A EMBOSCADA

Já acumulei na vida provas mais do que suficientes de vida após a morte, mas não queria ficar convencendo ninguém com experiências pessoais (que são impossíveis de provar cientificamente). Mas essa eu vou contar, pois tem a ver com o tempo, esse assunto fascinante (e muito pouco estudado).

Ontem uma pessoa da família – que tem a faculdade mediúnica de incorporar espíritos, ouvir e, às vezes, ver – passou mal. Uma angústia terrível a dominou e ela ficou acamada, chorando. Fui ajudá-la doando energia e ela, depois que se acalmou, começou a ouvir alguém. Um espírito muito perturbado que falava algo sobre uma “emboscada“. Depois ela ouviu “Numa esquina“. Brinquei, dizendo que ela estava captando a frequência da polícia! (hehe) Depois a entidade disse pra ela que eram “uma mulher de preto e um homem de azul“. Perguntei se era aqui no bairro e ele disse que sim. Fiquei preocupado com a empregada, que tinha acabado de sair, e fui até lá fora pra ver se tinha algum casal com essa descrição. Voltei e o espírito havia incorporado. Era cego. Pediu pra guiá-lo até o telefone, pois queria alertar uma pessoa da família que estava fora de casa. Lá fui eu, e aproveitei pra avisá-lo de que ele poderia ver com qualquer parte do perispírito.

O “Irmão” (é assim que tratamos os espíritos cujo nome não sabemos, na doutrina espírita) me respondeu, através da médium, que havia desencarnado recentemente. Entendi perfeitamente que ele ainda estava se adaptando à sua nova condição (sabe-se lá quantos anos ele passou cego no corpo…). Levei-o até lá, mas aí lembrei que eu havia tentado ligar antes e a caixa postal estava cheia. O Irmão avisou que tinha vindo com meus tios (já desencarnados, obviamente) pra dar esse alerta. Como não pôde telefonar, foi embora, pedindo a Jesus pela pessoa que estava fora.

Pois bem. Isso foi às 3h da tarde. A pessoa que estava fora chegou às 5h da tarde. Perguntamos se ele havia visto alguma confusão, ou algo estranho. Nada. Às 6:30h saí de casa meio desconfiado, pois sabia que a emboscada poderia acontecer comigo (afinal, não havia ficado claro que ia acontecer especificamente com a pessoa que estava fora naquela hora). Dirigi com cautela, mas, como já sabem, tenho uma péssima memória e esqueci completamente do episódio em menos de 1 hora (Visita de espíritos incorporados são pra mim uma coisa tão normal que realmente não me marcam).

Me diverti e dirigi de volta pra casa como sempre faço. Com cautela, mas realmente sem lembrar de emboscada alguma. Eram 12:40 da madrugada de hoje, rua deserta, e na esquina de entrada pra avenida que leva à minha casa havia um casal atravessando. Quando me preparei pra entrar a mulher parou no meio da esquina e o cara, em vez de parar junto com ela, acelerou o passo pra passar exatamente onde eu ia passar, o que me forçaria a parar o carro e esperar os dois passarem. Não pensei duas vezes: acelerei o carro pra passar ANTES do cara. Passei por cima da calçada, quase batendo no cara – que ficou obviamente surpreso – tendo ele ficado a uma distância de uns 20 cm do carro. Depois olhei os dois pelo retrovisor e notei que ficaram parados do outro lado da esquina, num lugar praticamente deserto. Aí eu lembrei: emboscada! Querem saber a descrição do casal? A mulher estava com um vestido preto, e o homem com um moletom azul cinzento (com as mãos nos bolsos).

É ou não é pra se espantar?

Agora, vamos à questão do tempo: Presumo que alguém da espiritualidade maior tenha tido acesso aos registros futuros (coisas que ainda estão se delineando na malha do tempo, ou, pra usar uma terminologia espírita, se formando no éter) e incumbiu o Irmão “cego” de nos informar. Ora, um evento que ainda está se formando é impreciso, e provavelmente se parece com aqueles “fragmentos de futuro” que vemos no filme Minority Report. Ele não sabia com QUEM ia ocorrer, mas sabia que corríamos perigo. Quis informar quem estava correndo mais risco, que era justamente a pessoa que estava fora de casa. Se quiserem se informar mais a respeito do tempo em outros planos dimensionais (são suposições, não verdades) leiam o post sobre o Modelo de Tempo.

Atualização: No dia 11/05/2004 uma pessoa do quarteirão foi assaltada por um casal, na mesma esquina onde aconteceu o incidente comigo, e da mesma forma (a mulher se jogando na frente do carro pra ele parar). Era a última confirmação de que eu precisava pra eliminar de vez a hipótese de ser apenas “um casal inocente que passava pela rua”.

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