SAINDO DA MATRIX: A GÊNESE

Até a morte já leu!

10.000 visitas em menos de um ano… Nunca pensei nisso. Afinal, já há muito não faço propaganda, preferindo o anonimato para que este blog não corresse o risco de ser classificado como um culto ao ego (este é o problema com muitos “místicos fast-food”). Popularidade também não é a tônica (ou senão não ficaria colando trechos da Bíblia o tempo todo pra manter isso aqui atualizado) e admito que 90% das visitas são de pessoas que entram à procura de algo sobre o filme Matrix (e não à procura de si mesmo). Mas deixarei um alerta aos 10% que querem se aprofundar nos assuntos aqui contidos, para que não cometam o mesmo erro que eu:

O nome Saindo da Matrix traduz bem meu propósito, que não deixa de ser uma forma bem criativa de suicídio: Atingir a Iluminação, e assim ir embora deste planeta. Nunca vi muita graça nesse mundo. Desde os 15 anos, quando aprendi que aqui não é um parque de diversões (e de fato não estava me divertindo), botei na cabeça que queria saldar logo minhas dívidas, aprender o que tinha pra aprender e sair logo daqui. Pesquisei nas várias doutrinas maneiras de “passar de ano” e me identifiquei mais com o Budismo e o Espiritismo. Ambos pregavam a ação correta acima de tudo (até mesmo das paixões e dos próprios interesses) e, com a ajuda da minha consciência (o grilo falante que vive ponderando minhas ações e com quem dialogo mentalmente) adquiri uma ética inabalável (ao menos nunca roubei um chocolate das Lojas Americanas!). hehehehhe

Esse meu “projeto” inicialmente poderia levar duas ou três encarnações, se eu fizesse tudo direitinho. E não tinha pressa. Só que no último ano resolvi fazer um “intensivão” pra abandonar esse planeta de uma vez. Sabia que podia atingir um certo nível de mudanças internas e renegociar minha dívida pra ser paga em outros planos, de outras formas (afinal, o Karma é inexorável, mas não é inflexível). Aí fiz o blog. É um lugar onde poderia reunir e aprimorar tudo o que eu aprendesse e onde pudesse registrar minhas conclusões, onde quer que fosse. Afinal, não podia guardar tudo o que venho aprendendo apenas pra mim (abandonar qualquer tipo de egoísmo foi a primeira coisa que mudei em mim) e também porque eu tenho um sério problema de memória. 😛

Fiz avanços importantíssimos que provavelmente só alcançaria em muitos anos. Só que também fui descobrindo meu lado negro (uma vez que você elimina parte do ego ele deixa de acobertar suas imperfeições) e ele se revelou tão claramente que, como um ladrão flagrado, partiu pro ataque e tentou me dominar, assim como fez com Gautama debaixo da figueira e com Jesus no deserto (em ambos fica claro a simbologia de que o mal existe dentro de você mesmo e é um dos últimos obstáculos a ser vencido). Só que, MUITO ao contrário de meus Mestres, vi-me despreparado (é o ruim de se fazer intensivão: falta de experiência).

É exatamente por isso que na Cabalá o estudioso tem de ter uma família estabelecida, ser feliz, ter laços que o prendam aqui na Terra. Senão endoida, se isola ou tenta se matar (como nos mostra o episódio do detetive de Animatrix).

Por sugestão de Oráculo, diminuí o ritmo dos meus estudos. Somente ela, mesmo, pra me fazer adiar a idéia de “sair da Matrix” (ao menos por enquanto). Agora estou resignado. Sei que tem coisas (como a experiência e têmpera) que só se conseguem aqui mesmo, neste mundinho irreal cheio de pessoas irreais.

Aquele que tem muito aprendizado sem nenhuma aplicação prática é como um homem pobre que conta os tesouros dos outros, sem ter nem mesmo meio centavo para si.

Tradição Budista

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