A GNOSE DE JUNG

Transcrito (e levemente editado) do livro de Stephan Hoeller

Imagem do Livro Vermelho de Jung

Desde o princípio de sua carreira psicanalítica até a morte, Jung manteve um vivo interesse e uma profunda simpatia pelos gnósticos. Já em 12 de agosto de 1912, Jung escreveu uma carta a Freud a respeito dos gnósticos, na qual qualificou a concepção gnóstica de “Sofia” de reaproveitamento de uma antiga sabedoria, que poderia aparecer uma vez mais na moderna psicanálise. Não lhe faltava literatura capaz de estimular seu interesse pelos gnósticos, porque os eruditos do século XIX na Alemanha (embora quase que em nenhum outro país) devotavam-se diligentemente aos estudos gnósticos. Todos os biógrafos de Jung mencionaram seu profundo interesse por tais assuntos. Uma das declarações mais reveladoras a esse respeito é citada por uma de suas ex-colaboradoras, Bárbara Hannah, que lhe reproduz as palavras sobre os gnósticos: “Senti como se finalmente tivesse um círculo de amigos que me entendessem”. A mesma biógrafa também ressalta que Jung desenvolveu um interesse por Schopenhauer, justamente porque o grande filósofo alemão lembrava-lhe os gnósticos e a ênfase que colocavam no aspecto do sofrimento do mundo; além disso, ele aprovava de todo o coração o fato de Schopenhauer “não falar nem da providência onisciente e todo-misericordiosa de um Criador, nem da harmonia do cosmo”, mas ter afirmado abertamente “…que uma falha fundamental subjazia ao triste curso da história humana e à crueldade da natureza: a cegueira da Vontade criadora do mundo…”

Que essas são afirmações completamente gnósticas não é preciso dizer. Como seu interesse por Schopenhauer remonta à infância, podemos considerar Jung, sob muitos aspectos, como um gnóstico “natural”, possuidor de uma postura gnóstica mesmo antes de familiarizar-se com alguns dos ensinamentos do gnosticismo. Apesar de Jung ter tido acesso a certo volume de literatura poética e erudita bem cedo na vida, ele não contou com quase nenhum material de natureza gnóstica procedente de fontes originais à sua disposição. Como muitos outros, para informar-se sobre os gnósticos, Jung teve de se basear nos relatos fragmentados e, sobretudo, deslealmente distorcidos dos padres da igreja anti-gnóstica, em particular Irineu e Hipólito. As pesadas engrenagens da erudição acadêmica apenas começavam, com extrema lentidão, e mesmo relutância, a dedicar-se aos três códices coptas Codex Agnew, Codex Bruce e Codex Askew, que na época mofavam em vários museus, esperando para serem traduzidos e publicados. Pode-se considerar algo miraculoso que Jung tenha sido capaz de obter tanta compreensão e extrair tanta informação valiosa, favorável ao gnosticismo, das polêmicas dos padres caçadores de hereges da Igreja. A contribuição de Jung aos estudos gnósticos em geral e a uma esclarecida interpretação contemporânea do gnosticismo em particular é pouco menos que notável em alcance e importância. É lamentável que essa contribuição não seja ainda apreciada por um número crescente de especialistas em gnosticismo, dentro do campo de estudos bíblicos, embora isso não seja particularmente surpreendente, em vista do fato de que a maioria desses eruditos provém de escolas de teologia e de religião com tendências ortodoxas. Além disso, muitos deles carecem por completo de qualquer apreciação séria da psicologia, especialmente do tipo de psicologia que Jung proclamou. A falta de atenção e respeito é ainda mais inacreditável, considerando-se que a influência de Jung consiste praticamente na única responsável pelo projeto vital de publicação do maior acervo de escritos gnósticos originais descobertos na história: a Biblioteca de Nag Hammadi.

