RESUMO SOBRE A CEGUEIRA

Pra quem não viu o filme ou leu o livro Ensaio sobre a cegueira, melhor não ler abaixo:

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Agimos como cegos, cuja parcela escraviza e explora os outros cegos mais fracos ou omissos, e mesmo esses últimos não se importam se a parte mais fraca entre eles arque com a maior parte da dor e humilhação, desde que o alimento continue vindo. Se consideram presos, mas não sabem que estão livres há muito… Só que a maioria não sabe viver com o estado de liberdade, pois não há união, não há entendimento.

Engraçado que é quase uma continuação da idéia dos dois posts anteriores. Estamos tão cegos que, quando alguém vê e aponta uma maneira de sair de uma situação difícil e diz “vamos precisar de todo mundo pra conseguir” nós o culpamos e insultamos, em vez de tentar, em vez de incentivarmos os outros a seguir naquela direção. Nós o culpamos pela nossa fraqueza, nossa incapacidade. Isso quando não achamos que o cara talvez esteja nos levando pra uma armadilha, e aí matamos ele. E olha que ele nem está pedindo pra segui-lo “cegamente”, pois a situação é tal que até um cego pode “ver”. Talvez estejamos esperando que o cara que vê faça tudo por nós, que nos carregue nas costas até a saída, mas ele só está dizendo “não podemos continuar desse jeito, precisamos sair daqui ou morremos” e, ao invés de propormos soluções, perguntamos ao cara “o que que você vai fazer a respeito? Não está vendo nossa condição de cegos? Não podemos fazer nada desse jeito! Cadê a comida? Deixe de falar e me dê a comida!!”

E assim continuamos em nosso confinamento.

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