PROPULSÃO DE FOGUETES POR PLASMA

Um novo tipo de propulsão de foguete que poderia levar a humanidade a Marte e além em menos tempo foi proposto por uma Física iraniano-americana

Eu sempre gostei de observar os avanços da ciência no espaço porque uma das minhas teorias é a de que os OVNIs pertencem a seres humanos de outra realidade, ou mesmo do futuro. Explico: Existe a teoria, que não é uma conspiração, mas uma teoria científica, de que existem múltiplos universos, e não está descartado haver um onde versões de nós mesmos podem ter tomado uma decisão X ao invés de Y e mudado todo o curso da história (mais ou menos como vemos na série da Apple TV For All Mankind, onde a corrida espacial nunca terminou e com isso já nos anos 70 e 80 teríamos bases na Lua, etc). Isso poderia significar que seres humanos que não involuíram como nós (acreditando em Terra Plana, Nebulização de Cloroquina e Água Consagrada) poderiam ter dominado o espaço-tempo a ponto de chegar a construir drones ou naves que atravessam pra outros Universos paralelos ou que viajam no tempo dentro do mesmo Universo.

E o que o pouco que sabemos dos OVNIs podem indicar de tecnologia? Primeiro, o domínio da gravidade. OVNIs se movimentam como se não houvesse a menor resistência do ar ou da gravidade. Segundo, a presença de um campo magnético. Apagões elétricos são mais que comuns em avistamentos de OVNIs, e pessoas que tiveram contatos mais próximos relatam uma espécie de “campo de força” ao redor da nave. Hoje sabemos que campos magnéticos pode anular a gravidade até mesmo de Buracos Negros. Terceiro, uma luz em torno dos OVNIs. Ora, eu sempre achei que, se quem está por detrás dos OVNIs não quer ter contato conosco, andar com luz ligada não é uma boa maneira de ser discreto, certo? Então sempre imaginei que a luz é um produto INDESEJÁVEL da propulsão, talvez um gás ionizado. Eu vi com meus próprios olhos um ovo metálico voando com uma luminosidade esverdeada ao redor que, pela cor, pode ser o ar ionizado. E é esse ar ionizado o que vai ditar o assunto do post de hoje: Plasma, o quarto estado da matéria, que é gás ionizado. Talvez, e apenas talvez, estejamos entrando na tecnologia que nos permitirá no futuro construir os tais OVNIs com todos os seus atributos:

Foguete de Plasma

Dra. Fatima Ebrahimi – Física do Laboratório de Física do Plasma de Princeton e do Departamento de Energia dos EUA – desenvolveu o conceito de um motor que dispara partículas de Plasma usando campos magnéticos, fazendo que com isso o foguete se deslocasse para frente em grandes velocidades. O novo conceito aceleraria as partículas por meio da reconexão magnética, um processo encontrado em todo o universo, incluindo a superfície do Sol, em que as linhas do campo magnético convergem, se separam repentinamente e se unem novamente, produzindo muita energia. Os atuais propulsores de plasma comprovados no espaço usam campos elétricos para impulsionar as partículas.

“Venho desenvolvendo esse conceito há um tempo”, disse Fatima Ebrahimi. “Tive a ideia em 2017, enquanto pensava sobre as semelhanças entre o escapamento de um carro e as partículas de escapamento de alta velocidade criadas pelo National Spherical Torus Experiment (NSTX) do Laboratório de Princeton. Durante sua operação, este tokamak produz bolhas magnéticas chamadas plasmóides, que se movem a cerca de 20 quilômetros por segundo, o que me parecia bastante empuxo.”

Seu conceito é baseado no magnetismo presente nas explosões solares. Em termos simples, o plasma carregado é emitido contendo fortes campos magnéticos. O plasma converge, depois se separa e depois se funde novamente. Esta transferência para frente e para trás cria energia térmica e cinética e pode (em tese) dar a qualquer objeto usando este sistema de propulsão um impulso enorme.

A fusão, o poder que move o Sol e as estrelas, combina elementos leves na forma de plasma – o estado quente e carregado da matéria composto de elétrons livres e núcleos atômicos que representam 99% do universo visível – para gerar grandes quantidades de energia. Os cientistas estão tentando replicar a fusão na Terra para um suprimento virtualmente inesgotável de energia para gerar eletricidade.

Os atuais propulsores de plasma que usam campos elétricos para impulsionar as partículas podem produzir apenas um baixo impulso específico ou velocidade. Mas simulações de computador mostraram que o novo conceito pode gerar gases de escape com velocidades de centenas de quilômetros por segundo, 10 vezes mais rápido do que os de outros propulsores.

Essa velocidade mais rápida no início da jornada de uma espaçonave pode trazer os planetas exteriores ao alcance dos astronautas, disse Ebrahimi. “As viagens de longa distância levam meses ou anos porque o impulso específico dos motores de foguetes químicos é muito baixo, então a nave demora um pouco para ganhar velocidade”, disse ela. “Mas se fizermos propulsores com base na reconexão magnética, poderemos concluir missões de longa distância em um período de tempo mais curto.”

Existem três diferenças principais entre o conceito de propulsor de Ebrahimi e outros dispositivos. A primeira é que mudar a força dos campos magnéticos pode aumentar ou diminuir a quantidade de empuxo. “Usando mais eletroímãs e mais campos magnéticos, você pode girar um botão para ajustar a velocidade”, disse Ebrahimi.

Em segundo lugar, o novo propulsor produz movimento ejetando partículas de plasma e bolhas magnéticas conhecidas como plasmóides. Os plasmóides adicionam potência à propulsão e nenhum outro conceito de propulsor os incorpora.

Terceiro, ao contrário dos conceitos atuais de propulsor que dependem de campos elétricos, os campos magnéticos no conceito de Ebrahimi permitem que o plasma dentro do propulsor consista em átomos pesados ou leves. Essa flexibilidade permite que os cientistas ajustem a quantidade de impulso para uma missão específica. “Enquanto outros propulsores requerem gás pesado, feito de átomos como o xenônio, neste conceito você pode usar qualquer tipo de gás que quiser”, disse Ebrahimi. Os cientistas podem preferir gases leves em alguns casos, porque os átomos menores podem se mover mais rapidamente.

Este conceito amplia o portfólio de pesquisas de propulsão espacial do Laboratório de Princeton. Outros projetos incluem o Hall Thruster Experiment, que foi iniciado em 1999 pelos físicos do Yevgeny Raitses e Nathaniel Fisch para investigar o uso de partículas de plasma para mover pequenos satélites – chamados CubeSats – enquanto orbitam a Terra.

Ebrahimi enfatizou que seu conceito de propulsor deriva diretamente de sua pesquisa em energia de fusão: “Este trabalho foi inspirado em trabalhos de fusão anteriores e esta é a primeira vez que plasmóides e reconexão foram propostas para propulsão espacial”, disse Ebrahimi. “O próximo passo é construir um protótipo!”

Mas os cientistas do Laboratório de Princeton não estão sozinhos nesta corrida para desenvolver um motor de Plasma. O ex-Astronauta e cientista Costa-Riquenho Franklin Chang-Díaz vem há décadas desenvolvendo seu próprio conceito que, segundo ele, poderia encurtar uma viagem de ida a Marte (que dura 6 a 9 meses atualmente) para 39 a 45 dias.

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