OBSESSÃO

Primeiro vamos fazer um paralelo com o pouco que sabemos sobre o mecanismo da mente na sua atuação com outras mentes: Vamos pegar como exemplo um site de Internet; Digamos que ele seja modesto em sua proposta, quase desconhecido, mas possui bom conteúdo, que interessa a muitas pessoas, mas que não é um assunto realmente popular. Então alguém encontra esse site no Google, e avisa para os amigos, que avisam para outros, e aos poucos o site vai ficando popular dentro daquele meio, crescendo, então sua área de atuação vai se expandindo e atraindo cada vez mais e mais pessoas com a mesma mentalidade e o mesmo objetivo que, com suas contribuições, vão enriquecendo cada vez mais o site e, com isso, o conhecimento das pessoas que o frequentam.

Assim se dá com a mente: Se você alimentar seus pensamentos, sejam quais forem, eles vão sendo irradiados, até encontrarem outras mentes na mesma sintonia, que por afinidade vão agrupando estes pensamentos, formando uma egrégora, e os espíritos desencarnados (ou mesmo pessoas sensitivas) que acessarem esta egrégora (que seria como o banco de dados do Google) terão como saber de onde partiu o pensamento (ou seja, o link para o site) e vão chegar até você, e irão incentivá-lo a continuar alimentando-os (assim como incentivamos os donos dos sites que gostamos), e aí teremos uma dependência parasitária (ou assédio) em que o assediado não se importa (ou nem se toca) que esteja sendo induzido, afinal, aquilo lhe dá ânimo e prazer. Essa é a porta mais fácil para que os espíritos que tenham vícios psicológicos, que não morrem com o corpo (drogas, sexo, etc) possam desfrutar do prazer terreno através do SEU prazer. Essa é uma obsessão mais generalizada, onde o espírito nem lhe conhecia, mas você praticamente o chamou, então… Uma mudança de pensamento (foco), a médio prazo, é o suficiente pra afastar essas entidades.

O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constroem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue ao animal que o arrasta.

Buda

Outra é a obsessão kármica: Bem particular, e bem mais difícil de se livrar. É quando um espírito desencarnado (ou encarnado) tem raiva de você e quer prejudicá-lo, enviando diariamente cargas de pensamentos negativos para sua pessoa. Se você tiver alguma afinidade ou sintonia com essa pessoa, em algum nível (ou seja, uma “brecha” na sua “armadura espiritual”) os pensamentos vão “entrar” por ali. Se você for uma pessoa com um alto nível de energia, pra cima, então aquele “pacote” de energia endereçado a você não vai poder ser entregue; mas, dependendo da vontade do emissor (ou seja, do quanto o obsessor alimenta seu pensamento), ele pode ficar ali por perto, esperando uma brecha. Então o obsessor pode dar uma “forcinha” para que sua vibração caia, e nesse caso podem ocorrer situações onde as coisas saem erradas, onde tudo fica mais difícil, as pessoas implicam mais com você (discussões familiares, ou no trabalho, que poderiam ser facilmente evitadas através do diálogo, parecem ganhar contornos dramáticos), para que sua mente fique desequilibrada e você finalmente baixe sua vibração (suas “defesas”). É a ação do obsessor tentando lhe pegar “por tabela”, justamente atacando nos elos mais fracos da sua cadeia (seu círculo social). Temos de ser “simples como as pombas e prudentes como as serpentes“, porque já dizia Buda:

“Se não há nenhuma ferida na mão, aquela mão pode segurar veneno. O veneno não penetrará onde não há nenhuma ferida. Não há nenhum mal para aqueles que não o fazem”

Buda

O que foi corroborado por Jesus:

“Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina”

Marcos 7:15

E por este senhor búlgaro aqui:

