ENCONTRADOS OS RESTOS MORTAIS DE JESUS?

Cientistas alegam ter descoberto os restos mortais de Jesus nos destroços do Titanic, juntamente com os de Jack Dawson

Jerusalém – Um documentário produzido por James Cameron (o mesmo diretor do filme Titanic), lança uma nova polêmica sobre vestígios arqueológicos da vida de Jesus. Intitulado The Lost Tomb of Jesus (O Túmulo Perdido de Jesus), ele registra a descoberta, em Jerusalém, de uma sepultura com dez ataúdes em que estariam, entre outros, os restos mortais de Jesus, Maria e Maria Madalena. O filme, que custou US$ 2 milhões (quase R$ 4,5 milhões), será exibido mundialmente pelo canal de TV Discovery. No Brasil, o a previsão é que a estréia aconteça no dia 18 de março, às 20h.

O lançamento oficial do documentário ocorreu ontem, em Nova York, por meio de uma conferência de imprensa, onde foram exibidos partes dos ossuários onde supostamente foram colocados os restos mortais de Jesus e Madalena. De acordo com o jornal israelense The Jerusalem Post, na tumba também teria sido sepultado um suposto filho de Jesus e Madalena, de nome Judá.

A sepultura foi localizada na região de Talpiyot, perto de Jerusalém, em 1980. Nela, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios. Seis das dez urnas funerárias contêm inscrições como que foram traduzidas como “Jesus, filho de José”; “Judá, filho de Jesus”; “Mariamne” (apontado como o verdadeiro nome de Maria Madalena)”; “Maria”; “José”; e “Mateus”. Especialistas chegaram à conclusão, em 2003, de que o túmulo parece datar do primeiro século d.C, mas a autenticidade das inscrições, todas em hebraico e aramaico, é duvidosa.

O filme foi dirigido pelo cineasta canadense de origem israelense Simcha Jacobovici. Para defender sua tese, ele afirmou que foram recolhidas evidências científicas, incluindo análise de DNA realizada por um dos mais importantes laboratórios de genética molecular do mundo, além da avaliação de especialistas em artefatos do período bíblico.

Os realizadores do documentário retiraram amostras dos ossuários de “Jesus” e “Madalena” para análise de DNA no laboratório da Universidade de Lakehead, em Ontário, no Canadá. O exame determinou que os dois indivíduos não tinham relações sanguíneas, o que significa que não eram parentes sepultados na mesma tumba, como era comum na época. Desta forma, o diretor do filme, Simcha Jacobovici, sugere que “Jesus” e “Madalena” eram um casal que tinha um filho.

Os realizadores consultaram um professor de estatística e matemática da Universidade de Toronto, também no Canadá, para calcular se a relação dos nomes de personagens bíblicos encontrados na tumba em Talpiot poderia ser mera coincidência. Andrey Feuerverger concluiu, de acordo com o Discovery Channel, que as chances eram na proporção de 600 para 1 de a tumba ter sido realmente da família de Jesus.

Ciente da repercussão do documentário, James Cameron afirmou que não havia nada maior do que este caso. “Fizemos nossa tarefa, agora é hora do debate começar”. No ano passado, o filme O Código da Vinci, baseado no best-seller escrito pelo norte-americano Dan Brown, já havia provocado protestos de católicos de todo o mundo por sugerir que Jesus Cristo tivesse uma relação amor com Maria Madalena e o casal, inclusive teria gerado um filho. O cientista que supervisionou as escavações em 1980, Amos Kloner, disse ao The Jerusalem Post que o nomes eram coincidência, e qualificou o filme como “um disparate”. “Jesus e a família eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. O túmulo de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século”, garantiu.

Pela posição dos esqueletos, cientistas têm um palpite de que possa realmente se tratar de Jesus e sua mãe Maria


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