UMA DIRETRIZ PARA REFLEXÕES

Por Pedro M. C.

Vi uma mensagem no computador uma vez que terminava com a seguinte frase “Mil fibras nos conectam com as outras pessoas e por essas fibras nossas ações vão como causas e voltam para nós como efeitos“. Acho que é uma boa ilustração para esse post.

CARMA / KARMA

A lei da ação e reação – “o que vai, volta” – seria uma lei punitiva ou uma lei conciliadora?

A minha hipótese é de que ela apenas concilia os distúrbios que geramos no universo – mantendo-o em equilíbrio.

Vamos pensar…

Temos o livre-arbítrio para fazermos o que quisermos, assim como todo mundo. Porém, nossa liberdade é acompanhada por uma responsabilidade pessoal, a partir do momento que gera reações dos demais e do meio em que vivemos – que também são livres. Nesse sentido, podemos nos comparar como fazendo parte de um grande “mecanismo”, que se auto-regula.

Quando fazemos escolhas egoístas, pensando que estamos nos beneficiando, podemos nos enganar. Nossa visão pode estar limitada e no imediato.

Reflita sobre o seguinte:
1– O que chamo de “eu”?
2– Qual é a extensão e complexidade das minhas relações?
3– O que é realmente o melhor para mim?

Só saberei o que é melhor para mim, quando discernir ou tomar consciência de quem sou e qual o poder e extensão das minhas relações e atitudes. E, mediante essa reflexão, verei que na verdade posso estar fazendo coisas contra minha própria natureza (mais ampla do que antes pensava).

Não sei se algum de vocês já viu em desenhos animados, quando o personagem lança uma bola muito forte e ela gira ao redor do mundo e geralmente acerta na bunda dele mesmo. É tipo isso, só que em idas e vindas muito mais complexas, envolvendo muito mais variantes.

Nesse sentido entramos no assunto controverso dos conceitos de amparar e obsediar.

GUIAS E OBSESSORES

Primeiramente – refletindo por esse prisma – guias ou obsessores, antes de seres “imateriais”, somos nós mesmos.

E, não raro, constataremos que, além dos nossos amparadores, nossos obsessediadores – seja de quais origens – são verdadeiros treinadores para a evolução. Isso pois eles geram campo para o autoconhecimento, nos mostrando nossas próprias dificuldades. Nos propiciam inclusive uma janela para condicionamentos e “manifestações inconscientes” (autocorrupções).

Se queres demonstrar como queres ser tratado, trata desta forma primeiro aos demais.

Confúcio

Avaliando nossas intenções / ações, com base na velha máxima do Confúcio, nós podemos entender quais desses papéis tendemos a assumir.

A lei kármica nos mostra a evolução na convivência, nos mostra que somos treinadores uns dos outros. Ela nos ensina a dançar conforme a música e, assim, atingir uma harmonia.

Cabe então mais umas perguntas:
1– O que tenho aprendido com as facilidades e os reverses da vida?
2– Quais erros são ainda recorrentes?
3– Estou exaltando a maturidade ou a imaturidade no meio em que eu existo?
4– Quais são as minhas qualidades de amparador e os meus defeitos de obsessor?
5– Somos – cada um e em muitos pontos – responsáveis por todos?
6– A evolução reverbera?
7– O que é verdadeiramente melhor para a gente, não seria o que é melhor para todos também?

E para finalizar: Não seriamos antes de tudo auto-amparadores e auto-obssediadores?

Obs.: É natural e sadio que pensemos sempre em nosso bem, afinal, não se esqueça que antes de oferecer algo a alguém, você precisa tê-lo para si mesmo. E nisso incluem sentimentos, energias, tempo e bens materiais. Todavia, essa lógica é muito diferente do egocêntrismo e do egoísmo.

O caminho não deve ser deixado por um instante. Se pudesse ser deixado, não seria o caminho.

Zi Si

O importante não é chegar em casa no fim do dia e pensar “Hoje não fiz nada de mal” e sim “Hoje eu pude fazer o bem.”

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