Os gnósticos foram prolíficos escritores da tradição sacra. Seus inimigos observaram com desaprovação que os seguidores do instrutor gnóstico, Valentino, costumavam escrever um novo evangelho a cada dia, e que nenhum deles era muito estimado, a menos que desse uma nova contribuição à sua literatura. Entretanto, de toda essa profusão de textos, muito pouco sobreviveu, devido à incansável supressão e destruição da literatura gnóstica a que se dedicaram os queimadores de livros e caçadores de hereges da Igreja que, com o apoio do poder constituído, obtiveram predominância sobre os seus rivais. Durante muitos séculos não se soube da existência de nenhuma literatura gnóstica original. Foi somente nos séculos XVIII e XIX que viajantes, como o destemido e romântico escocês James Bruce, começaram a trazer para a Europa, do Egito e localidades vizinhas, fragmentos de papiros antigos contendo textos. Embora talvez escritos originariamente em grego, esses haviam sido traduzidos pelos escribas gnósticos para o copta, a língua popular do Egito helênico. Sendo realmente raros os eruditos coptas e demais pessoas interessadas em gnosticismo, a tradução desses textos procedeu-se muito lentamente. Então, um quase milagre aconteceu. Em dezembro de 1945, pouco após o término da II Guerra Mundial, um camponês egípcio encontrou uma coleção inteira de manuscritos gnósticos enquanto cavava para extrair fertilizantes na vizinhança de algumas cavernas, na caldeia montanhosa de Jabal al-Terif, próximo ao Nilo, no Alto Egito. Aparentemente, esses tesouros fizeram parte, em certa época, da biblioteca do vasto complexo fundado na região pelo pai do monasticismo cristão, o monge copta São Pacômio.

Imagem do Livro Vermelho de Jung

Como seus predecessores, a descoberta de Nag Hammadi custou muito a se concretizar. Os métodos lentos dos acadêmicos foram, entretanto, bastante acelerados pela influência de um homem que não era nem erudito copta nem especialista bíblico, mas simplesmente um arqueólogo da alma humana. Esse homem era, é claro, Carl Jung. Ele se interessou pela descoberta de Nag Hammadi desde o princípio; foi um antigo amigo e colaborador de Jung, o professor Gilles Quispel, que tomou a iniciativa de traduzir e publicar os livros de Hag Hammadi. Em 10 de maio de 1952, embora a crise política e a dissensão acadêmica paralisassem todos os trabalhos relativos aos manuscritos, Quispel adquiriu um dos códices em Bruxelas, e desta porção da grande biblioteca realizou-se a maior parte das primeiras traduções, envergonhando assim a comunidade erudita, que se viu na contingência de apressar o trabalho longamente adiado. Esse documento – intitulado Jung Codex – foi apresentado ao Instituto Jung de Zurique por ocasião do octogésimo aniversário do Dr. Jung, tornando-se o primeiro item da descoberta de Nag Hammadi a ser abertamente examinado por eruditos e leigos fora do turbulento ambiente não-cooperativo do Egito dos anos 50. O próprio professor Quispel declarou ter sido Jung uma peça-chave no despertar da atenção sobre os manuscritos e na publicação da valiosa coleção de Nag Hammadi.

Qual era a verdadeira visão de Jung a respeito do gnosticismo? Ao contrário da maioria dos eruditos até bem recentemente, ele jamais acreditou que se tratasse de uma heresia cristã dos séculos II e III. Também nunca deu importância às infindáveis disputas de especialistas a respeito das possíveis origens do gnosticismo: indiana, iraniana, grega e outras. Antes de qualquer outra autoridade no campo dos estudos sobre os gnósticos, Jung reconheceu-se por aquilo que eram: videntes que produziram criações originais e primordiais, a partir do mistério que ele chamou de inconsciente. Quando, em 1940, perguntaram-lhe se o gnosticismo era filosofia ou mitologia, ele respondeu com seriedade que os gnósticos lidavam com imagens reais e originais e não eram filósofos sincretistas, como muitos supunham. Jung reconheceu que imagens surgem ainda hoje nas experiências interiores das pessoas, ligadas à individualização da psique: nisso ele via evidência do fato de que os gnósticos expressavam imagens arquetípicas reais que, como se sabe, persistem e existem independentemente do tempo ou de circunstâncias históricas. Ele identificou no gnosticismo uma poderosa e absolutamente primordial e original expressão da mente humana, uma expressão dirigida para a mais profunda e importante tarefa da alma, ou seja, a obtenção de sua plenitude. Os gnósticos, como Jung os percebia, interessavam-se acima de tudo por uma coisa – a experiência da plenitude do Ser.

