RPG E AS ENTIDADES ARTIFICIAIS

Esta semana recebi um e-mail de uma amiga alertando quanto aos perigos dos jogos de RPG. Na (finada) lista apometria tem aparecido casos de formas-pensamento se manifestando como personagens do jogo, o que impressiona as pessoas acostumadas à Doutrina Espírita, pois eles falam, andam, parecem ser autônomos. Tais formas já estão sendo chamadas pelos praticantes de apometria de “artificiais”. Mas, afinal, como pode um personagem “ganhar vida”?

O culpado aqui não é o RPG, mas a FORMA como se joga esse jogo. Pra quem não sabe, no RPG os participantes não precisam de nenhum apetrecho, nem tabuleiro: apenas a imaginação. Criam-se mundos, com regras estabelecidas pelo “Mestre”, um cara que comanda o jogo, e cada participante escolhe encarnar um personagem, definindo previamente itens como roupas, agilidade, ataque, defesa e até mesmo carisma ou humor. Até aí nada de mais. Qual é a criança que não brincou com seus bonecos imaginando que eles eram reais? Só que tem muita gente fanática nesse mundo, e com RPG não é diferente: muitas pessoas criaram um “culto” em torno de certos RPGs e fazem os jogos em ambientes sinistros, com música sinistra, chegando a botar na sala até mesmo luz vermelha e usando roupas e máscaras dos personagens!

A simbiose entre a pessoa e o personagem é tanta que, assim como características suas dão vida ao seu personagem, sem que você perceba características do personagem acabam entrando na sua vida (isso nos casos dos fanáticos, óbvio). Nada de ruim se seu personagem for um cavaleiro em busca do tesouro, mas péssimo quando você interpreta um vampiro, lobisomem ou morto-vivo, como nos RPGs de maior sucesso por aí. “Mas, por que esse preconceito com zumbis? Não é por interpretar um que eu vou sair por aí comendo miolos!”. Certo, certo. Mas raciocine um minuto. Pensamento é TUDO. É uma ação não-física, mas que se reflete no mundo espiritual (ou Maikai, pra os fãs de Yuyu Hakusho).

Quando você constrói visualmente o personagem e o usa por algum tempo, sua mente vai estar moldando no perispírito todos os detalhes desse personagem em você, e pra todos os seres do astral você vai parecer (mais ou menos) com o personagem! E mais: esses livros de RPG usam elementos de Teosofia, Satanismo, Espiritismo, ficção científica, etc, tudo pra compor mais realisticamente seus mundos. Já peguei um que usava como referência o livro de Ranieri O abismo, que descreve em detalhes o umbral!! Quando você visualiza este “mundo” na sua mente, e passa algum tempo “vivendo” nele, cria automaticamente uma ponte mental entre o umbral e você!! Assim sendo, os habitantes dessa frequência podem chegar até você, e chegando, verão na frente deles um morto-vivo ou um monstro. A primeira reação deles vai ser gritar “PAPAI”! E aí, quando o joguinho acabar, vai fazer o que com esse “pacote”? Leva pra casa, né? Campanha “Adote um umbralino”!

Mas acho que peguei muito pesado com os jogadores de RPG (deve ter um bocado de mães paranóicas com seus filhos neste momento). Esse negócio de criação mental está em toda parte. Quando você amaldiçoa o vizinho, quando você vai ao campo de futebol e fica imerso por duas horas num ambiente que é pura catarse coletiva de sentimentos de inferioridade, agressividade e frustração. Também é um obsediado aquele que fica cultivando pensamentos de caráter sexual na maior parte do tempo. Seus pensamentos são sua identidade no plano astral. Você não pode dar uma de santinho pra um espírito. Tanto que fazer reuniões espíritas em casa, sem preparo, pode arruinar uma família somente com a presença de um espírito zombeteiro que comece a falar os podres de algum membro da casa. Pessoas como o um certo Lalau, ao morrerem, serão destroçadas psicologicamente pelo simples fato de não poderem se esconder atrás do dinheiro, prestígio, posição social ou da mentira.

Referência:
Entidades artificiais

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