AOS DE DIREITA

Eu estou em um mutismo que não é muito comum para mim, já que sempre me interessei por política e sempre fui vocal contra injustiças. Mas cheguei ao meu limite. Como um fósforo que queimou, eu não sirvo mais pra nada. Minha luz apagou.

Mas eis que a Netflix lança um documentário intitulado O dilema das redes, onde ele convoca ex-funcionários do Twitter, Google, Facebook e Instagram para falar com propriedade sobre como os algoritmos estão DESTRUINDO nossa sociedade e nossas vidas, nos manipulando em bolhas de informações (e desinformações) em troca de quem pagar mais.

“Se você não está pagando pelo produto, você é o produto.”

Ele fala tudo o que eu poderia falar, e melhor. ASSISTAM. Eu cansei de ser reativo, e pela primeira vez não vejo luz ao fim do túnel. Estamos fadados à nossa destruição. Noam Chomsky acha a mesma coisa. Eu estou como o soldado de O Resgate do Soldado Ryan, com uma faca no coração e que fica parado porque se ele se debater só vai tornar a morte mais dolorosa.

A minha decepção não é com o energúmeno que está no poder. O que esperar de alguém que passa 26 anos no Congresso e não faz nada além de mamar nas mordomias do Estado? Minha decepção é com o povo brasileiro, mesmo. O povo que dizia que queria mudanças, mas só queria era mudar de Boiadeiro.

Eu sempre trabalhei aqui pra trazer discernimento, o máximo de informações, livre-arbítrio, diálogo e debates entre todas as vertentes. Eu realmente acreditava que era possível vencer o sistema de corrupção, conxavos e poder que estava implantado nesse país e que, na época, era representado pelo PT. Mostrei como eles fizeram um sistema de desinformação onde existiam vários blogs “jornalísticos” que não tinham uma vinculação partidária explícita mas eram todos criados pelo mesmo grupinho, todos replicando as notícias da forma que eles queriam e criando assim uma bolha de informações, muito antes disso ser uma modinha. Questionei aqui as práticas da esquerda em apoiar TODOS os desmandos do PT (todos contra suas próprias bandeiras históricas) e previ com 3 anos de antecedência que isso acabaria na eleição de Bolsonaro. Falei também nos comentários “O que vamos botar no lugar, considerando o estado atual de penúria do Brasil, pouco importa. Pode ser até o Bolsonaro, que vai servir pro povo brasileiro aprender através do erro, mas o que não dá é ficar insistindo no erro por mais uma década.”

Bom, eu acho que aqui eu errei feio. O brasileiro não vai aprender através do erro. O que ele fez foi ABRAÇAR O ERRO, por mais que fique claro que FOI UM ERRO. Não aprenderam nada. Toda uma geração que cresceu e sofreu com as consequências das condutas erradas de nossos governantes agora abraça tudo o que antes criticava.

Uma coisa é ter apoiado em algum momento Bolsonaro. Quando ele botou Sérgio Moro como Ministro confesso que até me enganou. Mas esse ano a maior fraude eleitoral da República se revelou para todos verem. O desgosto maior (como foi na época ao perceber que pessoas que eu admirava pela inteligência eram petistas) foi perceber que não só leitores desse blog como familiares ainda são Bolsonaristas. Pessoas inteligentes e racionais, com acesso a informação. Como isso é possível? Bom, o documentário da Netflix explica. Mas ainda assim os algoritmos precisam influenciar um cérebro que – no meu ponto de vista – precisa ser BEM dodói das idéias pra chegar ao ponto de considerar o estado de coisas atual como positivo. “Gado” é um nome até lisonjeiro pra esse povo.

Como passar pano pras mentiras ditas hoje pelo Rei do Gado nas Nações Unidas? Pra defender esse estrupício você precisa negar TUDO, até mesmo a matemática!! E pra piorar a esquerda já começou a campanha para a reeleição de Bolsonaro: Só essa semana já defenderam que Stalin não era Lúcifer, que o presidente / ditador da China é um “Estadista” e proclamando Lula pra presidente em 2022. Não aprenderam nada.

Estamos caminhando pra nossa própria destruição. Simbolicamente (como Nação, sociedade) e, um pouco mais à frente, como humanidade. Porque enquanto nos digladiamos (ou simplesmente tentamos sobreviver a uma pandemia) grupos com suas próprias agendas estão “passando a boiada“. E o planeta Terra, uma vez com seu ecossistema alterado, não vai fazer distinção entre esquerda e direita, brasileiro ou argentino, preto ou branco. Mas talvez faça entre rico e pobre, e daí talvez a importância da nova nota do Lobo Guará, que vai permitir aos “acumuladores de dinheiro” guardar (esconder?) mais em espaços menores, e assim, quando ficar impossível viver no Brasil, fugir para um local com temperaturas melhores e mais qualidade de vida.

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