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Como posso não criticar a Igreja Católica? É impossível! Se eu fosse espírita, eu me espelharia em Chico Xavier, que, como bom Avatar mineiro, não criou confusão nem com a ditadura militar, sempre procurando conciliar e esperar o tempo ruim ir embora, assim como uma tempestade. Afinal, ele já não representava apenas “o Chico”, e sim toda a Doutrina Espírita num país de dimensões continentais. Já eu não represento nada além do Saindo da Matrix, que, como o nome sugere, sugere a libertação das correntes, seja ela midiática, científica, filosófica ou espiritual. O que não significa abominar as correntes das nossas vidas (podemos usá-la numa bicicleta, por exemplo, pra nos AJUDAR, e não para nos atrapalhar).

Por isso, me indigno quando o maior representante espiritual do ocidente vai a público pra dizer “Cristo constituiu sobre a terra uma única Igreja” e que – por acaso – ela é justamente a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), a única onde Cristo vive! Daqui a pouco eles vão pedir Copyright pelo uso do nome Jesus!!!!!! O Palpat…, digo, Papa já tinha botado as manguinhas de fora, insinuando que a ICAR era o melhor caminho pra Deus, mas que as outras Igrejas estavam apenas “em uma situação gravemente deficitária”, segundo a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé Dominus Iesus, de 2000. Agora ele vai mais além e alfineta: Cristo está apenas na Igreja Católica!

Vaticano define Igreja Católica como única religião de Cristo

Por Valquiria Rey, da BBC, Roma

O Vaticano publicou nesta terça-feira documento afirmando que a Igreja Católica é, sempre foi e será a única igreja de Cristo

Com o título “Repostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja“, o texto da Santa Sé procura esclarecer o que considera como “interpretações desviantes e em descontinuidade com a doutrina católica tradicional sobre a natureza da igreja”, que ocorreram depois da publicação do documento Lumem Gentium (A luz das nações), do Concílio Vaticano 2º (1962-1965), dizendo que a única igreja de Cristo “subsiste” na Igreja Católica.

“Cristo constituiu sobre a terra uma única Igreja e instituiu-a como grupo visível e comunidade espiritual, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá”, diz o texto. “Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.”

A nova publicação assinada pela Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por promover e tutelar a doutrina da fé e a moral no mundo católico, diz que “com a palavra ‘subsistir’ o Concílio queria exprimir a singularidade e não a multiplicabilidade da Igreja de Cristo: a Igreja existe como único sujeito na realidade histórica”.

“Contrariamente a tantas interpretações sem fundamento, não significa que a Igreja Católica abandone a convicção de ser a única verdadeira Igreja de Cristo, mas simplesmente significa uma maior abertura à particular exigência do ecumenismo de reconhecer o caráter e dimensão realmente eclesiais das comunidades cristãs não em plena comunhão com a Igreja Católica”, diz o documento.

Leonardo Boff

O tema já foi desmentido em inúmeras ocasiões pelos papas que comandaram o Vaticano antes de Bento 16. Entre elas, em 1973, com a declaração Mysterium Ecclesiae de Paulo 6º e, em 2000, com a Dominus Iesus, aprovada por João Paulo 2º.

No texto publicado nesta terça-feira pelo Vaticano é lembrada também a notificação de 1985 da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os escritos do teólogo Leonardo Boff, segundo o qual a única Igreja de Cristo “pode também subsistir noutras igrejas cristãs”.

Naquela ocasião, a Congregação puniu o brasileiro pelo que considerou um equívoco e disse que o Concílio adotou a palavra “subsiste“, precisamente para esclarecer que existe uma só “subsistência” da verdadeira Igreja.

Críticas e mal-estar

Outras considerações importantes do documento devem gerar novos protestos das outras igrejas cristãs, como ocorreram anteriormente, principalmente a afirmação de que somente a Igreja Católica dispõe de todos os meios de salvação e de que, fora dela, existem apenas “comunidades eclesiais”.

“Embora estas claras afirmações tenham criado mal-estar nas comunidades interessadas e também no campo católico, não se vê, por outro lado, como se possa atribuir a essas comunidades o título de Igreja, uma vez que não aceitam o conceito teológico de Igreja no sentido católico e faltam-lhes elementos considerados eclesiais pela Igreja Católica”, diz o texto.

