OS UFOS E OS GOVERNOS

Países que já admitiram oficialmente a existência de OVNIs*:

Extinta URSS, em 1969: O então ministro das Ciências foi à TV e admitiu que a União Soviética considerava o assunto UFO como muito sério e afirmou ser uma nova obrigação dos cidadãos soviéticos relatar às autoridades todas e quaisquer observações destas naves. Após o programa, mais de 100 mil cartas foram recebidas com tais relatos, enviadas por pessoas de todos os cantos da URSS. Nunca mais o governo soviético tocou no assunto.

França, em 1976: O então Presidente Alain Giscard d’Estaing apresentou-se num programa especial de TV e confirmou que os UFOs existiam, que eram extraterrestres e que estariam se aproximando da Terra. Nesta oportunidade, perante a estupefacta opinião pública, mostrou dezenas de fotos e filmes de UFOs sobre o país e fundou uma entidade oficial de pesquisas ufológicas, o Groupment d’Études des Phénomènes Aeriens (Gepan). Funcionando dentro da estrutura do Centro Nacional de Pesquisas Espaciais (CNES), o organismo sobrevive até hoje com pouquíssimos recursos. Em 1999 o Comitê de Estudos Avançados (Cometa) divulgou um dossiê com a colaboração de antigos auditores militares do Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional (IHEDN) e vários cientistas, alguns do próprio CNES.

Argentina, em 1978. Num arroubo de popularismo, o então presidente Raúl Alberto Lastiri admitiu que os UFOs existiam, mas não entrou em detalhes. Hoje sabe-se que a Força Aérea Argentina tem um programa oficial e semi sigiloso de pesquisas ufológicas.

Uruguai, em 1982. Um ex-presidente admitiu que os UFOs existem e confirmou a existência de uma entidade de pesquisas do assunto dentro da Forca Aérea Uruguaia, fundada em 1979.

Brasil, em 1986. Durante uma intensa onda ufológica que durou vários dias de maio daquele ano e que culminou com o que ficou conhecida como a noite oficial dos UFOs no Brasil, os radares do Cindacta e os dos aeroportos do Rio, São Paulo e Belo Horizonte detectaram 21 objetos não-identificados com cerca de 100m de diâmetro cada, tumultuando e interrompendo as principais aerovias do país. Três caças Mirage e dois caças F-5E decolaram para interceptá-los, mas os objetos realizaram manobras impossíveis para a nossa tecnologia e desapareceram. O Coronel Ozires Silva (ex-presidente da EMBRAER e da Petrobrás) foi testemunha ocular e confirma que não era nada que possa ser identificável. O Ministro da Aeronáutica vai à TV e confirma tudo. Promete um relatório pra 30 dias, que nunca foi exibido.

Bélgica, em 1994. Em meio a uma fantástica onda ufológica que assolou o país naquele ano e seguintes, especialmente envolvendo observações de misteriosos triângulos voadores, o ex-ministro de Defesa da Bélgica, DeBrouer, admitiu que o assunto é serio e que a Forca Aérea iria pesquisa-lo oficialmente. Há rumores de que haja um centro de pesquisas estabelecido, mas nada está confirmado.

Chile, em 1996. O General Ramón Vega, amigo do ex-ditador Pinochet e de 9 em cada 10 militares do país, conseguiu levar o debate ufológico para os meios oficiais. Vega estimulou e conseguiu que fosse fundado um comitê misto dentro da Força Aérea Chilena, o CEFAA (Comité de Estudios de Fenómenos Anómalos).

Espanha, em 1998. Embora não reconheça oficialmente a existência do fenômeno, no ano passado promoveu a “desclassificação” de seus arquivos ufológicos, com muitos casos inconclusivos por falta de explicação convencional.

E agora, quem sabe, o Canadá:

Ex-Ministro da Defesa Canadense pede ao Parlamento audiências sobre civilizações extraterrestres

OTTAWA, CANADÁ (PRWEB) 24 de novembro de 2005

Paul Hellyer, ex-Ministro da Defesa Canadense (1963-67) e Vice-Primeiro Ministro na gestão de Pierre Trudeau, juntou forças a três organizações não-governamentais para pedir ao Parlamento do Canadá a execução de debates sobre Exopolítica: relações com ETs.

