RADIAÇÃO DO CELULAR PREJUDICA DNA

Uma notinha obscura que saiu no obscuro caderno de informática da obscura Folha de Pernambuco dizendo que radiação do celular altera DNA me motivou a procurar na internet essa notícia, que eu achei ser do interesse de todos os seres humanos que porventura possuam DNA:

“Pesquisadores europeus do projeto Reflex (que consumiu quatro anos) disseram ter encontrado quebras de DNA e “aberrações” em cromossomos de pessoas que usam este tipo de equipamento, e que a intensidade dos resultados foi compatível com o tempo em que as células foram expostas à radiação. Porém, disseram também que o estudo não prova que os celulares fazem mal à saúde – e que novas pesquisas sobre o assunto são mais que necessárias. Os resultados obtidos pelos dois laboratórios participantes do projeto serão agora submetidos a um terceiro laboratório, conta o site RCR Wireless News. Em outubro, um outro estudo europeu coordenado pela Organização Mundial de Saúde apontou relação entre o uso de celulares e o aumento no risco de uma pessoa desenvolver – no lado da cabeça mais usado para falar ao celular – um tumor benigno conhecido como neuroma acústico.”

Info Online; 2004

Talvez a classe dos seres humanos possuidores de DNA que também possuam aparelho celular não seja muito representativa, a ponto desta notícia não ser alarmante para o futuro da raça humana a longo prazo. Ou talvez a multimilionária indústria dos eletrônicos esteja mais interessada em capitalizar em cima desta geração mesmo (e que se danem as próximas). Engraçado que eles se apressam em dizer que “não prova que celulares fazem mal à saúde” embora todas as evidências apontem que sim, isso porque o número de processos que poderiam ser abertos contra as fabricantes iriam levá-las à falência.

O primeiro indício dos malefícios do celular surgiu muito antes da comercialização desses aparelhos. O serviço secreto inglês usava essa tecnologia para equipar seus espiões, que carregavam o celular na altura do baço. Resultado: a maioria eles desenvolveu um câncer nessa região. Isso acontece porque a tecnologia do celular age da mesma forma que o microondas, e é por isso que sua orelha esquenta quando passa algum tempo falando. Quanto maior a potência que o aparelho precise pra funcionar, mais danos aos seus neurônios e possível alteração no seu DNA.

TUMORES

Uma pesquisa da cientista israelense Siegal Sadetzki, divulgado no jornal The Jerusalem Post, indica que o uso frequente e prolongado do telefone celular contribui para o desenvolvimento de tumores benignos e malignos nas glândulas salivares.

Sadetzki, médica, epidemiologista e catedrática na Universidade de Tel Aviv, diz que quem usa o celular com frequência tem uma chance 50% maior de desenvolver um tumor nas parótidas (glândulas situadas dos dois lados do rosto) do que aqueles que não usam o aparelho (lembrando que a pesquisa foi feita em 2008, no tempo em que as pessoas conversavam a maior parte do tempo por voz, segurando o aparelho ao lado do rosto). O maior risco se dá entre usuários freqüentes que moram em áreas rurais, já que os celulares precisam emitir maior radiação para compensar a escassez de antenas, segundo a pesquisa.

A pesquisadora chegou a essas conclusões – recentemente publicadas no American Journal of Epidemiology – após examinar 500 israelenses com tumores benignos e malignos nas glândulas salivares. Sadetzki e sua equipe perguntaram ao grupo de pesquisados sobre como usavam o telefone celular e depois compararam os resultados com as respostas de 1.300 israelenses sem câncer. A cientista destaca que queria que a amostra fosse israelense porque, “ao contrário de outros países, Israel adotou muito rapidamente a tecnologia móvel e desde então os israelenses se transformaram em grandes usuários de forma extraordinária”.

“Essa população incomparável (de usuários da telefonia móvel) revelou que o uso de celulares tem uma relação com o câncer”, algo difícil de provar por causa do longo período de latência de seu desenvolvimento, explica. A cientista, que usa telefone celular, diz que é necessário “tomar precauções para diminuir a exposição e reduzir os riscos para a saúde”.

Ela recomenda, por exemplo, usar acessórios para evitar colocar o aparelho na orelha o tempo todo, afastar o celular do corpo quando conversar ao telefone e evitar as intermináveis ligações e as chamadas prescindíveis. Sadetzki também pede que os pais pensem melhor quanto a seus filhos terem celular, apesar de melhorar a comunicação.

“Parte da tecnologia que usamos atualmente traz riscos à saúde. A questão não é se vamos usá-la, mas como fazê-lo”, ressalta.

SEGURANÇA

O melhor a fazer é evitar dormir com celular perto da sua cabeça (muito menos embaixo do travesseiro!!!), não falar com ele colado à cabeça em lugares onde o celular precisa ficar com a potência máxima (carros, elevadores, lugares com muito concreto) e escolher um celular que não emita muita radiação. Há tabelas de radiação pra todos os celulares, e um top 10 de celulares com maior ou menor emissão de radiação.

Referência:
BBC Brasil – Quão perigosa é a radiação de celulares e como você pode se proteger;
EU Reflex study shows DNA damage caused by radiation from wireless devices and mobile phones;
Cell Phone Radiation Damages DNA in Mice: Are Humans At Risk, Too?

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