Considerando que isso incorporava seu interesse pessoal e também o objetivo de sua psicologia, é incontestável sua afinidade com os gnósticos e com sua sabedoria. Essa visão do gnosticismo não se confinou aos trabalhos psicológicos de Jung, e logo entrou no mundo dos estudos gnósticos por intermédio do supracitado colaborador, Gilles Quispel, que em seu importante trabalho Gnosis als Weltreligion (1951) apresentou a tese de que o gnosticismo não expressa nem uma filosofia nem uma heresia, mas uma experiência religiosa específica, que então se manifesta como mito e (ou) ritual. É de fato lamentável que, após mais de 25 anos da publicação desse trabalho, tão poucos tenham apreciado suas significativas implicações.

Em vista dessas considerações, pode-se compreensivelmente indagar: Jung era um gnóstico? Pessoas mal informadas responderam sim a essa pergunta, querendo dizer com isso que Jung não era nem um cientista respeitável nem um bom homem, de acordo com o significado religioso ortodoxo do termo. Em virtude do uso pejorativo da expressão “gnóstico”, muitos dos seguidores de Jung, e ocasionalmente o próprio Jung, negaram que ele fosse um gnóstico. Um exemplo bem típico dessas evasivas foi a declaração de Gilles Quispel, segundo a qual “Jung não era um gnóstico no sentido comum do termo”. Por outro lado, é muito duvidoso que jamais tenha havido um único gnóstico no sentido comum do termo.

O gnosticismo não constitui um conjunto de doutrinas, mas a expressão mitológica de uma experiência interior.

Em termos de psicologia junguiana, poderíamos dizer que os gnósticos deram expressão, em linguagem poética e mitológica, às suas experiências dentro do processo de individualização. Ao fazê-lo, eles produziram uma profusão do mais significativo material, contendo profundas percepções da estruturada psique, do conteúdo do inconsciente coletivo e da dinâmica do processo de individualização. Como o próprio Jung, os gnósticos não descreveram apenas os aspectos conscientes e pessoais inconscientes da psique humana, mas exploraram empiricamente o inconsciente coletivo e forneceram descrições das várias imagens e forças arquetípicas. Como afirmou Jung, os gnósticos foram muito mais bem sucedidos do que os cristãos ortodoxos na descoberta de expressões simbólicas adequadas do Ser, e essas expressões assemelham-se às formuladas por Jung. Embora Jung não tenha se identificado abertamente com o gnosticismo como escola religiosa (da mesma forma que não se identificou com nenhuma seita religiosa), pouca dúvida pode existir de que ele fez, mais do que qualquer outra pessoa, lançar luz sobre o impulso central das imagens e da prática simbólica gnósticas. Ele viu no gnosticismo uma expressão particularmente valiosa da luta universal do homem para readquirir a plenitude. Embora não fosse prático nem modesto que ele o dissesse, não há dúvida de que essa expressão gnóstica do anseio pela plenitude só foi reproduzida uma vez na história do Ocidente, e isso se deu no próprio sistema da psicologia analítica de Jung.

Imagem do Livro Vermelho de Jung

Que tipo de gnóstico era Jung? Certamente, não um seguidor literal de nenhum dos antigos mestres da Gnose, o que teria sido um empreendimento impossível, diante da insuficiência de informações detalhadas a respeito desses e de seus ensinamentos. Por outro lado, como os gnósticos do passado, ele formulou pelo menos os rudimentos de um sistema de transformações ou individualização, que se baseava não na fé, numa fonte exterior (seja Jesus ou Valentino), mas na experiência interior natural da alma, que sempre representou a fonte de toda verdadeira Gnose.

A definição léxica de gnóstico é conhecedor, e não seguidor de alguém que pode ser um conhecedor.

