CIDADES ESPIRITUAIS

Como dizia Hermes, o Trimegisto: “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. Então, por que não haver cidades espirituais? Elas existem, fisicamente acima das grandes cidades, mas obviamente em outra dimensão (ou plano, ou vibração). Servem como ponto de apoio para trabalhos a serem realizados nas cidades físicas, e para recebimento e adaptação dos que desencarnaram recentemente. A mais conhecida (e a primeira de conhecimento do público) é Nosso Lar, que fica em cima do Rio de Janeiro, e é descrita no livro homônimo de Chico Xavier.

Sim, os espíritos moram, comem e dormem nestas cidades. Quem morrer achando que vai virar anjo e morar no meio das nuvens, se encontrando com todos os seres que já morreram antes, está no mínimo mal informado. A pessoa que morre leva consigo todos os seus vícios, costumes, lembranças, e continua a ser ela mesma, só que em uma freqüência mais elevada. Ela vai sentir necessidade de comer e dormir, embora NÃO precise, de fato. Espíritos mais evoluídos não dormem nem comem, apenas bebem água energizada, para revigorarem-se dos trabalhos no umbral (que são compostos de energia mais densa).

A pessoa geralmente não se lembra de todas as suas encarnações depois que morre. Pode levar meses, ou anos. Afinal, depois de décadas vivendo apenas como uma pessoa, o ego vai ter dificuldades para reassimilar as outras personalidades. A natureza não dá saltos!

Ela também geralmente não vai saber como sair dessa cidade, a não ser que vá a passeio visitar as outras cidades. Muita gente não sabe se deslocar no espaço (o que pode ser feito voando/volitando, ou teleportando-se) ou tem medo, então usam os Aerobus, que são uma espécie de ônibus voador (quem pratica projeção astral já os viu por aí). As pessoas vão vivendo suas vidinhas pós-morte de forma bem similar à nossa. É até frustrante. Mas notem que essa é a realidade para a grande maioria das pessoas, que são tão limitadas às suas vidas que não concebem ir além disso. Então Deus, em sua imensa sabedoria, providencia uma continuação de seus afazeres enquanto os espíritos se preparam para uma nova encarnação. Eles trabalham em serviços – assistenciais ou burocráticos – e recebem em troca os bônus-hora, que são uma espécie de moeda que permite que se vá a teatros, cinemas, enfim, ter lazer. Isso é feito tão-somente para incentivar as pessoas a procurarem um afazer e evitar o ócio. Para quem faz seu trabalho com prazer, isso nem é necessário. A tecnologia em alguns planos chega a ser 500 anos mais avançadas que a nossa, então imaginem o nível de diversão!

Como podem notar, as pessoas nessas cidades pessoas vivem no Brasil, cercadas de brasileiros. Mas é uma questão tão-somente de limites para pessoas limitadas. Ou de afinidade. É como na Internet: existem servidores de bate-papo de toda parte do mundo, mas os brasileiros procuram servidores brasileiros, para conversar com brasileiros. Alguns poucos se aventuram em servidores de outros países, e a maioria desiste por sentir-se deslocada. A língua também é um empecilho. A pessoa pode ter tido centenas de encarnações em vários países, mas enquanto não lembrar perfeitamente delas, não adianta! Mais uma vez, isso não é um problema para os espíritos elevados, que se comunicam por telepatia: blocos de idéias que são transferidos de mente para mente. E as cidades deles também se formam através de afinidade: existem as cidades dos Rosacruzes, da Fraternidade Branca, e de outros grupos afins, que não ficam geograficamente sobre nenhum lugar em especial, só sendo acessíveis por teleporte (pessoas que não vibrem na mesma freqüência da cidade não a verão).

Já as cidades europeias que ficam próximas à crosta são ainda um mistério para nós. Por serem muuuuuuuito antigas, constituem-se de castelos e lugares tenebrosos, onde pouca gente tem coragem de entrar. As cidades orientais são ainda mais esquisitas. Como cada lugar reflete a cultura do local, temos perambulando por esses lugares magos, bruxas, dragões e outras coisas, que são na verdade espíritos atrasados que assumem essas formas mitológicas para aterrorizar os inimigos. Pra quem não sabe, o perispírito (o corpo que assumimos quando nos projetamos ou morremos) é perfeitamente moldável pela força do pensamento. Muitos espíritos zombeteiros assumem a forma de pessoas famosas para psicografar, dar conselhos, e tal, e espíritos vampirizadores assumem formas de mulheres fascinantes para conseguir – através de sexo no plano astral com pessoas projetadas – energia vital. São as conhecidas Sucubus (se homens, Incubus).

Acho que embolei o meio de campo, falando coisa demais… mas, bem, um dia eu tinha de falar… Se tiverem dúvidas, se manifestem que eu pesquiso a respeito. O que sabemos (através de livros psicografados e relatos de projetistas) é tão pouco e tão limitado que tudo, mas tudo mesmo que vocês imaginarem pode existir do “lado de lá”, afinal, são N frequências diferentes, todas moldáveis em maior ou menor escala pela força do pensamento.

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