O CHAMADO

Assisti ao filme The Ring (O chamado). Estava muito interessado em vê-lo, depois que o pessoal da lista Voadores (gente que se projeta e está acostumada aos umbrais e a ver coisas pouco convencionais) ficou impressionado com o “peso” vibracional do filme. Disseram que o cinema tinha mais obsessores do que espectadores.

Já fui assistir com medo, mas este se dissipou durante a primeira metade do filme. Afinal – pensei – não é tão assustador assim. Acabei baixando minhas defesas cedo demais, e assistindo ao filme como se assiste à série de Freddy Krueger ou Jason. Então, em um dado momento do filme, fui tomado de um terror tão grande que então aconteceu uma das coisas mais estranhas que já vivi num cinema: Um calafrio partiu da minha barriga e foi subindo pela espinha até minha cabeça, e senti uma pressão como se ela fosse explodir. Minha vista escureceu e eu pensei: caramba, vou desmaiar! Uma dor enorme na nuca me fez lembrar dos obsessores, e então eu fechei a guarda. Mas era tarde demais: fiquei com essa dor até sair do shopping. Em tempo: a nuca é o local preferido para acoplamentos dos obsessores pra “sugar” a nossa energia, pois se liga diretamente com a coluna vertebral e os centros nervosos. É também por onde os espíritos em geral se ligam para incorporar em médiuns, pois facilita o controle dos movimentos.

Enfim, dou nota máxima para o filme, pois eu queria mesmo me aterrorizar e consegui (bem mais do que eu pretendia, é verdade). O filme é um remake de um sucesso japonês de 1998: Ringu. O nome é uma adaptação de Ring, que em inglês é a campainha do telefone (e não “anel”, que em japonês tem outro nome).

A história dos dois filmes é a seguinte: Existe uma misteriosa fita de VHS com imagens surreais que, se você assistir, vai receber um chamado do telefone dizendo que você vai morrer em 7 dias. E morrem mesmo, misteriosamente. Depois descobrem que a fita não foi gravada, e sim PLASMADA direto no VHS pelos poderes mentais de uma menina, Samara (Sadako no original).

Vamos analisar então o filme sob a ótica paranormal e espírita dos obsessores desencarnados. O que pouca gente sabe é que o filme japonês foi (em parte) baseado em fatos reais, pois é possível projetar imagens mentais em uma fita ou fotografia:

Existia uma vidente chamada Mifune Chizuko (no qual foi baseada a mãe da menina Samara) que aos 25 anos suicidou-se após uma demonstração pública de mediunidade onde ela foi acusada de charlatanismo. Um ano depois desse incidente nasce Takahashi Sadako, uma menina que conseguia criar imagens em fotografias e outras mídias, usando o poder da mente (Nensha, em japonês). O diretor japonês (que acredita que Sadako possa ter sido a reencarnação de Chizuko) resolveu usar o mesmo nome – Sadako – para batizar a garota que viria a ser conhecida por Samara, na versão norte-americana. São muito conhecidos casos de espíritos que conseguem aparecer em fotografias e até mesmo pela TV.

Dizem até que uma coisa estranha aconteceu no set de filmagens do filme japonês: a atriz que faz a jornalista viu um rosto de uma menina no reflexo da TV, e isso aparece no filme, embora não tenhamos como precisar o que seja.

A cena da fita na versão norte-americana foi feita com a nítida intenção de evocar na platéia medos conscientes e inconscientes.

Trivia: Existe uma versão de Ringu em VCD lá pelas bandas de Singapura em que as pessoas atacadas por Sadako ficam com a boca na vertical, o que torna o filme ainda mais pavoroso.

