PLANOS VIBRATÓRIOS

Perguntaram na lista Voadores se é possível pra pessoa desencarnada (ou projetada) tocar em objetos ou pessoas. Um dos assinantes fez um post muito bom apresentando de forma bem simples (sem ser simplória) os planos de manifestação da matéria mais conhecidos dos estudiosos do espírito, e por isto mesmo vou usá-lo como base pra tecer vários comentários:

Plano Físico: É o plano vibratório onde nós, encarnados, vivemos enquanto estamos acordados e lúcidos, utilizando nossos corpos físicos. É um plano constituído de matéria mais densa.

Plano Astral: É o plano vibratório onde vivem os desencarnados (gente que “morreu”), utilizando os corpos astrais deles. Mas também é o plano onde nós, encarnados, vivemos várias horas por dia, em viagens astrais mais ou menos conscientes, com nossos corpos astrais, enquanto nossos corpos físicos dormem no Plano Físico.

Um desencarnado, ao atuar aqui no Plano Físico, não consegue levantar nem um fio de cabelo, mas pode atravessar uma parede ou uma muralha de concreto. Além disto ele pode nos ver com a visão normal dele, mas nós não o vemos com a nossa visão física.

Como e por que isto ocorre? É enorme (extraordinária) a diferença vibratória entre os Planos Físico e Astral. Assim sendo, quem está num destes planos não consegue atuar diretamente no outro porque o que existe de sólido num plano não constitui barreira para o outro. Tomemos como exemplo uma parede no Plano Físico. Ela não representa bloqueio para quem está no Plano Astral. MAS se for feita uma contraparte da parede no Plano Astral, no mesmo local, o lugar vai estar realmente protegido de invasão. Tal parede Astral pode ser feita com a força do pensamento de encarnados ou desencarnados, e mantido assim enquanto existir energia. Uma dica boa é você mesmo criar paredes mentais, selando o ambiente do seu quarto, pra evitar a entrada de espíritos indesejados. Tem gente que usa o Reiki pra isso, outros usam o Escudo de Salomão. Encontre seu método, o que for mais fácil pra você visualizar sua proteção.

Aviso de antemão que o Plano Astral não é necessariamente o plano onde todos os desencarnados estão. Existem n planos, divididos em frequências, como as estações de rádio. Às vezes (como nas rádios) o final de uma faixa se interpõe no começo da outra, ou então temos uma boa distância entre elas. Conhecemos pelos menos uma faixa que interpenetra o Plano Físico, que nos estudos de projeciologia chamamos de Plano Etérico (no espiritismo se referem a ele como “crosta da Terra”). Se formos continuar o paralelo com as frequências de rádio, essa seria a “faixa do cidadão”, por onde trafegam os mais diversos espíritos. O que temos nessa faixa é uma contraparte astral do físico e a população local é, a grosso modo, constituída por um bando de desencarnados que se recusam a ir para outras faixas, onde iriam estudar e se preparar para reencarnar. Se recusam assim a abandonar o mundo físico – embora não pertençam mais a ele – e ficam vagando, obsediando, vampirizando… Claro que temos também os espíritos das outras faixas, que podem vir em visita aos familiares, amigos, mas não podem ficar muito tempo por conta da influência perniciosa não só do pensamento de baixa vibração dos desencarnados, como os dos encarnados. Temos também os abnegados espíritos socorristas, que ajudam as pessoas nos desencarnes (orientam, acalmam, desfazem as ligações energéticas com os chakras, etc.). Ou seja, o Plano Etérico não é um lugar de morada. Lembram daquele cara de preto do filme Ghost, do outro lado da vida? Ele era um suicida, mas se recusava a admitir isso, e por consequência se recusava a abandonar a Terra. Ele se mantinha energizado vampirizando (não sei se intencionalmente) o pessoal do metrô.