Jung sem dúvida era um conhecedor, se é que já houve algum. Negar que ele era um gnóstico nesse sentido equivaleria à negação de todos os dados reconhecidos sobre sua vida e seu trabalho. A mais provável indicação desse caráter, especificamente da linha seguida por Jung, no entanto, não é outra senão o tratado intitulado Sete Sermões aos Mortos, o qual, segundo admitem proeminentes junguianos, constituía a fonte e a origem de seu trabalho posterior. Quem, a não ser um gnóstico, escreveria ou poderia escrever uma obra como esses sermões? Quem optaria por revestir suas revelações arquetípicas pessoais, que formam o esqueleto do trabalho de sua vida, com a terminologia e o estilo mitológico da Gnose Alexandrina? Quem preferiria eleger Basílides, em vez de qualquer outro vulto, como autor dos Sermões? Quem usaria com versada compreensão e finesse termos como Pleroma e Abraxas para simbolizar estados psicológicos altamente abstratos? Há apenas uma resposta para essas perguntas: somente um gnóstico faria essas coisas. Como Carl Jung realizou tudo isso e muito mais, podemos considerá-lo gnóstico, tanto no sentido geral de um verdadeiro conhecedor das mais profundas realidades do ser psíquico como no sentido mais estrito de moderno restaurador do gnosticismo dos primeiros séculos da era cristã.

Referência:
Saindo da Matrix: Os gnósticos
Gnosis: A Journal of Western Inner Traditions – Vol. 8, Summer 1988 – C. G. Jung and the Alchemical Renewal Stephan A. Hoeller

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Geninha
Geninha
5 setembro de 2021 3:52 pm

O tempo realmente passa de modo diferente na pandemia. Perdida entre o que foi ano passado e esse ano. Não sei se mais lento ou mais rápido.

Emmanuel
Emmanuel
21 outubro de 2009 9:05 am

Coringa> Não sei se estou certo quanto a esse pensamento que tenho, mas acredito que quando nietzsche diz que deus esta morto, ele se referia a nossa modernidade. “Deus esta morto, nós que o matamos” Vivemos em uma época triste para o espírito ao meu ver… As igrejas em sua maioria se tornaram algum tipo de banco, onde a ligação ou religar que seria o sentido da palavra religião ficaram como se Deus tivesse que lhe dar algo material em troca por busca-lo. Não sei se ja viram aquela igreja chamada Igreja mundial. Quando vi aquilo a primeira vez até… Read more »

Pers
Pers
21 outubro de 2009 7:24 am

Coringa, seus dois últimos comentários foram excelentes, na minha opinião.

Mas a tese de João Teixeira é falha, porque parte do materialismo. No espiritualismo, a mente não se limita ao cérebro, e então pode compreendê-lo.

Lionheart
Lionheart
21 outubro de 2009 6:48 am

Perdão Sr.(s) Anônimo(s): quase ninguém.

Coringa
Coringa
20 outubro de 2009 10:16 pm

Fausto, No ‘finito’, é possível percebe-la…mas isto não é pouco? O ‘finito’ não é limite, limitação…enfim, uma cerca? Devemos só olhar para o ‘chão’, quando podemos contemplar o universo com todos os seus mistérios? Ou então, apenas para nosso corpo, quando temos uma ‘misteriosa’ e admirável essência? Um exemplo/análise interessante, tb extraído do link anterior: Em Filosofia da Mente e Inteligência Artificial, o debate sobre a relação entre cérebro e mente e’ um tema central. Para alguns, porem, trata-se de uma questão sem solução. Para João Fernandes Teixeira, pos doutor pela University of Essex, da Inglaterra, e professor de Filosofia… Read more »

Coringa
Coringa
20 outubro de 2009 10:03 pm

Carl Gustav Jung prognosticou que um dia as teorias da consciência e a física nuclear se uniriam e teriam os mesmos fenômenos como objeto de pesquisa. O pensador japonês Mokiti Okada pesquisou e pensou sobre o tema Física e Consciência. Para Okada, o nível (mundo) do pensamento precede causalmente o nível (mundo) da matéria, mas ambos estão identificados, influindo-se reciprocamente, numa espécie de hierarquia entrelaçada. Portanto, na tese okadiana, o nível superior do pensamento gera o nível inferior da matéria, alimentando-o e sendo alimentado por ele, como nas hierarquias entrelaçadas propostas por Doug Hofstadter, em acordo com o teorema de… Read more »

Anônimo
Anônimo
20 outubro de 2009 5:14 pm

Prestamos sim

Lionheart
Lionheart
20 outubro de 2009 5:09 pm

Saramago é um comuna velho e teimoso, igual ao Niemeyer. Deixem ele falar o que quiser. Ninguém presta muita atenção mesmo…

Anônimo
Anônimo
20 outubro de 2009 10:44 am

O Saramago deve estar se reportando apenas ao deus do Velho Testamento, o demiurgo, deus cruel, tirano e exclusivo dos judeus. Mas como ele sabe que neste mundo se pode criticar tudo, menos Israel e o judaísmo, para não ser taxado de anti-semita, neo-nazista, terrorista e tals, ele deve ter preferido generalizar.

