PSICÓLOGO

Alguém aqui indicaria um bom psicólogo em Recife (preferencialmente Boa Viagem) que seja Junguiano?
Encontraram pra mim! Logo DUAS!

Sabe, a maioria das pessoas acha que só precisa ir ao psicólogo quando está doida ou perturbada. Essa mentalidade pode até mesmo ajudar o psicólogo, já que, ao acabar indo a ele, ao menos UMA barreira inconsciente já foi derrubada (que é o orgulho próprio de que você é “normal”, “sadio”, etc), mesmo que o paciente diga “eu realmente não preciso estar aqui, mas minha mãe / esposa / chefe achou que seria bom, e estou aqui só pra agradá-los, sabe?” no fundo (ou bem lá no inconsciente) ele sabe que não.

Não somos “normais”. A mente humana é algo tão rico que, mesmo fazendo uma média de comportamento e achando pontos em comum entre as pessoas, cada indivíduo é único, inigualável. Dizemos que o ser humano é o único animal que chora. É lenda. Que é o único que faz coisas no presente baseado em previsões. É lenda. O único que ri. Lenda. Então talvez seja o único com auto-consciência? Hum… lenda. Já está provado que até elefantes se reconhecem no espelho, e ainda se preocupam com a própria imagem.

Talvez a grande beleza do ser humano possa estar em ser o veículo para os mais diversos níveis de consciência, se manifestando simultaneamente. Hitler e Gandhi = Humanos. Bam-bam e Einstein = Humanos. Carl Sagan e Dalai Lama = Humanos. Didi e Carlitos = Humanos.

O que é “normal”?

Sabe, minha resistência a psicólogos vinha do velho ditado: “Casa de ferreiro, espeto de pau”. Isso é uma daquelas poucas verdades absolutas, que já foi usada até por Jesus, e que me fazia pensar: Eu vou trabalhar minha sanidade mental com um cara que nem sequer cuidou da dele ou dos filhos dele?!!

Achava eu que poderia eu mesmo me trabalhar com as ferramentas da psicologia. Lendo uma coisa aqui, outra ali, descobrindo as armadilhas da mente e do ego, e tal. De certa forma, funciona bem melhor que depositar suas esperanças num outro cara, achando que ELE vai lhe “curar”. Afinal, você se conhece bem melhor do que ele, e, se for bem sincero consigo mesmo, vai puxar os coelhos da cartola com bem mais facilidade. Mas, dialogando com minha namorada – que por um acaso faz psicologia – tive de admitir que existe um limite: o inconsciente. E é um limite considerável, já que somos mais inconsciente do que consciente. E nesse ponto é preciso um cara que seja especialista em identificar padrões do inconsciente no meio de coisas aparentemente banais. E esse cara é o psicólogo. Você não vai pedir a um Mestre Zen pra construir uma ponte, certo? Não interessa se o cara é iluminado, ele simplesmente não está à altura (nesta tarefa) do engenheiro que bebe e bate na mulher mas tem décadas de experiência.

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