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, o objetivo da nova declaração é combater o que o papa Bento 16 considera como “relativismo eclesiológico”, segundo o qual todas as igrejas que dizem fazer parte do cristianismo têm o mesmo nível de verdade ou que cada uma delas não têm mais que uma parte desta verdade.

A divulgação do documento ocorre três dias depois de o papa Bento 16 ter assinado decreto que dá mais liberdade para os sacerdotes celebrarem missas em latim, uma concessão aos tradicionalistas.

Em uma carta aos bispos de todo o mundo, no último sábado, o pontífice rejeitou as críticas de que sua atitude poderia dividir os católicos.

No entanto, o documento gerou mal-estar e, segundo especialistas, poderá ameaçar também o diálogo entre cristãos e judeus.


Ou seja, a Igreja Católica quer a exclusividade da palavra “Igreja”. Segundo o FAQ do Vaticano, “Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades (as Igrejas não-católicas) não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas “Igrejas” em sentido próprio.”

Poder-se-ia argumentar: mas isso é apenas uma orientação para os católicos. A única mudança é que eles, e apenas eles, não vão mais se referir às comunidades não-católicas como “Igrejas”. Não é interessante notar que, em toda a história, a intolerância que leva a guerras e mortes começa com uma certa “distinção”? A idéia de que “Os judeus são vermes que precisam ser exterminados” começou com um pequeno partido político sem representatividade. Deixem eles acreditarem no que quiserem – e, o mais importante, propagarem sua visão distorcida e perigosa de mundo aos quatro ventos –, pois são uns lunáticos. Nós todos sabemos o que aconteceu.

Precisamos REPUDIAR essas idéias logo no seu nascimento! Precisamos nos enojar de tanto separatismo, exclusividade, CONTROLE sobre idéias, ESPECIALMENTE no campo da espiritualidade!

Estaria o Papa senil? Pois REAFIRMAR com ênfase a mentira de que Jesus constituiu uma Igreja com linha sucessória que vai culminar na ICAR, em pleno século 21, é uma INSANIDADE! Não tem nada que sustente essa idéia na Bíblia, a não ser os enigmáticos versículos:

Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas.
Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela; dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

Mateus 16:13-19

Há aqui um jogo de palavras só acessível a estudiosos (o que deveria ser o caso do Papa e do colegiado católico). Tudo começa em João 1:42, quando Jesus, fixando o olhar, disse: “Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas”. Ora, Cefas (ou Kepha), em aramaico, quer dizer pedra. Mas, como o evangelho foi escrito em grego MUITO tempo depois da morte de Jesus, o nome que ficou escrito foi Petros (Pedro), que obviamente significa pedra, rocha em grego. E é esse apelido que foi usado na bíblia durante a maioria dos versículos. O significado de “pedra” muito provavelmente alude ao jeito durão de ser de Simão, que, nos Evangelhos Apócrifos, aparece sendo rude e cabeça-quente.

Ora, no versículo de Mateus, Jesus primeiro chama Pedro pelo nome verdadeiro (Simão) e depois diz, pra que fique bem claro a comparação: “Tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei minha igreja”. A palavra Igreja, no original grego, é ekklesia, que signfica literalmente “convocação“. Tinha então o sentido original de “assembléia, reunião, conselho“, e era usada pelos Atenienses para designar as assembléias populares.

Podemos imaginar que Jesus não se referia ao modo de pensar de Pedro (durão, rude, ignorante), mas no que ele viria a se tornar após a morte de Jesus. E o que ele foi? Assim como Jesus previra, ele foi a base da verdadeira comunidade cristã. Não só uniu os apóstolos ao seu redor (juntamente com Tiago, “o justo”, irmão de Jesus) como botou em prática os ensinamentos do Cristo, ajudando pobres, desvalidos, cuidando de leprosos, “impuros” em geral, e gente sem lar. Igualzinho ao núcleo da Igreja Católica de hoje!

Mas, por que a Igreja Católica se apega tanto à noção de que Pedro foi o primeiro Papa (“Bispo de Roma”) da linhagem que perdura até hoje? A resposta é uma só: Legitimidade. Como não tem sustentação espiritual pra se dizer a Igreja do Cristo (afinal, como é que pode sê-lo, com um histórico tenebroso de perseguição e intolerância que a ICAR mantém até os dias de hoje??) ela precisa de sustentação histórica, baseada em obscuras interpretações bíblicas, pra dar um suporte a toda a sua estrutura feudal.