Fausto
Fausto
20 outubro de 2009 9:40 am

Coringa,

Pegando um gancho na questão que voce levantou.
Acho que uma questão primordial para a plenitude do homem e crescimento da humanidade é a aquisição (ou percepção) da consciencia que tudo que há no universo é interdependente.

Percebendo que tudo que vivencio é resultado da combinação de infinitas condições envolvendo a natureza e todos o seres humanos.

Isto é unicidade.

Para se ter esta consciência, que para mim é um tanto quanto óbvia, se faz necessário religião, Deus ou até mesmo esta conhecimento do infinito?

Acho que a unicidade não necessariamente depende do infinito, no finito é possível percebe-la.

Coringa
Coringa
20 outubro de 2009 12:15 am

Para o homem a questão decisiva resume-se a isto: a coisa toda refere-se ou não ao infinito? Tal é o critério da sua vida. Se eu souber que o ilimitado é essencial então não me deixarei prender a futilidades e a coisas não fundamentais. Se o ignorar, insistirei para que o mundo reconheça em mim certo valor, por esta ou aquela qualidade considerada como propriedade pessoal: os meus dons, a minha beleza, etc. Quanto mais o homem acentua um falso sentido de posse, menos poderá sentir o essencial e tanto mais insatisfatória lhe parecerá a vida. Sentir-se-á limitado devido a… Read more »

Fausto
Fausto
21 outubro de 2009 9:19 am

Sim, é preciso entender o que Nietzche quis dizer com Deus está morto.

Na sociedade moderna, a espiritualidade (ou Deus) náo faz parte da vida cotidiana, da moral, das leis do relacionamento, foi colocado como um item superfluo.

Até por culpa das próprias religiões que passaram a fazer política, a brigar entre si e se envolver no business.

Nesta linha, o conceito Deus ou Religião perdeu totalmente o sentido.

Náo precismos do conceito antigo de Deus ou Religião para amar, para sermos o milagre, é por aí.

Emmanuel
Emmanuel
21 outubro de 2009 10:12 am

Fausto, até concordo em você dizer que não precisamos de Deus ou religião para nos apoiarmos cegamente (ou então aquela coisa de ser bom só por medo de um inferno de fogo, ou por que espera uma recompensa divina, seria mais hipócrita ainda). Porém até lendo Jung esses dias, refleti em certas coisas que eram bem verdade. O homem moderno jogou “deus” ou a “espiritualidade” para escanteio. Só que no fim, um vazio lhe tomou conta (que talvez ele não admita). Acaba por descarregar isso no trabalho desenfreado, e em outras coisas… E por mais que a sociedade diga não… Read more »

Anônimo
Anônimo
9 dezembro de 2018 6:54 pm
Lucas Oliveira
Lucas Oliveira
22 novembro de 2016 9:05 am

Bert Hellinger e o surpreendente efeito de aceitar “tudo que me lamento, queixo ou acuso”

Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a excluí-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a excluí-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

dharmalog.com/2016/11/21/bert-hellinger-surpreendente-efeito-aceitar-lamento-queixo-acuso/

Acid
Acid
9 janeiro de 2017 12:24 am

O belo livro Aurora consurgens, um tratado medieval alemão de alquimia, às vezes, atribuído a Tomás de Aquino, pode ser visto aqui em sua totalidade, em alta resolução. os desenhos e caligrafia são magníficos
http://www.e-codices.unifr.ch/fr/zbz/C0005/bindingA/0/Sequence-1136

Aliny
Aliny
22 novembro de 2010 10:04 am

nossa, quantos gnósticos juntos, rs. difícil ver isso!

