TAO: VIVENDO E APRENDENDO QUE NÃO SE SABE

Lao Tsé; Tao Te Ching – verso 71

Saber que não se sabe é o bem supremo.
Não saber que não se sabe é como padecer um mal.
Quem toma consciência deste padecimento fica livre dele.
O sábio não sofre este mal porque já padeceu com ele.
Assim ele pode evitá-lo.
Tao Te Ching – Huberto Rohden (Ed. Martin Claret)

Comentários de Huberto Rohden:
O sábio sabe e saboreia que toda a erudição meramente intelectual é deslumbrante vacuidade e fascinante ilusão. A diferença entre o sábio e o erudito está no fato de que o sábio sabe por experiência própria o que é a Realidade, ao passo que o simples erudito ignora essa Realidade e a confunde com as facticidades. O sábio sabe que ignora mil vezes mais do que sabe – e nisto está a sua sapiência. Quem não tem plena certeza da sua vacuidade não pode ser plenificado pela plenitude.

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