Na Idade Média (e em alguns grotões, até hoje, aproveitando-se da ignorância do povo) era muito fácil enganar populações inteiras, mas hoje, com a disseminação da informação, querer perserverar neste argumento “histórico” é dar um tiro no pé, pois acaba provocando um movimento de reação (como o meu) que traz à tona, pra cada vez mais pessoas, a verdade dos fatos. Ora, a Igreja Católica é muito mais baseada em Paulo de Tarso, Mitraísmo e paganismo em geral do que em Pedro. Vejamos alguns fatos coletados aqui (e que podem ser pesquisados em outras fontes):

A data do suposto papado de Pedro durante 25 anos em Roma não coincidem com as datas bíblicas que envolvam Pedro como primeiro papa.

Pedro Nunca foi Bispo de Roma: Se ele foi martirizado no Reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 AD, subtraindo desta data vinte cinco anos, retrocederemos a 42 ou 43 AD.

a) Vasculhando a vida de Pedro, conforme a Bíblia, iremos desmascarar esta mentira dos Romanos. O Concílio de Jerusalém (Atos 15), ocorreu em 48, ou pouco depois, entre a primeira e a segunda viagem missionária de Paulo. Embora Pedro não o presidiu; a presidência coube a TIAGO (At. 15:13-19). Em 58, Paulo escreveu a Epístola aos Romanos. No último capítulo da epístola, o apóstolo mandou saudações para muita gente em Roma, mas Pedro sequer é mencionado (não acha estranho?). Em 62, Paulo chega a Roma, e foi visitado por muitos irmãos (At. 28:30-31), e novamente não se tem notícias de Pedro.

b) Epístolas escritas em Roma: De Roma, Paulo escreveu quatro cartas. Em 62, Efésios, Colossenses e Filemon. Em 63, Filipenses. Entre 67 e 68, após o incêndio de Roma, quando estava preso pela segunda vez, 2 Timóteo. Esse tal papa não é mencionado.

Vejamos as seguintes características de Pedro:

1ª) Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc 1.29-31). O papa é celibatário, sendo o celibato uma imposição a todo o clero. Em I Timóteo está escrito: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios; …proibindo o casamento.”

2ª) Pedro era pobre. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro…” (At 3.6). O papa está cercado de riquezas.

3ª) Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteve em Roma? Os católicos lançam mão de fontes extra-bíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma.

4ª) Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” (At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e adoração.

5ª) Pedro não era infalível. “E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartando deles, temendo os que eram da circuncisão.” (Gl 2.11 e 12). O papa é considerado infalível. A infalibilidade papal foi definida e aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja Católica demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que não foi Deus que decidiu, mas foram homens pecadores reunidos que chegaram a conclusão que o papa era infalível. Na Bíblia está escrito: “porque todos pecaram e destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e ainda está escrito que quando dizemos que não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: “Se dissermos que não pecamos fazemo-lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.10).

6ª) Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: “Aos presbíteros, que estão entre vós, que sou também presbítero como eles e testemunha das aflições de Cristo…” (I Pe 5.1). Em At 8.14 está escrito: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.” Note bem: não foi Pedro que enviou alguns dos apóstolos, mas foram os apóstolos que lhe enviaram. Onde está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se perante a igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: “E subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão.” Enquanto que a igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser questionadas.

O destino final de Pedro não é claro. No Evangelho apócrifo Atos de Pedro diz-se que ele foi crucificado de cabeça para baixo (a pedido dele, pois alegava que não era digno de morrer como Jesus) por conta da perseguição de Roma aos cristãos. O “suposto primeiro Papa”, humilde e humano, foi morto a mando daquele que se dizia o representante de Deus na Terra: o César Nero.

Para terminar, gostaria de deixar claro que, enquanto tenho cada vez mais abuso da Instituição Igreja Católica Apostólica Romana, nada tenho contra os católicos. Estamos todos no mesmo barco, rumando para o aperfeiçoamento moral, uns mais rápidos, outros mais devagar, uns em círculos, outros em linha reta, mas uma coisa eu tenho percebido: nunca quem está adiantado aproveita-se disso pra rebaixar os outros. Lembrando o próprio Jesus, O CRISTO, que disse:

Quando por alguém fores convidado às bodas, não te reclines no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu; e vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai e reclina-te no último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante de todos os que estiverem contigo à mesa. Porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Lucas 14:8-11

bandeira da espanha Ler em espanhol (por Teresa)

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