“Toda vez em que cometemos um erro nos nossos pensamentos, nos nossos sentimentos e nas nossas ações, nós afugentamos certas entidades espirituais que residiam em nós, pois essas entidades não podem suportar a desarmonia. Os espíritos inferiores as suportam muito bem, mas os espíritos luminosos nos abandonam.
Basta levar uma vida desordenada por alguns dias, para perceber que alguns operários do Céu os deixaram: não conseguirão encontrar a paz, a leveza, a inspiração.
Procurem compreender que o seu futuro depende de uma boa compreensão desta verdade. É com o seu comportamento que vocês afugentam ou atraem os espíritos luminosos.
Por isso, só depende de vocês fazer com que os espíritos mais evoluídos venham se estabelecer nos seus corações e nas suas almas.
A partir daí, vocês se tornarão senhores de si mesmos e tomarão posse do seu verdadeiro rosto de homem: resplandecerão no espaço cósmico até as estrelas comunicando as vibrações mais sutis aos planetas e aos astros.
Aceitem essa verdade e possuirão a chave poderosa da realização.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Quando falamos em espírito obsessor, imaginamos logo uma pessoa de capa preta e cara de mau, pronto para atacar (obsediar) sua vítima. Mas obsessão não é maldade, é sim fixação em algo (o que não é bom, mas não significa necessariamente maldade). Então nosso conceito de obsessor muda radicalmente, de alguém que deve ser temido ou punido para alguém que deve ser compreendido, alguém que precisa de ajuda e esclarecimento.

Imagine um pai de família devotado que morre e deixa sua esposa e filhos em uma situação difícil. Em toda oportunidade que ele tiver ele vai estar por lá, junto dos seus, procurando (de alguma forma) ajudar, ou aplacar a saudade. Mas ele não pode, caramba! A vida real não é como no filme Ghost. Alguém precisa dizer pro cara “Você morreu, meu chapa. Que tal ir bater um papo com São Pedro?“. A melhor ajuda que ele poderia dar seria justamente o afastamento da família. Por que? Porque ele está vampirizando (mesmo sem querer) a família, pois a energia necessária para a sua permanência nessa faixa (plano etérico) é roubada dos familiares que tiverem mais afinidade com ele (filhos, esposa) e, inconscientemente, esses familiares irão alimentar essa saudade, prendendo-o ainda mais a esse plano, estabelecendo assim um círculo vicioso de vampirismo mútuo, através da renovação dos feixes energéticos que ligam as pessoas umas às outras.

NOTA EM DESOBSESSÃO

O ingrato é doente da memória.
O indiferente é enfermo da atenção.
O orgulhoso é doente da idéia.
O fraco é enfermo da vontade.
O caluniador é doente da língua.
O delinquente é enfermo da emoção.
O sovina é doente da sensibilidade.
O malicioso é doente da visão.
O imprudente é enfermo do impulso.
O desequilibrado é doente da razão.

Convençamos-nos de que há enfermidades específicas na alma, como existem doenças determinadas no corpo. Conseqüentemente, é preciso lembrar que assinar recibos de ofensas será o mesmo que tratar um doente adquirindo-lhe, impensadamente, a enfermidade.
Perante quaisquer agravos, desse modo, saibamos vacinar-nos contra o mal, usando a luz da compreensão e o amparo da benção.

Albino Teixeira & Francisco Cândido Xavier; Paz e Renovação

Também não podemos esquecer que nem tudo na vida é “culpa” dos espíritos. Há muita gente que se diz “obsediada” quando na verdade está mais pra obsessor. Ou simplesmente tem mania de perseguição. A sua própria consciência culpada pode ser interpretada como um obsessor, um “invasor”, porque ela vai tentar dar o seu recado de “não é por aí!” de todas as formas, até mesmo lhe machucando ou perturbando. Seu inconsciente sabe que aquele “grilo falante” está certo, mas sua mente inventa essa desculpa de obsessor para continuar no caminho mais cômodo. Meditem muito, sejam francos com vocês mesmos, e saberão distinguir.

Em todos os casos, a presença de um obsessor (inventado ou não) é sinal de que devemos analisar nossas atitudes, caminhos e principalmente pensamentos, que é o começo de tudo.

Referência:
Saindo da Matrix: Obsessão sexual;
Saindo da Matrix: Obsessão no espiritismo

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