BLADE RUNNER: UMA ANÁLISE GNÓSTICA

Feliz Ano Novo a todos do Saindo da Matrix.

Ao fim de um tenebroso ano em que fiquei letárgico em quase todas as áreas das artes e do conhecimento, eis que, durante as férias do fim do ano me ocorreu a vontade de revisitar uma velha palestra que fiz para o III Simpósio de Hermetismo, que ocorreu em 2012, em São Paulo.

Nela eu relaciono a trajetória dos personagens do filme ao processo alquímico e a Gnose, com base em Carl Jung.

Jung tem uma explicação para o desenvolvimento da consciência que tem a ver com a história do filme: Primeiro emergimos do Inconsciente; depois surge a idéia de consciência, e depois o ego, que vai cada vez mais se diferenciando do Self (o Centro do TODO, o verdadeiro fluxo da Vida). Podemos ver esse caminho nos replicantes, que num curto espaço de tempo passaram pelas transformações as quais todos nós passamos numa vida inteira: no início são como crianças, se acham vinculadas com a mãe, pai, objetos, recordações, depois percebem que são uma entidade “separada” do mundo, que têm personalidade própria, depois na idade adulta se acham no ponto mais separado do Self (verdadeiros senhores do próprio destino!), para então chegar na “velhice” (no caso, apenas UM replicante) e iniciar o retorno, mas desta vez num encontro CONSCIENTE com o inconsciente.

Embora cronologicamente não seja a palestra mais adequada pra iniciar um novo VLOG, o tema Blade Runner apelou ao Designer dentro de mim. Eis que graças a isso eu pude exercitar as velhas e enferrujadas engrenagens da minha mente em diversos departamentos simultaneamente na confecção deste vídeo, a saber:

  • Estudos esotéricos
  • Escrita
  • Oratória
  • Design (conceitual e execução)
  • Edição de som e vídeo
  • Tradução em duas línguas (inglês e francês)

Tudo isso pra produzir 32 minutos de video em menos de 20 dias. A única baixa foi um calombo provocado pela LER no pulso direito.

Talvez se torne o futuro natural do blog, a coisa que me no momento ainda me dá prazer, por conta do desafio e do sentimento de estar desbravando um novo território pra mim, mas é assez trabalhoso pra manter uma certa continuidade. O fato é que dá pra fazer isso com Inception, Matrix, 2001 Uma Odisséia no espaço (cujo texto já foi até copiado por um outro vlogger no Youtube) e outros.

Os três vídeos estão em sequência, basta clicar aí embaixo:

E pra quem está ansioso para a continuação (Blade Runner 2049):

“Conta-se do unicórnio coisas semelhantes às do dragão, que em sua qualidade de animal subterrâneo habita cavernas e gargantas; que eles (os unicórnios) se escondem e habitam os desertos e as altas montanhas e as grutas mais profundas e estranhas e as tocas dos animais selvagens, entre sapos e outros vermes nojentos e imundos”.

Ein schöner newer Historischer Diseurs von der Natur, Tugenden, Eingenschafften und Gebrauch dess Einhorns, pag 23

O livro “Psicologia e Alquimia“, de Carl Jung, tem um capitulo todo dedicado a falar da lenda do unicórnio.

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