JUSTIÇA DIVINA

Viemos à Terra, primeiramente, para aprender, amadurecer, evoluir. Mas se as pessoas resolvem fazer de sua vida pura e simples diversão não é Deus, nem Jesus, nem uma legião de anjos que vai impedir. Todos temos livre-arbítrio, todos temos o direito de semear o que quisermos, onde quisermos. Só não podemos deixar de colher. Se você põe pra chocar um ovo de serpente, não espere que saia de dentro um pássaro. Quem semeia vento colhe tempestade.

O que chamamos de Justiça Divina não é o castigo de Deus. Deus não é uma polaridade, algo que possa sofrer uma ação, para desencadear uma reação. O TODO não se abala. Nós sim, nos abalamos. Somos duais, somos EGO, somos EU (em vários níveis) em jornada de aprendizado, de transição para níveis mais elevados de compreensão, e para isso precisamos passar pelo jardim de infância, que é o planeta Terra. Aqui é um ótimo lugar de aprendizado: podemos ser o que quisermos ser, mas também sofreremos o que não queremos sofrer. Não vai ter ninguém lhe culpando, se souber como ser discreto. Liberdade e libertinagem se confundem desde os primórdios da civilização humana. Nossa história está banhada em sangue e barbárie até os dias de hoje. Quer ser rico, mas não teve oportunidade? Roube. Quer a mulher do próximo? Rapte-a. Quer se livrar de seu inimigo? Mate-o.

Foi preciso Moisés estabelecer leis para não matarmos nossos semelhantes, para não roubarmos, etc. Já é um absurdo que seja preciso ter leis (divinas ou não) pra isso, mas o maior absurdo é que, apesar de milhares de anos, continuamos fazendo tudo isso e muito mais. Diariamente é provado que não somos mais do que animais com grande capacidade de raciocínio, o qual usamos para dar um sentido e justificar a nossa irracionalidade.

Somente quando estivermos saturados dessa bestialidade da raça humana é que poderemos enfim nos enjoar daquilo que nos colocou aqui, agora. Sim, não somos inocentes, nenhum de nós o é. Os mais velhos (como eu… snif) irão lembrar do filme Laranja Mecânica, onde Alex, um criminoso que se diverte estuprando e matando suas vítimas, é levado a uma “terapia de choque”, onde é obrigado a ver pela TV, diariamente, morte e horror, até chegar num ponto de saturação e voltar à sociedade completamente mudado.

O povo brasileiro, em sua maioria (que é o que produz o Karma coletivo de uma nação) é composto pela sucessiva reencarnação de franceses de alguns séculos atrás, gente acostumada ao luxo, à soberba, ao poder, à política, ao racionalismo. Novas oportunidades foram dadas a todos nós de reconstruir nosso destino em um novo e intocado território. Nossa história nos mostra que falhamos miseravelmente nesse sentido. Geração após geração, o núcleo político brasileiro continua manipulador, corrupto, e através dessa “terapia de choque” o povo brasileiro foi sendo sucessivamente oprimido e humilhado, até o ponto de ficar preguiçoso para lutar pelos seus direitos, de lutar para melhorar e crescer, e ficar extremamente submisso – tanto que até hoje temos a mania de achar que tudo do exterior é melhor do que daqui (inclusive as pessoas).

Mas isso serviu (como esperavam os Mestres dos planos superiores) para “baixar nossa bola”, nossa arrogância. Isso não foi castigo; poderia ter sido diferente, só dependeu de nós! Mas o que esperar de tanta gente ruim reunida num canto só? Através da miscigenação de raças fomos obrigados a deixar de lado muito do nosso preconceito, onde aprendemos a respeitar o mundo espiritual com os africanos e indígenas, onde aprendemos a religiosidade e o poder emocional da fé com os portugueses. Precisamos provar o Yin e o Yang, viver os dois lados da mesma moeda, para que brote em nossa alma a compreensão, essa que não se perde de encarnação pra encarnação (diferente da memória). É nesse cadinho onde foi depurado muito dos nossos defeitos, e onde ainda estamos penando, até podermos rumar para o equilíbrio, para a busca da nossa identidade, do nosso valor. Nada de ufanismos ou xenofobismo, mas também nada de se curvar para os colonizadores – como fizeram os Astecas – e dizer “sim, Sr. Bush” pra cada arroto que ele der. Esse processo é mundial, como podemos ver pela TV, ninguém agüenta mais tanta barbárie em pleno século 21! Pessoas ainda são decapitadas com cimitarras; árabes x ocidentais DE NOVO??! Isso aconteceu na Idade Média! Só que dessa vez não há lado bom x lado mau, agora vemos claramente a causa e efeito, os analistas internacionais vêem, e não apenas os espiritualistas. Nem precisamos ser reencarnacionistas para ver o legado de nossos ancestrais: ódio que gera mais ódio, que alimenta rancor, que pode se transformar em ódio na próxima geração. Para os espiritualistas, o que vemos são os mesmos atores representando os mesmos papéis novamente, só que com máscaras diferentes.

Já aprendemos o bastante a humilhar e sermos humilhados. Que tal uma lição mais avançada?

Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna !

Oração de São Francisco de Assis
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