arte, e sim uma máquina de fazer dinheiro. Não hesitam em retirar cenas que seriam importantíssimas para o ego do escritor ou diretor: pensam sempre na platéia. “A platéia está atenta? Não está? Corta”.

Mas… o que isso tem a ver com o blog? Nada… Como diria Cirilo, mas eu só quis dizer

0 0 vote
Avaliação
Subscribe
Notify of
guest
54 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Inline Feedbacks
Veja todos os comentários

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.