papa nicolau, o inspetor vaginau
papa nicolau, o inspetor vaginau
24 outubro de 2009 11:46 am

coringa, talvez vc vá gostar, se já não conhecer o cara, do john lamb lash, a visão gnóstica dele é rock ‘n roll. Ele tb não fica só no texto, ele pratica o treco dele 😉

http://www.futureprimitive.org/mp3/nihi/NIHI070311.mp3

http://www.futureprimitive.org/NIHI.html

Lionheart
Lionheart
21 outubro de 2009 11:02 pm

Pois é Sr. Anônimo, pra você ver como anda o mundo…

Karla
Karla
21 outubro de 2009 5:56 pm

Coringa, vc postou no dia 20 outubro um texto do Jung…. Gostei bastante, me deu vontade de ler mais… Pode me passar de que livro é?
Obrigada desde já!

Adalberto Junior
Adalberto Junior
21 outubro de 2009 2:41 pm

Tá faltando aqui na Matrix uma seção so para a Gnose !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem é este Coringa???? também sou gnostico e meu Nick é Joker, eu adoro o Coringa…. e vc Coringa da matrix? o que falas sobre ti????

Anônimo
Anônimo
21 outubro de 2009 10:39 am

Lionheart,
Muita gente presta atenção. Mas como escritor, como literatura. É um dos mais lidos e respeitados escritores no mundo.

Fausto
Fausto
21 outubro de 2009 10:32 am

Sim.

Talvez a sociedade tenha que encontrar a verdadeira religião.
A religação com o interno, com o universo, com o infinito.

Religião e ciencia são os dois pilares. Equilibrá-los é o desafio de cada um.

Por isso nenhum dos dois pode ser estático.

don guakyto
don guakyto
19 outubro de 2009 3:44 pm

http://peterkingsley.org/pkoffice/images/Paths%20Of%20The%20Ancient%20Sages.pdf como os rituais órficos, a mama isis dando as tetas pra mano hórus, depois reproduzido com persefones e dinokid, e depois com mama maria e jesuzkid, tudo isso, mais os arcontes e a barreira da alma, e outras coisas pra quem tiver curiosidade de pesquisar por si, tudo isso remete ao oriente, aos persas, ao COMÉRCIO como BASE para TROCAS CULTURAIS e EXPERIENCIAIS, ao pitágoras, empedocles, o poeta lógico, etc, e com os antigos no oriente e ocidente trocavam nào TEOLOGIAS, mas PRÁTICAS ESPIRITUAIS (tecnologias religiosas no e para o CORPO) com as quais podiam unir-se, morrendo em vida… Read more »

Munhoz
Munhoz
19 outubro de 2009 2:06 pm

Alguem sabe pra onde vai o dinheiro das milhões de Bíblias que são vendidas anualmente?

Nantilde
Nantilde
15 outubro de 2009 11:20 am

Amei o post.Qualquer assunto sobre os gnósticos me interessa demais. Parabéns. O texto está muito bem escrito e traz informações que podem nos levar a uma pesquisa mais profunda. Há muito tempo que aqui não se publica um texto de tanta qualidade.

Qvedo
Qvedo
15 outubro de 2009 10:59 am

bíblia confiável?

Isto non ecxiste!

Duncan
Duncan
15 outubro de 2009 10:37 am

Olá Pers. Não conheço esta tradução de André Chouraqui. Como seria a originalidade dela?
Abs.

Duncan
Duncan
15 outubro de 2009 10:32 am

Estou lendo a contestada “Bíblia, nova tradução na linguagem de hoje”. Nada contra, algumas partes estão bem mais tranquilas de se entender, mas ainda prefiro traduções mais antigas, não dispensando o valioso auxílio de livros como o Evangelho segundo o Espiritismo, Renovando Atitudes de Ramatis, Boa Nova de Chico Xavier e tantos outros, que nos ajudam a ter “olhos para ver e ouvidos para ouvir” quanto à mensagem de Jesus.

