CURA PRÂNICA

A Cura Prânica é a compilação e sistematização de várias técnicas de cura que existem pelo mundo – especialmente a chinesa Ki Kung (arte de gerar força interior) – feita pelo Filipino Choa Kok Sui. Achei-a interessante, pois independe de dogmas, religião, sintonização e até mesmo de dinheiro (basta pegar as dicas com quem já fez o curso e treinar a percepção energética nas mãos). A idéia é que você capte conscientemente a energia do Prana e a canalize, através das mãos, para a cura do paciente, investindo nela um certo padrão vibracional (cor) que vai ter um certo efeito desejado pra cada caso. Ou seja, é algo bastante lógico e racional.

Mas o que é o Prana? Esta é uma palavra sânscrita composta por Pra (exteriorizar) e an (respirar, viver). Energia sutil que está presente em toda a parte e entra pelos nossos chakras, alimentando nosso corpo astral (que, quando dormimos, descoincide do corpo físico para melhor absorver o prana). Os chineses chamam de Chi, os gregos de Pneuma (respiração, espírito), George Lucas chama de Força, os polinésios de Mana e os judeus de Ruah (respiração de vida). O prana pode provir da luz do Sol, de glóbulos contidos no ar (e absorvido pelos pulmões) e também do solo, onde é absorvido pela sola dos pés. A água absorve o prana, as plantas também, enfim, estamos em contato com essa energia o tempo todo.

TÉCNICA

Antes de aplicar a energia fazemos uma varredura energética no paciente, pra saber quais chakras estão funcionando normalmente ou não, sentindo com as mãos o “jorro” de energia que emana de cada chakra (confesso que não sabia que isso era possível, e fiquei desconfiado durante um bom tempo, mas tive oportunidade de verificar que é verdadeiro).

Depois retiramos a “casca” de energias densas que se agregam no dia-a-dia (pensamentos ruins, frustrações, pequenos aborrecimentos que todos nós temos, tudo isso se impregna em nossa aura) e fazemos uma limpeza localizada no chakra “doente” (dá pra sentir um atrito maior no ar ao passar a mão por áreas congestionadas). Só então aplicamos a energia. No curso também aprendemos a importância de nos limpar no nível mais físico (lavando sempre as mãos com álcool e fazendo o gesto de quem está jogando as energias densas num balde com água e sal. Isso é para, ao fazer o ato físico, estar FOCADO numa só coisa e assim vai estar comandando as energias em outros níveis mais sutis) e da concentração também no ato de doar (afinal, é sua energia, e você está executando um ato consciente de querer doá-la, ao contrário do Reiki, onde a coisa acontece independente de você).

Nos livros do Mestre Choa Kok Sui (especialmente o Milagres da Cura Prânica) temos dicas ótimas de onde posicionar as mãos, quais chakras ficam congestionados ou sobrecarregados quando temos certos problemas, etc. Praticamente o Manual do Curandeiro Moderno (hehehe)

Fizemos o curso do tipo intensivão (um fim de semana inteiro, durante o dia todo) com a Mestra Sônia Grassi, que veio de São Paulo somente pra isso, e foi muito bom pra desenvolver e treinar a percepção das mãos. Eu mesmo tinha pouca experiência nisso (e um monte de desconfiança em relação a poder “apalpar” a energia dos outros), mas nós treinamos tanto que já no dia seguinte consegui fazer uma bola de energia com as mãos tão perfeita, tão palpável, que não resisti: olhei pra Elfa e joguei a bola na direção dela, gritando “Hadouken!!“. Acho que ela conhecia Street Fighter, pois imediatamente pulou pro lado pra se safar… 😛

Pena que eu nunca vá saber que efeito teria o meu primeiro e único Hadouken… 😀

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