TIPOS DE AMOR

Os gregos possuíam quatro verbos para dizer amar:

amor
Amor, por Felicia Simion

1. Agapao; que originalmente significa honrar, ou dar boas vindas, mas adquiriu, (juntamente com o substantivo ágape) no Novo Testamento, um significado especial, sendo empregado para falar do amor de Deus (adaptado do verbo hebraico Chesed, que significa amor como bondade, misericórdia).

2. Philos; é a palavra no grego mais generalizada para Amar, ou considerar com afeição. Indica uma atração geral para com uma pessoa ou coisas. Em primeiro plano, fica o significado de amor para com os parentes e amigos (philadelphiao amor pelo irmão), mas pode ser usada pra objetos e idéias, como por exemplo: philosophiaamor ao conhecimento.

3. O verbo Erao e o substantivo Eros denotam o amor entre o homem e a mulher que abrange o anseio, o desejo. Havia também um entendimento mais místico que envolve a palavra Eros, mediante o qual os gregos procuravam, através do equilíbrio dos desejos, ir além de todas as limitações humanas, a fim de chegarem a perfeição. Para o filósofo Platão, a alma humana busca a soberana beleza, que contemplara antes da encarnação. Seu bem é atingir esse ideal, então o desejo seria então um agente educativo, e que a aspiração à verdade e ao ser é impulsionada pelo desejo e por ele ativada.

4. Stergo, significando afeição; o amor cujo impulso básico é a proteção do outro.

Eles não misturavam tudo no mesmo saco, não confundiam amor com paixão, as coisas eram bem definidas. Infelizmente não temos isso aqui. Amor é mais uma moeda de troca do que afeição, algo que deve ser dado apenas se tiver retorno. Não é fácil superar essa mentalidade, principalmente enquanto estivermos plenamente identificados com o ego. Quando coloquei a frase dos Beatles “o amor que você dá é igual ao amor que você recebe” não era no sentido de fazer do amor uma moeda de troca, e sim mostrar que, independente de você esperar ou não seu amor “de volta”, ele volta, mas nem sempre da forma que você espera, nem no tempo que você espera… então, não espere, confie.

Uma amiga me mandou uma notícia de que pesquisadores britânicos comprovaram cientificamente que quando uma pessoa ama outra, compartilha sua dor. A mulher de cada casal recebia uma breve descarga elétrica nas mãos, enquanto suas células cerebrais eram controladas através de uma técnica conhecida com o nome de ressonância magnética funcional. O monitoramento continuava enquanto uma descarga elétrica análoga era aplicada em seu companheiro. Os pesquisadores descobriram que em ambos os casos, seja na sensação direta de dor como na que sofria o companheiro, se ativava a mesma região do cérebro, relacionada com as emoções físicas. Isso seria quase um texto religioso – ou “esotérico” – se não fosse publicado na revista científica Science.

Amar alguém não é só gostar, nem gostar muito, mas sim estar em harmonia, ambos sendo receptivos um ao outro, não havendo barreiras de nenhuma natureza.

Em uma excelente entrevista concedida pelo físico Amit Goswami ao programa Roda Viva da TV Cultura, ele demonstra um caso interessante sobre a interação entre duas pessoas que estabeleceram uma comunicação, uma harmonia de frequência, no caso, meditando juntas:

Os dois aspectos fundamentais da nova física são: a consciência causa o colapso da possibilidade em realidade, e segundo: que essa consciência é uma consciência cósmica. Esses dois aspectos foram confirmados por dados empíricos. Um exemplo do segundo pode ser encontrado no experimento do neurofisiologista mexicano Jacobo Greenberg Silberman.

Em 1993 e 1994, ele e seus colaboradores colocaram dois observadores meditando por 20 minutos, com o propósito de terem comunicação direta.

Pediu-se que mantivessem o estado meditativo durante o resto do experimento. Mas então, um deles é levado para outro recinto. Eles ficam em câmaras de Faraday, onde não é possível a comunicação eletromagnética. Os cérebros deles são monitorados.

Uma das pessoas vê uma série de “flashes” brilhantes, o cérebro dele responde com atividade elétrica, obtém-se o potencial de resposta muito claro, picos muito claros, fases muito claras. O cérebro da outra pessoa mostra atividade, a partir da qual obtém-se um potencial de transferência que é muito semelhante em força e 70% idêntico em fases ao potencial de resposta da primeira pessoa.

O mais interessante é que, se você pegar duas outras pessoas, duas pessoas que não meditaram juntas, ou pessoas que não tinham a intenção de se comunicar, para elas, não há potencial de transferência. Mas para pessoas que meditam juntas, invariavelmente, muitas vezes, um em cada quatro casos, obtemos o fenômeno de potencial de transferência.

E Peter Fenwick, na Inglaterra, há dois anos, confirmou isso, repetindo o experimento. Assim, temos evidência empírica. Se tivéssemos tempo, e você tivesse paciência, eu poderia lhe dar inúmeros dados.

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