NOSSA CASA

Home: Planeta Terra

Na TV vemos a mineradora Vale do Rio Doce “homenageando” os Pereiras, Oliveiras e Bolseiros, se vangloriando de ter zerado seu footprint. Vemos o presidente da república legalizando e afagando os grandes desmatadores da Amazônia (pra instalar monoculturas adequadas ao biocombustível) e se vangloriando da descoberta do caríssimo petróleo do pré-Sal, enquanto a energia solar e eólica, abundantes em nosso país, são ignoradas.

Enquanto isso, qualquer bem de consumo agora quer ser “verde”, porque é chique e tá na moda. Celular, roupas e até mesmo um veículo Utilitário (SUV) “ecológico” (?!!), com um motor 3.0 diesel!!

Será que temos ALGUMA educação pra entender o que estamos fazendo (nesse momento) conosco e com nosso planeta? Somos bombardeados com o hype ecológico, mas não somos EDUCADOS a adequar nossa mentalidade para um novo tempo. Somos orientados a não gastar água ou a mijar enquanto toma banho, mas não há uma cultura que nos faça reverenciar a água doce pela preciosidade que ela É. Não há uma gratidão pela oportunidade de tomar uma boa ducha (algo que a maioria da população não dispõe) e nem há uma preocupação pelo destino dessa água, o que pode ocasionar que o tal banho de ducha venha a ser um privilégio do qual não desfrutarão nossos netos, num futuro não muito distante.

Ecologia é uma forma de religiosidade. Não a adoração ritualística, mas a religião no sentido literal de religação com o Divino, representado no seu meio-ambiente. É ter a consciência de que nosso destino enquanto ser humano está intimamente ligado à forma como administramos os recursos do planeta, o que inclui animais e mesmo a convivência com outros seres humanos. Uma filosofia que nos aproxima dos “supersticiosos” e “selvagens” índios que outrora povoaram nosso continente.

É para ajudar a criar uma VERDADEIRA consciência ecológica que o documentário Home: O Mundo é a nossa casa foi produzido. Com a ajuda de belas imagens e a narração (no original) de Glenn Close, o diretor Yann Arthus-Bertrand passa a mensagem de que, se queremos sobreviver, precisaremos repensar não só o nosso papel no mundo como também reformar toda a estrutura de nossa sociedade.

O filme foi feito com um monte de patrocínio, com o intuito de ser exibido gratuitamente.

HOME – NOSSO PLANETA, NOSSA CASA (versão dublada)

Abaixo alguns textos do filme, para reflexão:

  • Em menos de 40 anos, a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, foi reduzida em 20%. A floresta dá lugar a ranchos de gado ou ao cultivo de soja. 95% dessa soja é usada para alimentar o gado e aves domésticas da Europa e Ásia. E, desta forma, uma floresta é transformada em carne.
  • A monocultura de árvores está ganhando terreno em todo o mundo. Mas uma monocultura não é uma floresta. Por definição, existe muito pouca diversidade. Uma floresta não substitui outra floresta.
  • Na base dos eucaliptos não cresce nada, porque as suas folhas formam uma camada que é tóxica para a maioria das outras plantas. Crescem rapidamente, mas esgotam as reservas de água. Soja, óleo de palma, eucaliptos… O desmatamento destrói o essencial para dar lugar ao supérfluo.
  • Os pântanos representam 6% da superfície do planeta. Por baixo das águas tranquilas reside uma autêntica fábrica, onde plantas e microrganismos filtram pacientemente a água e digerem toda a poluição. Os charcos são ambientes indispensáveis para a regeneração e purificação da água. Os charcos são também esponjas que regulam o fluxo da água. Absorvem-na na estação das chuvas e liberam-na na estação seca. Na nossa corrida para conquistar mais terra, usamos o charco como pasto para o nosso gado, ou como terra para agricultura ou construção. No último século, metade dos pântanos existentes no mundo foram drenados. Não conhecemos nem a sua riqueza, nem o seu papel.
  • O motor da vida é o sistema de ligação. Tudo está ligado. Nada é auto-suficiente. Água e ar são inseparáveis, unidos na vida e para a nossa vida na Terra. Partilhar é tudo.
  • É preciso cem litros de água para produzir um quilo de batatas, quatro mil para cultivar um quilo de arroz, e treze mil para criar um quilo de carne.
  • A Nigéria é o maior exportador de petróleo de África. Contudo, 70% da sua população vive abaixo do nível da pobreza. A riqueza está lá, mas os habitantes do país não têm acesso a ela. O mesmo acontece no resto do planeta. Metade da população pobre do mundo vive em países ricos em recursos. Só que metade da riqueza mundial está nas mãos dos 2% mais ricos da população.
  • Dubai tem poucos recursos naturais, mas, com o dinheiro proveniente do petróleo, pode importar milhões de toneladas de material e trabalhadores de todo o mundo.
    Dubai não tem terra arável, mas pode importar comida.
    Dubai não tem água, mas pode desperdiçar uma quantidade imensa de energia para dessalinizar a água salgada e construir os maiores arranha-céus do mundo.
    Dubai tem quantidades intermináveis de luz solar, mas não tem painéis solares.
    É a cidade dos excessos, que não pára de impressionar o mundo.
    Nada parece mais distante da natureza do que Dubai, apesar de nada depender mais da natureza do que Dubai.
    Dubai é a culminância do modelo ocidental.

É baseado nesta visão de um novo homem, integrado à natureza e aos outros, que Marcel Cervantes lançou o livro Poemas Místico-Filosóficos, que traz uma visão mística do mundo e da realidade, cobrindo a viagem do indivíduo abatido e solitário, desconectado de si e do mundo, até o seu vôo final, digno e altaneiro, repleto de vida, poesia, amor e devoção. Para a divulgação foram feitos vídeos com textos e música, e quero trazer alguns deles, que se encaixam na proposta do post:

POEMAS MÍSTICO-FILOSÓFICOS | Marcel Cervantes de Oliveira

SEDE DE INFINITO | Marcel Cervantes de Oliveira

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