SEVEN DAYS

Agora sob o ponto de vista de um obsessor, por que a morte só vem após 7 dias? Seria talvez o tempo necessário para criar sintonia com a vítima, já que a mesma vai ficar pensando que pode morrer das mais diversas formas por uma semana. Imagine então a quantidade de formas-pensamento que o obsessor (no caso, a Samara) vai poder se utilizar, como se fossem ferramentas, para conseguir seu intento! Não que ela vá pegar uma forma-pensamento e transformá-la em realidade, mas a própria conformação mental da vítima já cria toda uma brecha no físico para que o corpo seja de fato atacado. Além do que, o medo é o melhor amigo do seu inimigo, principalmente o desencarnado, pois abre brechas na suas defesas energéticas.

Quando finalmente chega o 7º dia, o estado de tensão da vítima é total. Basta um detonador (que seria, no caso, a aparição da menina na TV) para desencadear um ataque do coração ou outra coisa qualquer. A cena mais horripilante do filme é quando a menina “sai” da TV. Uma simples, mas efetiva materialização (ideoplastia), onde o espírito aproveita-se da energia anímica do encarnado em estado de pânico (a adrenalina provoca um aumento do fluxo do sangue e, conseqüentemente, das energias etéreas) para roubar-lhe tanta energia que pode ser possível a agregação do ectoplasma para fazer um revestimento para o espírito. Muitos casos desses foram e ainda são documentados, principalmente em operações mediúnicas (nesses casos, os espíritos alocam energia dos diversos médiuns doadores presentes).

É óbvio que a pessoa não poderia morrer daquele jeito pelas mãos do “fantasma”, nem a “água ectoplásmica” permaneceria no local (uma vez que a fonte doadora de ectoplasma cessa, a matéria se desagrega e some), mas é interessante notar que, no final, o filme envolve a platéia no mesmo roteiro que o dos personagens. E é exatamente isso que acontece com quem assiste: está sendo vampirizado e nem se toca. O pavor e a adrenalina que procuram extrair da platéia é o mecanismo pelo qual os desencarnados podem se “alimentar”. Explico: quando a pessoa morre, mantém em seu perispírito (duplo etérico) toda uma cópia, célula a célula, do seu corpo “físico”. Boto o apóstrofo, pois o perispírito TAMBÉM é físico, só que vibra numa freqüência mais elevada, invisível aos humanos. Assim como não vemos o ultravioleta e alguns animais vêem, cachorros e gatos podem ver a presença de alguns desses espíritos, por isso não é incomum vermos cachorros latindo para a parede ou gatos se assustando e correndo sem motivo.

Então esse corpo sutil pode se alimentar inteiramente de uma energia ainda mais sutil, que pode ser retirada do ar (prana). Mas os espíritos que ficaram arraigados aos prazeres materiais “curtem” a energia animal, que possibilita a eles sentirem como se estivessem novamente na carne. Então, assim como se faz com uma bateria de carro que está vazia, eles fazem uma “ligação direta” em algum encarnado (preferencialmente um pouco acima da nuca – entre os chakras frontal e o laríngeo – por onde eles pegam o resultado da energia que corre pela espinha). Os espíritas os chamam de obsessores. Também podem ser considerados vampiros. É comum o obsediado ficar fraco e com aspecto cansado, afinal está produzindo energia para dois! Uma defesa efetiva é imaginar uma luz de cor verde na sua nuca, pois assim você estará criando uma forma-pensamento numa frequência de cor que tem uma propriedade desagregadora, destruindo assim a forma-pensamento do obsessor que se acoplou em você (igual ao plugue que conecta Neo na Matrix).

Outra técnica de defesa para evitar ser acompanhado por estes “elementos” consiste no reforço do pensamento (pensamento é tudo nesse mundo etéreo) ao bater o pé no chão e falar: “O que é meu, vai; O que não é, fica!“. Se logo depois você pensar algo do tipo “que coisa idiota que estou fazendo…“, vai estar dando uma contra-ordem mental pra desfazer o que você fez. Portanto, tenha “fé”.

Referência:
Perguntas e respostas sobre O Chamado;
Boca do Inferno – Ringu x The Ring: Qual é o melhor Chamado?
Avião fantasma da 2ª guerra
Escotografia (o poder de imprimir imagens com a mente)

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