EVANGELHO AQUARIANO

evangelho aquariano

Evangelho Aquariano. Este é o nome do livro que estou lendo agora. Foi escrito por Levi H. Dowling, capelão do exército americano, em 1884. Levi foi graduado em duas escolas médicas e tinha ávido interesse nas vibrações etéricas (no séc 19 os cientistas chamavam de “éter” o plano sensível onde os fenômenos paranormais ocorrem, como materializações, polteirgeist, etc). Durante 40 anos Levi estudou, meditou e orou, e de alguma forma supostamente adquiriu a capacidade de “navegar” pelo éter, onde todos os nossos movimentos (e todos os nossos pensamentos) estão gravados. Isso é chamado de “Memórias do Akasha” (a memória do Universo). Os “Registros Akáshicos” são o que os hebreus denominavam de “O Livro das Memórias de Deus”.

E Levi foi atrás da história de Jesus, e a viu. Repassava-a diversas vezes, até obter uma transcrição fiel do que via, e escreveu tudo no que se tornou o Evangelho Aquariano. O livro traz os fatos relativos a períodos obscuros da vida de Jesus, principalmente dos 13 aos 30 anos. Sua peregrinação à Índia, Tibet, Pérsia, Assíria e Grécia; a iniciação no Templo de Heliópolis, no Egito; a reunião do “conselho dos 7 Sábios do Mundo” em Alexandria; os ensinamentos a respeito do karma e da reencarnação; o significado esotérico das passagens das Eras e revelações sobre a ressurreição.

Um parente perguntou a Oráculo se essa história era “verdadeira”, e ela confirmou que Levi realmente viu a vida de Jesus como num filme. Fiquei obviamente curioso de ler, e felizmente esse mesmo parente me presenteou com o livro (obrigado!). Comecei lendo-o com ceticismo, procurando pontos de convergência com o que se presume ser o Jesus histórico, mas depois os ensinamentos se sobressaíram com tal beleza e clareza que já não importava se era a “verdade humana” – Se foi Arquivo Akáshico ou viagem na maionese do Levi, isso deixou de importar – pra mim aquilo era algo acima da “veracidade”, ou seja, uma Verdade no sentido Shin da coisa.

Um trechinho do livro:

Na manhã seguinte, antes do nascer do Sol, Jesus e os doze foram a uma montanha perto do mar para rezar; e Jesus ensinou aos doze discípulos como orar. Ele disse:

A oração é a comunhão íntima da alma com Deus; Por isso, quando rezardes, não vos enganeis como fazem os hipócritas que gostam de andar pelas ruas e sinagogas vertendo seu palavreado para agradar os ouvidos dos homens. E ostentam ares piedosos para conseguir admiração dos homens. Buscam o louvor dos homens e têm recompensa assegurada. Mas quando orardes, recolhei-vos no interior de vossa alma; fechai todas as portas e, no santo silêncio, orai. Não precisais dizer um monte de palavras, nem ficar repetindo frases como fazem os gentios. Dizei apenas:

Nosso Pai-Deus que estás no céu, santo é o teu nome. Venha a nós teu reino; seja feita a tua vontade assim na terra como no céu.
Dá-nos o pão de que necessitamos hoje;
Ajuda-nos a esquecer o que os outros nos devem para que nossas dívidas possam ser canceladas.
E protege-nos das seduções do tentador, demasiado grandes para que consigamos resistir-lhes;
E quando vierem, dá-nos força para superá-las.

Um outro trecho do livro que eu gosto muito nos mostra uma reunião de sábios, no tempo de Jesus, falando sobre a gênese e evolução do que nós somos, de forma magnífica, e se encaixando dentro do tema dos posts anteriores:

Gnose da alma

“A era em que estamos entrando é a Era da Preparação, e todas as escolas, governos e ritos de culto devem ser esboçados de maneira simples para que os homens possam compreender. Neste conselho, devemos esculpir o modelo para a Era vindoura, e devemos formular a Gnose do Império da alma, que se baseia em sete postulados. Cada sábio, por seu turno, formulará um postulado; e eles serão a base dos credos humanos enquanto não chegar a Era perfeita.

