SOMOS PARTÍCULAS

CIÊNCIA:

O físico Luiz Alberto Oliveira falou ontem no “Fantástico” sobre a física que explica os atos humanos. Assim como as moléculas de gás, os seres humanos têm a tendência de minimizar o esforço. É esse princípio que leva as pessoas, quando estão em aglomerações, a formarem filas automaticamente para reduzirem os choques. Essa é uma das analogias que podem ser feitas entre o mundo descrito pela física e o nosso dia-a-dia.

Luiz Alberto Oliveira lembra que os seres humanos são indivíduos mas, ao mesmo tempo, elementos de massa. E o comportamento coletivo, não importa se entre moléculas de água ou pessoas, tem pontos em comum.
– Num certo sentido, continuamos sendo partículas – diz o físico – Hoje, há uma série de analogias que se pode fazer entre sistemas físicos e comportamentos biológicos, humanos. Então, há um certo tipo de relação que é válida, tanto quando se fala de partículas, de moléculas, como de formigas, abelhas ou mesmo pessoas. Se você tiver um número muito grande de componentes e houver um certo tipo de relação entre eles, então o mesmo tipo de comportamento ocorrerá.

Luiz Alberto contesta a tradição que costuma opor razão à intuição:
– Na verdade, a intuição é uma razão extremamente refinada.

O cientista inglês Philip Ball acha que o conhecimento de que partículas interagem como seres humanos pode ajudar a criar políticas para a sociedade. Ball diz que os seres humanos são programados para não baterem uns nos outros. Isso explica por que, numa calçada movimentada, por exemplo, as pessoas se organizam intuitivamente em diferentes fileiras.
– Ninguém usa a inteligência para fazer tal coisa – destaca – Não é necessário ficar pensando sobre isso, esse comportamento surge sem programação prévia.
Philip diz não haver uma lei física que possa reger nossa vontade:
– Acho que nosso comportamento individual não será determinado – diz – Mas, quando estamos numa sociedade, quando estamos interagindo com os outros, nunca temos liberdade total para fazer o que nos dá na telha.

ESPIRITUALIDADE:

Omraan Mikhael Aivanhov – Ora mas não dá certo?

Omraam Mikhaël Aïvanhov (1900-1986) era búlgaro de nascimento, mas adotou, a partir de 1937, a França como seu lar. Era discípulo do mestre búlgaro Peter Deunov (1864-1944), que foi fundador da Fraternidade Branca Universal. Em 1943, fundou seu primeiro centro espiritual, na cidade de Sévres. A partir daí, começou a proferir palestras, que seus discípulos anotavam e gravavam para depois transcrever. O resultado desses ensinamentos orais está hoje registrado em mais de 60 livros, publicados em várias línguas.

Referência:
Omraam Mikhaël Aïvanhov no IPPB

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