TAO: AS VIRTUDES DO SÁBIO

Lao Tsé; Tao Te Ching – verso 15

Antigamente os homens Sábios eram sutis, penetrantes, profundos
Difícil era compreendê-los.
É porque não podemos entendê-los que nos esforçamos em descrevê-los:
Eram cautelosos como quem atravessa um rio no inverno.
Prudentes como quem teme os vizinhos. Reservados como hóspedes.
Indiferentes como o gelo ao derreter-se.
Simples como a madeira não trabalhada. Amplos como o vale.
Impenetráveis como as águas turvas.
Quem pode trazer a claridade antes da hora do amanhecer?
Quem pode acalmar as águas do lago antes da tormenta passar?
Aquele que segue estes princípios não guarda desejos.
Quem guarda desejos permanece pequeno.
Sendo pequeno não se criam novas coisas.
Tao Te King – Albe Pavese (Ed. Madras)

Comentários de Huberto Rohden:
Estas palavras de suprema sabedoria foram escritas 6 séculos antes da Era Cristã. Não terá havido uma tremenda decadência nesses 26 séculos? Verdade é que, ainda hoje, existe, em alguns Mestres, essa sabedoria – mas quão poucos são eles! A massa profana tripudia, ignara, sobre as coisas sagradas e executa a sua dança macabra em torno do bezerro de ouro – enquanto Moisés trava o seu silencioso solilóquio com o Infinito, no impenetrável cume do Sinai.
Mas… uma pequena elite anônima preserva da extinção o fogo sagrado.

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