Então Meng-tse escreveu o primeiro:
Todas as coisas são pensamentos; toda vida é uma atividade do pensamento. Todos os seres são apenas fases manifestas do único grande pensamento. E Deus é Pensamento, e o Pensamento é Deus.

Então Vidyapati escreveu o segundo postulado:
O Pensamento eterno é uno; em essência é dois – Inteligência e Força; e quando respiram, nasce um filho; o filho é o Amor. E assim surge o Deus Trino e Uno a que os homens chamam Pai-Mãe-Filho. Este Deus Trino e Uno é um; mas como a unidade da luz, ele em essência é sete. E quando o Deus Trino e Uno respira, diante dele aparecem sete Espíritos; são os atributos criadores. Os homens chamam-nos de deuses menores, e criaram o homem à sua imagem.

Então Gaspar escreveu o terceiro:
O homem era um pensamento de Deus, formado à imagem do Setenário, revestido com as substâncias da alma. E seus desejos eram fortes; queria manifestar-se em todos os planos da vida, e dos éteres das formas terrenas fez um corpo para si, e assim desceu ao plano da terra. Na descida, perdeu seu direito inato; perdeu sua harmonia com Deus e tornou dissonantes todas as notas da vida. Desarmonia e mal são a mesma coisa; portanto, o mal é obra do homem.

Ashbina escreveu o quarto:
As sementes não germinam na claridade; não brotam enquanto não encontram a terra e se escondem da luz. O homem era uma semente de vida eterna; mas nos éteres do Deus Trino e Uno a luz era demasiado forte para que sementes brotassem. E então o homem buscou o solo da vida carnal, e na escuridão da terra encontrou um lugar onde poderia gerninar, e crescer. A semente deitou raízes e cresceu em sua plenitude. E a árvore da vida humana está subindo do solo das coisas terrenas e, pela lei natural, vai chegando à forma perfeita. Não há atos sobrenaturais de Deus levando o homem da vida carnal para a bem-aventurança do espírito; ele cresce como cresce a planta, e no devido tempo chega à perfeição. O atributo da alma que dá ao homem possibilidade de elevar-se à vida espiritual é a pureza.

Apolo escreveu o quinto:
A alma é levada para a luz perfeita por quatro corcéis brancos, que são: Vontade, Fé, Caridade e Amor. O homem tem poder para fazer tudo o que quer fazer. O conhecimento desse poder é fé; e quando a fé age, a alma começa seu vôo. A fé egoísta não leva à luz. Não há peregrino solitário no caminho da luz. Os homens só atingem as alturas ajudando outros homens a atingi-las. O corcel que leva ao caminho da vida espiritual é o Amor; o Amor altruísta e puro.

Matheno escreveu o sexto:
O Amor universal de que Apolo acaba de falar-nos é filho da Sabedoria e da Vontade divinas, e Deus mandou-o à terra encarnado para que o homem possa conhecê-lo. O Amor universal de que falam os sábios é Cristo. O maior mistério de todos os tempos reside na forma como Cristo vive no coração. Cristo não pode viver nas cavernas úmidas das coisas carnais. É preciso travar as sete batalhas, conquistar as sete vitórias para livrar-se das coisas carnais como o medo, o egoísmo, as emoções e o desejo. Feito isto, o Cristo toma posse da alma; o trabalho está feito, e o homem e Deus são um.

E Fílon escreveu o sétimo:
Um homem perfeito! A natureza foi criada para levar até o Deus Trino e Uno um ser assim. Esta realização é a suprema revelação do mistério da vida. Quando todas as essências das coisas carnais tiverem sido transmutadas em alma, e todas as essências da alma tiverem retornado ao Santo Alento, e o homem chegar a ser um perfeito Deus, o drama da Criação estará concluído. E isto é tudo.

E todos os sábios disseram: Amém.”

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