Mas, afinal, pra que um cara que morreu precisa de energia? Primeiro, ninguém muda de uma hora pra outra. É comum que a pessoa que passou a vida bebendo água e comendo tenha vontade de comer do lado de lá também (no caso do cara, o vício era fumar, e ele aprendeu a fumar “por tabela”). Segundo, quando a pessoa acaba de morrer (especialmente se morrer relativamente jovem, com o corpo cheio de energia) a energia KI (Anímica, na terminologia espírita) que é a energia que alimenta a matéria física e a astral, permanece alimentando o Corpo Etérico da pessoa que desencarnou por pelo menos 3 dias (por isso existe o costume do velório, que até algumas décadas atrás durava mais que um dia). Se a pessoa não tiver ajuda de espíritos socorristas, poderá permanecer com a ligação energética ao cadáver intacta (chamam essa ligação de “cordão de prata”, que vai se dissipando ao longo dos 3 dias) e acaba sentindo o corpo apodrecer e ser comido pelos vermes. Terrível… mas não fiquem paranóicos porque quase sempre tem quem interceda e faça a retirada completa da sua energia do corpo no mesmo dia (Por isso é bom ter amigos… aliás, é nessa hora que o corpo físico começa a feder bastante). Mas essa facilidade não é permitida pra quem se suicida (porque o sofrimento serve como lição reparadora para que não se repita essa idiotice de novo) e infelizmente pode acontecer com os “cabeça-dura” que se recusam a largar o corpo e que por isso recusam a ajuda.

Enquanto a pessoa estiver cheia de energia densa, como o mocinho de Ghost (A meu ver, o mais perfeito filme sobre o “lado de lá”) não pode passar para as faixas de frequências superiores. Então fica “chumbado” ao Plano Etérico. A grande maioria adormece ou é induzida a adormecer, e fica numa espécie de “albergue” enquanto a “bateria” gasta (leva 13 dias, segundo Osho, pra gastar completamente, mas acho que com menos que isso já se “sobe”). Viram aquela novela A viagem? O protagonista (Antônio Fagundes) já acorda numa cama, do “lado de lá”. Ele foi transportado enquanto dormia. Nem sequer viu a passagem dele pelo Plano Etérico (que muitos confundem com o umbral) pois estava dormindo.

Voltando a Ghost, o nosso personagem saiu do corpo tão de repente que nem percebeu que estava morto. Isso acontece, e ele recusou a ida ao “albergue” logo no começo. Ok, ninguém vai insistir… daí ele ficou na Terra até acontecer a “segunda morte”, que é quando o Corpo Etérico se dissolve e ele pôde ir “mais pra cima”, com o Corpo Astral. Mas tem gente que não quer ir. Então eles procuram um jeito de se manterem carregados de energia anímica (física). Se o espírito tiver ALGUMA ética, vai procurar tirar a essência da comida das pessoas (se for alguém com UM POUCO MAIS de ética, vai pegar fruta de alguma árvore, ou a energia de alguma planta) e se NÃO tiver ética alguma, vai pegar a energia diretamente das pessoas (E daí pode ter vindo a lenda do vampiro. Sabiam que a jugular está localizada exatamente em cima da passagem dos canais IDA e PINGALA, ambos fortíssimos condutores de energia vital? Por isso não me admiraria se alguns desses “vampiros astrais” pulassem na jugular, embora muitos prefiram tirar a energia dos rins e da região sexual, que são mais densas). Geralmente quem fica vampirizando é porque tem algum vício. E depois de mortos eles querem continuar com o vício. Aprendem então que podem extrair a energia de alguém que esteja fazendo aquilo que ele fazia (o vampiro se liga nos chakras da vítima e fica com “acesso” a todas as sensações que a outra pessoa tiver, sem que ela perceba, do mesmo jeito que aqui se faz um grampo telefônico). Daí que o vício que as pessoas encarnadas têm por cigarro, sexo, bebida e qualquer outra coisa em excesso PODE (é uma possibilidade) estar sendo alimentado por algum vampiro que, obviamente, não quer perder o seu veículo de distribuição, e faz o possível pra induzir a vítima a continuar com aquilo. É por isso que, quando se entra numa religião pra parar de beber, ela consegue, pois o vampiro quase sempre é afastado pelos trabalhadores do “lado de lá”.

Um outro exemplo da atuação no plano etérico é o fenômeno da materialização. Se o espírito quiser / souber e puder fazer isso, vai se valer de um elemento intermediário etérico, que chamamos de Ectoplasma, produzido por um ou mais encarnados. Isso pode ser usado tanto por espíritos bem intencionados quanto mal intencionados. Mas é um fenômeno muito raro. Geralmente os desencarnados usam o influxo de energia anímica (KI) pra poder mover / derrubar coisas, exatamente como o carinha de preto do filme Ghost ensinou (fantástico esse filme!).

Referência:
Os sete corpos físicos, segundo Osho;
Saindo da Matrix: Os corpos do Ser Humano, visão holística;
Uma introdução antroposófica à constituição humana

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