NOSSO UNIVERSO É UMA MATRIX?

Cientistas testam (com sucesso) modelo matemático que descreve o Universo como uma holografia. Seria a nossa realidade uma Matrix?

Em 2004 escrevi o post O universo holográfico, onde falo das propriedades das partículas subatômicas de se comunicarem instantaneamente umas com as outras, independente da distância. O físico quântico David Bohm acreditava que essa descoberta implica que a realidade objetiva não existe, que – a despeito da aparente solidez – o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado, e que a aparente “separação” das partículas (e de tudo que é feito delas) é meramente uma ilusão.

Em 1997 o físico teórico Juan Maldacena propôs um audacioso modelo de universo que une a Teoria da gravitação de Einstein com a física quântica, e o pulo do gato foi propor que a teoria das cordas – o alicerce de nosso Universo a nível quântico, que existe em 9 dimensões espaciais e uma de tempo – seja uma mera holografia de um Universo com UMA dimensão, onde não existe gravidade. Essa teoria dá aos cientistas o equivalente científico da Pedra de Roseta, que serviu para decifrar os hieróglifos: ela permite resolver as inconsistências entre o macro e o micro Cosmos e solucionar cálculos que pareciam impossíveis de outra forma.

Mas uma Teoria precisa ser amparada com cálculos e simulações que tenham base no mundo “real”, e é por isso que só agora estamos ouvindo falar dela na Nature: um time de cientistas japoneses conseguiu evidências sólidas de que o Universo Holográfico pode ser real.

“Eles confirmaram numericamente, talvez pela primeira vez, algo que estávamos bem certos de que existia, mas que ainda era uma conjectura – de que a termodinâmica de certos buracos negros podem ser reproduzidas a partir de um Universo de baixa dimensão”.

Leonard Susskind

A beleza disso tudo pra nós que estudamos esoterismo é que temos um universo Dual (macro e micro) que na Verdade é Único (unidimensional), o que ecoa poeticamente o verso do Tao Te King:

O Tao produz o Um. (Universo unidimensional)
Sendo o Um manifesto produz o Dois. (As Leis do macro e do microcosmos)
Existindo o dois aparecem os contrários, que entram na existência ao manifestar o três, (matéria)
de onde nascem todas as coisas…

Assim como ecoa vários ensinamentos sobre a natureza divina, como o próprio Catolicismo, Rosacrucianismo, Cabalá, etc.

Agora vejamos as implicações disso pra nossa “realidade”: Se o Universo é como uma holografia, uma projeção, será justo admitir que ele poderia ser uma simulação? E, sendo uma simulação, será que existe “algo” ou “alguém” por trás disso? É justo pensar que podemos estar dentro de uma Matrix, assim como no filme de 1999? Seth Lloyd, um engenheiro de mecânica quântica do MIT, estimou que o número de cálculos computacionais necessários pra reproduzir átomo por átomo todos os acontecimentos do Universo desde o Big Bang gastaria uma energia maior do que a que o Universo tem atualmente: “O computador teria de ser maior que o universo”, disse. Mas isso poderia ser solucionado com um hack, ou seja, o Universo que conhecemos estaria rodando uma simulação imperfeita, onde o nível de detalhes (átomos, partículas) que gastariam muitos recursos só seria computado quando “olhamos”. Ora, essa é justamente uma das características mais inexplicáveis da física quântica, e se encaixaria perfeitamente aqui. Essa é uma teoria interessante que não deve ser descartada, já que ATUALMENTE estamos testando em supercomputadores modelos da formação do universo. Silas Beane, físico nuclear da Universidade de Washington, trabalha em simulações que recriam como prótons e nêutrons se juntaram pra formar os átomos no nascimento do nosso universo. Ele diz que “Nós poderemos ser capazes de adicionar humanos à nossa simulação em menos de um século”.

Se nós conseguiremos isso em 100 anos, o que seria capaz de fazer civilizações mais avançadas?

É por isso que, munido das informações acima, os convido a assistir esse vídeo abaixo, de Philip K. Dick, com a máxima seriedade. Dick foi um escritor de ficção científica cujos livros deram origem a Blade Runner, Total Recall (O Vingador do Futuro), A Scanner Darkly (O Homem Duplo) e Minority Report. E o que ele descreve nesse vídeo de 1977 é tão-somente a base do filme The Matrix, que só viria a ser lançado 20 anos depois! E baseado numa experiência REAL que ele teve!

Se você se sentiu assim após ver isso, você é a resistência.

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