Pers
Pers
14 outubro de 2009 10:48 pm

Em termos de tradução, convém ver a de André Chouraqui (no Brasil, Ed. Imago), que vai no original. As notas de tradução no rodapé são mais extensas que o próprio texto. Por exemplo, a palavra “fé”, é traduzida por “adesão”, e assim faz muito mais sentido. “Fé”, portanto, não é simplesmente uma atitudde epistemológica que se contraponha ou se distinga de “razão” (“crer no que não se vê” é uma fórmula de Paulo), mas tem muito mais conteúdo ético/prático, é “adesão” ao reino de Deus que emanava das palavras de Iéshoua’ (Jesus). Quanto a uma explicação mais filosófica do Evangelho,… Read more »

Lionheart
Lionheart
14 outubro de 2009 10:41 pm

Não sei bem porquê, mas até onde eu me informei a respeito da gnose até hoje, ela sempre me pareceu estranhamente muito próxima do niilismo. Gostaria de saber se alguém aqui já teve a mesma percepção? Talvez eu apenas deva ler um pouco mais…

Solius
Solius
14 outubro de 2009 6:06 pm

Emmanuel,

Talvez eu possa lhe ajudar. Tente encontrar a tradução da Vulgata pelo padre Matos Soares – Edições Paulinas. Não conheço outra melhor. 🙂

kiabo azul
kiabo azul
14 outubro de 2009 5:27 pm

emmanuel
sem querer me meter na pergunta, mas se vc ler os textos de osho e caso goste dele, tem um livro dele q se chama “a semente de mostarda” q é ele fazendo a interpretação dos ensinamentos de jesus a partir do evangelho segundo tomé. Eu li e gostei demais e acho q msm que pegassemos uma biblia “pura”, ainda assim não teriamos condições de interpretar varios ensinamentos de jesus. Tem coisas que são mto complexas e osho faz cada interpretação incrivel. É o limpo falando do bem lavado. rssr

Emmanuel
Emmanuel
14 outubro de 2009 3:26 pm

Você tem um bom conhecimento do cristianismo, teria alguma biblia mais “fiel” para ler?
Alguma edição algo assim?
Se puder indicar ficaria agradecido.
Obrigado

Cecília
Cecília
15 outubro de 2009 1:07 pm

Gostei muito do texto, tem uma significativa profundidade a respeito de Jung.
Parabéns.

Coringa
Coringa
15 outubro de 2009 4:26 pm

Considerações sobre as Origens da Bíblia: Não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias(*1). Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos por seus autores, se perderam. Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os textos das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas… Read more »

e assim vai o mundoooo
e assim vai o mundoooo
19 outubro de 2009 1:07 pm

“É preciso ter cuidado quando se lê a Bíblia” Em “Caim”, a nova obra do Prémio Nobel da Literatura lançada, ontem, domingo, em Penafiel, o autor visita episódios do livro sagrado e volta a contar “histórias mal contadas” http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1395012 O teólogo Anselmo Borges afirmou hoje que José Saramago fez uma leitura “completamente unilateral” da Bíblia, que tem, como qualquer livro, de ser lida como um todo para se apreender o sentido, que é o da salvação. Sacerdote católico, teólogo e filósofo, professor no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras de Coimbra, Anselmo Borges disse à Lusa que o escritor… Read more »

Geninha
Geninha
19 outubro de 2009 12:47 pm

Que preguiça…

Abraços!

Geninha
Geninha
5 setembro de 2021 3:53 pm
Reply to  Geninha

😂

Emmanuel
Emmanuel
18 outubro de 2009 3:55 pm

Lionheart, o mais engraçado de td isso é que por mais que tentemos nos convencer que não há segredos, movemo-nos quase que insconscientemente buscando alguma coisa, seja essa coisa morando no material, seja essa coisa morando no espirtual. Essa angústia que todo ser humano sente, jamais deixará de existir, pq ele sabe que seu corpo é falível. Ultimamente ando com o seguinte pensamento> Muitas coisas que hj vemos, e palpamos, e usamos normalmente na nossa vida diária, certa vez foram apenas sonhos, loucuras e utopias de seres humanos que coseguiram captar certa essência de um todo. E sabemos que foram… Read more »