Por “ETs”, o Sr. Hellyer quer dizer civilizações extraterrestres éticas e avançadas que podem estar visitando a Terra.

Em 25 de setembro de 2005, em um assustador discurso na Universidade de Toronto que chamou a atenção dos principais jornais e revistas, Paul Hellyer falou publicamente: “UFOs são tão reais quanto os aviões que passam por sobre as suas cabeças“. E continuou: “Estou tão preocupado com o que seriam as consequências de uma guerra intergalática, que eu acho que devo me pronunciar a respeito. O segredo envolvendo tudo relacionado ao incidente Roswell foi sem precedentes. A classificação foi, desde o começo, acima do ultra-secreto. Portanto, a maior parte dos oficiais e políticos dos EUA – sem falar de um mero Ministro de Defesa aliado – nunca estiveram metidos nessa história”.

E fez um alerta: “Os militares dos Estados Unidos estão preparando armas que podem ser usadas contra os alienígenas, e eles podem nos meter numa guerra intergalática sem que tenhamos sequer um aviso prévio. A administração Bush finalmente concordou em deixar que os militares construam uma base avançada na Lua, que irá colocá-los numa posição privilegiada para rastrear as idas e vindas dos visitantes do espaço, e atirar neles, se assim decidirem”.

A fala de Hellyer terminou com aplausos de pé. Ele disse: “A hora chegou para levantar o véu de segredos e deixar a verdade emergir, para que possamos ter debates reais e informativos sobre um dos mais importantes problemas do nosso planeta hoje“.

wonka

Três organizações não-governamentais pegaram as palavras de Hellyer ao pé da letra, e fizeram o requerimento ao Parlamento de Ottawa (capital do Canadá), solicitando audiências públicas sobre uma possível presença extraterrestre. O Senado canadense já tem larga experiência em debates bem-sucedidos sobre assuntos controversos, como casamento gay e o uso médico da maconha.

Em outubro de 2005, o Instituto para Cooperação no Espaço (ICIS) pediu ao Senador Canadense Colin Kenny que agendasse audiências com pessoas como Paul Hellyer, militares do serviço de inteligência, pessoas ligadas ao NORAD e cientistas que pudessem apresentar testemunho e evidências. Tal Instituto propôs em 1977 um estudo sobre comunicações extraterrestres ao então presidente Jimmy Carter, que em 1969 afirmou publicamente ter tido um Contato Imediato de 1º grau com um UFO.

A Iniciativa Exopolítica Canadense, proposta por estas organizações, pretende iniciar uma “Década de Contato”, que seria “um processo formal de educação pública, pesquisa científica, planejamento estratégico, atividades comunitárias e curriculares tendo em vista a comunicação cultural, social, legal e governamental terrestre com culturas avançadas e éticas de fora do planeta que estejam visitando a Terra.”

O Canadá tem uma longa história em opôr-se à instalação de armas no espaço. Em 2004 o Primeiro Ministro Paul Martin declarou à Assembléia da ONU: “O espaço é nossa fronteira final. Sempre capturou nossa imaginação. Que tragédia seria se o espaço se tornasse um depósito de armas e o cenário de mais uma corrida armamentista”. Em maio de 2003, o Ministro das relações exteriores, Lloyd Axworthy, discursou: “A oferta de Washington ao Canadá não é um convite para unir-mos à América sob um escudo protetor, mas sim representa uma doutrina de segurança global que viola os valores Canadenses em muitos níveis. Deveria haver um firme compromisso para se evitar a colocação de armas no espaço”.

No começo de novembro deste ano, o Senado Canadense escreveu ao ICIS, explicando que não poderia haver audiências sobre ETs em 2005 devido a agenda já estar cheia. Mas as organizações não desistirão, e continuarão tentando em 2006.

* Lista originalmente feita por Por A. J. Gevaerd, da Revista UFO

0 0 votes
Avaliação
Subscribe
Notify of
guest
38 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Inline Feedbacks
Veja todos os comentários

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.