EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE

“Numa parada cardíaca, monitorando o cérebro, verá que a atividade deste cessa em até 8 segundos, e se desativa. A neurociência nos mostra que não há experiência sem função cerebral. Então, quando o cérebro para, toda a experiência cessa. Se por algum motivo não cessar, podemos afirmar que a mente e o cérebro não são a mesma coisa”.

Dr. Peter Ferwick; neurologista e neuropsiquiatra

O texto deste post foi transcrito a partir de um documentário do Discovery Channel:

O Dr. Michael Sabom, cardiologista de Atlanta, Georgia, afirma que, “se fosse possível fazer uma experiência de laboratório em que se pudesse levar alguém ao limiar da morte, ou até mesmo a morte, e trazer essa pessoa de volta e perguntar do que se lembra, o caso de Pam Heynolds seria o mais próximo dessa experiência”. Pam Reynolds tinha um grande aneurisma cerebral, na base do crânio. O primeiro neurologista que ela consultou não lhe deu esperança. Já o Dr. Robert Spetzler, neurocirurgião, contrariando os prognósticos, resolveu assumir o caso.

Ele descreve a cirurgia como muito delicada, pois:

1) A temperatura corporal do paciente seria reduzida, ficando entre 10º e 15º C.
2) O coração e respiração parariam.
3) A função cerebral cessaria (em até 8 seg. após a parada cardíaca), e todo o sangue seria retirado da cabeça.

A paciente tinha de estar clinicamente morta durante toda a cirurgia, inclusive sem qualquer atividade neural ou metabólica. Antes desse “trauma”, a paciente é anestesiada, suas vistas são cobertas e dispositivos são colocados no seu ouvido para monitorar o cérebro. A paciente é completamente coberta, exceto o crânio, área de intervenção.

Hoje a Sra Reynolds afirma recordar-se da preparação antes de entrar na sala. A próxima recordação dela é de um som gutural, como uma broca (de sala de dentista) e sentir o topo da cabeça formigando. Há aqui os costumeiros relatos de “efeitos especiais”, como luzes, sensação de leveza, paz, etc.

A coisa fica interessante quando ela descreve os instrumentos, bastante incomuns e específicos, usados pela equipe cirúrgica em sua operação. Ela presumira que abririam seu crânio com “uma serra”, mas descreve, com espanto, que usaram algo similar a uma furadeira, descrevendo ainda as brocas e caixa de ferramentas onde estas estavam guardadas. A pesquisa viria a confirmar que se tratava de uma mini-serra circular (segundo o relato oficial da cirurgia), de estética similar a uma furadeira. Relata ainda que uma das médicas falou que suas artérias (a da paciente) eram muito pequenas. “Parecia que eles estavam mexendo muito embaixo (virilha). Eu lembro de pensar: o que estão fazendo? É uma cirurgia no cérebro. Eles iam retirar o sangue das artérias femorais. Não entendi isso”. Também relata a conversa entre os cirurgiões que iriam ligá-la à máquina “coração-pulmão”, dentre outras, com precisão.

O Dr. Michael confrontou o relato da Sra Reynolds com o relatório oficial da cirurgia, correspondendo perfeitamente com o que ocorreu na realidade. Detalhe: existiam instrumentos que até o Dr. Michael desconhecia, por serem por demais específicos, descritos pela paciente. Um instrumento, que ela descreveu como uma “escova elétrica”, ele achou ridículo. Pediu uma foto para ver o instrumento e, espantado, percebeu que parecia mesmo com uma escova elétrica (o médico, Dr. Michael, não o conhecia, dada a natureza nada comum do objeto).

O Dr. Spetzler não acha possível que ela tenha visto os instrumentos cirúrgicos na sala de cirurgia: “A broca, por exemplo, estava guardada. Estava tudo coberto dentro das embalagens. Só abrimos as embalagens com o paciente dormindo para manter o ambiente estéril”. Sobre o que foi ouvido, ele afirma: “Nesse estado da operação ninguém pode ver ou ouvir coisa alguma. E me parece inconcebível que ela tenha ouvido. Fora isso, havia dispositivos em seus ouvidos. Seria impossível ela ouvir”. Ele ainda conclui: “Não tenho explicação para o que aconteceu. Não sei como aconteceu, considerando o estado fisiológico dela. Mas, já vi tantas coisas que não posso explicar que não sou arrogante a ponto de dizer que não pode ter acontecido”.

Um outro caso, relatado pelo documentário One Step Beyond, também do Discovery Channel (cujo trecho pode ser visto aqui, em inglês), envolve uma mulher cega (Vicky Noratuck) que se viu, pela primeira vez, numa mesa de operação… onde ela esteve clinicamente morta (e ela estava flutuando no teto e se reconheceu pelo anel de casamento).

bandeira da espanha Ler em espanhol (por Teresa)

Saiba mais:
Netflix – Vida após a morte;
Near-death experience in survivors of cardiac arrest: a prospective study in the Netherlands;
Life after Death Documentary (Full Series) com Tom Harpur (em inglês);
Discovery Channel – Experiência Fora do Corpo ou Projeção Consciente

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