Lionheart
Lionheart
18 outubro de 2009 1:06 pm

Vocês sabem qual é, afinal de contas, o grande segredo da “gnose” (ou qualquer outra sociedade dita secreta), quem tem sido guardado a sete chaves esse tempo todo? Ou, melhor dizendo, o grande segredo da vida em última instância? Não? Então lá vai: NÃO HÁ SEGREDO ALGUM! Segredo é sinônimo de PODER, como qualquer criancinha sabe. Já repararam como dois irmãozinhos, desde a mais tenra idade, constroem suas relações um com o outro, em determinado ponto? Ex: “não conta pra mamãe o quê eu fiz que eu também não conto pra ela que você, naquele dia, brincou de médico com… Read more »

Emmanuel
Emmanuel
16 outubro de 2009 10:18 am

Só enchendo mais um pouco o saco, quero me desculpar com comentários que fiz outras vezes, só vendo meu lado e debochando da crença alheia…
Mais creio que mal foram vistos rsrsrs

É isso…
Gostaria tb de dividir com vcs o myspace que fiz, com musicas classicas de violão, creio que essa eh uma forma de eu me aproximar de mim mesmo, apesar de ultimamente andar um pouco distante disso, é a musica que da ar para meu espírito, espero que gostem.:

http://www.myspace.com/emmanuelviolao

Emmanuel
Emmanuel
16 outubro de 2009 10:13 am

Obrigado a todos pelas indicações, irei procurar os materiais indicados, sempre fui muito cético e até infantil quanto a crenças e fé. Apesar de todos os benefícios da ciência tenho visto que o ser humano só se afunda com toda a sua impressão de que a razão veio para substiuir o lugar que a religião sempre ocupou desde os primórdios dentro daquilo que chamamos espírito. É engraçado o quanto nos tornamos vazios, e até arrogantes quando deixamos de lado nosso espirito, achando que temos a verdade. Só que a verdade é um espelho quebrado que cada um tem um pedaço.… Read more »

Pers
Pers
15 outubro de 2009 10:32 pm

Duncan, André Chouraqui foi um linguista judeu argelino/francês. Nas suas traduções, buscava as fontes do que traduzia, isto é, os textos mais originais e limpos, o contexto histórico e linguístico. Eu tenho aqui o livro de Mateus (só traduziu alguns livros da Bíblia, não toda ela), e há introdução e prefácio de muita riqueza histórica e científica. As palavras são analisadas na língua original da escrita (no caso dos evangelhos, grego), mas também pelo viés da oralidade em que surgiu, isto é, hebraico e aramaico. O esforço, era, pois, conforme a introdução, “encontrar sob o texto grego seu substrato semítico”.… Read more »

Paula
Paula
15 outubro de 2009 8:47 pm

Obrigada pelo texto, Coringa! Gostei que só.

Coringa
Coringa
15 outubro de 2009 4:51 pm

Fontes ref. comentários anteriores:

Trechos selecionados de:
http://www.artigos.com/artigos/humanas/artes-e-literatura/mensagens/a-origem-da-biblia-7346/artigo/
http://historia.abril.com.br/religiao/criacao-biblia-434397.shtml
Livros:
O Livro de Ouro da Bíblia, J.W. Rogerson
História do Cristianismo, Paul Johnson
O Evangelho de Tomé, Marvin Meyer
Deus, Uma Biografia, Jack Miles

Coringa
Coringa
15 outubro de 2009 4:28 pm

Observações ref. ao texto anterior [*1 – Guardado na biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o Papiro Nash é um verdadeiro tesouro arqueológico. Adquirido no Egito, em 1902, por Walter Llewellyn Nash, é composto por quatro fragmentos que, reunidos, revelam 24 linhas escritas à mão, onde aparecem os Dez Mandamentos e alguns versos do Deuteronômio, livro do Antigo Testamento. A língua utilizada é o hebraico antigo e o texto não possui vogais. Embora diminuto em tamanho (consiste em apenas uma folha de papiro), sua importância é gigantesca – data do século 2 a.C., o que faz dele um dos… Read more »

René
René
14 outubro de 2009 12:33 am

Grande coincidência ou sincronicidade ?
Em 7 de outubro saiu à venda o Red Book na Amazon dos states (lá U$177; aqui,na Cultura R$473,85 – preços nada coincidentes). Mas seria um belo presente de Natal para muitos.

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