CARNE, JEJUM E INTERAÇÕES ENERGÉTICAS

O leitor Titanico comentou no post anterior sobre a recomendação dos centros espíritas de que se evite o consumo de carne (principalmente vermelha) nos dias de trabalho espiritual, tanto para médiuns como pra quem vai receber os passes. E deixou a questão: também não seria bom evitar carne nos dias normais, por causa dos fluidos densos que se impregnam na aura espiritual?

Acredito que seja o ideal, mas de acordo com a consciência, disposição e recursos físicos e psicológicos de cada um. É sabido que hormônios são liberados pelo corpo do animal nos momentos de terror que antecedem a morte nas indústrias da carne. E tais venenos se impregnam na carne, que nós consumimos. Isso do lado físico. No espiritual, também. As terríveis emanações de pavor e morte se imantam na carne e permanecem em quem as come, do mesmo modo que o ambiente espiritual de um presídio desativado nunca será o mesmo de um antigo parque de diversões. MAS, a gente está meio que acostumado a isso, afinal desde a descoberta do fogo o ser humano come carne, e a nossa estrutura energética aguenta o tranco. O que não quer dizer que isso seja bom…

Há algumas gerações que a raça humana se preparando para um novo salto qualitativo. Se quisermos evoluir junto, teremos de rever, progressivamente, nossos conceitos.

Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.

Mateus 9:17

Eu como carne. Bem pouca, é verdade, mas ainda me amarro num hambúrguer, e adoro o cheiro de carne assada (Deus também!). Mas isso não me impede de reconhecer que eu poderia (com um pouco mais de vontade e complementos vitamínicos) me abster por completo. Como sem culpas, mas tendo sempre em vista que devo aos poucos procurar eliminar substâncias tóxicas do meu organismo (muito embora eu ache que nunca deixarei de tomar Fanta Uva, Coca-Cola, Pepsi Twist…).

O jejum sempre foi visto como um potencializador da espiritualidade. Os ascetas, na índia, buscavam esse estado alterado através da mortificação e da abstinência quase completa de comida. Buda veio romper esse paradigma com o Caminho do Meio (nada em excesso). Os judeus e islâmicos usam o jejum em certas ocasiões de comunhão com o Divino. Os monges da idade média também (Hoje em dia não sei se a Igreja utiliza esse recurso). Eu sempre achava que, ao deixar de comer, a pessoa começava a ter experiências místicas com galinhas assadas, filés, mas tudo explicado pela pane auto-induzida do corpo. Mas não é que eu tive uma experiência dessas totalmente por acaso?

Foi em agosto desse ano, eu estava indo pela primeira vez à Livraria Cultura; já era 1:30 da tarde sem eu ter almoçado e mal tomado café da manhã. A fome física estava sob controle: minha fome de leitura é que precisava ser saciada. Folheei vários livros, e estava entretido com um sobre iconografia do rock, uma coleção de vários cartazes (flyers) de shows de bandas e cantores, de várias épocas. Papel brilhante A3, impressão impecável, enfim, um prato cheio pra um estudante de Design. Esse merecia ser passado página a página, detendo-me nos detalhes, uso de cores, etc. Lá pela metade do livro eu me encontrava cansado. Uma tontura me invadiu os sentidos, e pensei que fosse desmaiar. “Que $#@&* é essa??!“, pensei, porque não era o meu estado normal de estar com fome. Aí então eu atentei para o que (até então) pra mim era só um design de época: o capítulo era dedicado aos desenhos dos cartazes de shows dos anos 80, cheio daquelas coisas demoníacas e grotescas, influência do famoso Eddie, do Iron Maiden. Então procurei raciocinar pra sair daquela situação. Primeiro: mudar a frequência vibratória, através do controle de pensamentos. Só que eu não estava pensando em nada além da estética, o que eliminava a segunda hipótese: autosugestão. Então sobrou a terceira hipótese: eu não estava sozinho lendo o livro, e, por causa do jejum involuntário, estava muito mais propício a captar as energias ao meu redor.

A resolução foi simples. Fechei o livro, e falei marotamente pra quem estivesse ao meu redor: “Vamos agora estudar a civilização egípcia!“. Folheei as primeiras páginas, ainda contrariado por ter deixado de lado o livro de rock, mas acabei achando coisas interessantes no livro (também de luxo) sobre artefatos egípcios. Em dois minutos já estava bem de novo, e ainda passei mais uma hora lendo na livraria, sem fome nem tontura. Acredite, se quiser. 😛

Acabei então comprovando, na prática, que o jejum de fato é eficiente para nos colocar em contato com outros padrões de energia, boas ou ruins. Só não sei como funciona o mecanismo.

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