PIRÂMIDE EM 3D

Um passeio pela pirâmide de Qeuóps com a ajuda da tecnologia 3D, para tentar provar uma teoria de como ela foi construída.

Quando começou o hype em torno da Internet, no século passado, por volta do longínquo ano de 1996, eu via as revistas falando que era possível visitar o museu do Louvre sem sair de casa, conhecer as grandes maravilhas da humanidade, que a internet revolucionaria a educação, etc. Balela. A maior parte do tempo da maioria dos que entraram nessa época era gasta no IRC, mesmo. O Louvre mesmo eu achei decepcionante, com fotos pequenas e de baixa resolução, e que ainda demoravam pra baixar no meu modem de 14.400.

Meu conceito de ferramenta de educação eram coisas que combinavam entretenimento e informação, algo que só está se materializando agora, como o Google Earth.

Mas agora encontrei o exemplo mais bem acabado de informação da nova era. Algo que deveria constar nas salas de aula do mundo todo: Um passeio 3D pela construção da Grande Pirâmide do Egito (Khufu Reborn), que foi realizado pela empresa francesa Dassault Systèmes pra dar suporte à teoria do arquiteto francês Jean-Pierre Houdin, que declarou ter resolvido o mistério acerca de sua construção, que perdura há 4.500 anos, afirmando que ela foi construída de dentro para fora.

Teorias anteriores diziam que o túmulo do faraó Khufu (Queóps), a última das sete grandes maravilhas do mundo antigo que ainda sobrevive, foi construída ou usando uma enorme rampa frontal ou então uma rampa em formato de saca-rolhas, em forma de espiral, em volta da parte externa da pirâmide, para erguer as pedras.

Mas o arquiteto possui uma teoria brilhante de que os egípcios utilizaram rampas por DENTRO da pirâmide, enquanto a construíam, formando uma espiral ascendente. “Esta teoria é melhor que as outras porque é a única que funciona”, disse Houdin à Reuters. Para provar seu argumento, o arquiteto francês formou uma parceria com a empresa francesa Dassault Systèmes, que constrói modelos 3D para o design de automóveis e aviões. A empresa pôs 14 engenheiros para trabalhar sobre o projeto por dois anos.

O egiptólogo Bob Brier disse à Reuters na apresentação da hipótese: “Isto contraria as duas principais teorias existentes. Eu mesmo as ensino há 20 anos, mas, no fundo, sei que estão erradas”. Agora uma equipe internacional está sendo montada para sondar a pirâmide, usando radares e câmeras de detecção de calor fornecidas por uma firma de defesa francesa, desde que as autoridades egípcias aprovem.

Houdin começou a trabalhar em tempo integral sobre o enigma oito anos atrás, depois de uma intuição que lhe foi transmitida por seu pai, engenheiro, e cinco anos antes de visitar a pirâmide “in loco”. Ele acredita que, com as técnicas que ele visualiza, a pirâmide pode ter sido erguida por não mais de 4.000 pessoas, em lugar das cerca de 100 mil vistas por historiadores passados como o número provável de trabalhadores encarregados de enterrar o faraó.

Esses egípcios eram fantásticos, mesmo, não? Desafiam a mente dos mais brilhantes construtores e arquitetos durante milhares de anos de EVOLUÇÃO e só agora, após 8 anos de dedicação integral, alguém apresenta um modelo válido. Resta saber se essas rampas existem mesmo, ou ainda permanecerá o mistério!

No site você escolhe ver uma animação com a teoria explicada (Infelizmente não tem português) ou passear livremente pela área criada em 3D, que abrange várias etapas da construção da pirâmide de Queóps (infelizmente não tem mais a parte em 3D, e estão agora propondo uma imersão em VR).

Comentários sobre a (finada) parte em 3D

Os gráficos 3D do website demoram um pouco pra carregar, mas são tão bons quanto os de Counter Strike (dependendo, claro, da sua placa de vídeo) e, pensando bem, acho até que daria um ótimo mapa de CS… Eu passei mais de uma hora viajando pelo mapa, seja voando pelo deserto, ou dando rasantes no lindo lago de águas azuis. Me senti como um pássaro. Depois resolvi encarar como seria um dia de trabalho de um egípcio carregador de pedra. Me desloquei desde lá debaixo da pirâmide até o topo, seguindo as rampas. Puxa, como é cansativo! Por sorte a paisagem é belíssima e ainda tirei umas fotos!

O grau de imersão é tão grande que me senti até com vertigem, quando olhava pra cima, ou claustrofóbico quando me aventurava por dentro da pirâmide!!

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