NOVOS TEMPOS

Algo que recebi por e-mail e achei interessante, pois bate com a época pela qual estamos passado, do nosso “isolamento” espiritual (não da perda de contato com o Divino, mas com as muletas que usamos para entrar em contato com o Divino). Chega uma hora em que precisamos ser desmamados, e outra hora quando precisamos deixar de usar chupeta. Algumas crianças deixam por elas mesmas, com outras as mães têm de esconder ou botar pimenta na chupeta. Vai chegar a hora em que teremos de aprender a andar de bicicleta. Corremos o risco de levar umas boas quedas no aprendizado, mas a sensação de liberdade que se segue faz valer a pena todo o sacrifício.

Por Benjamin Teixeira e o espírito Eugênia em 3 de abril de 2005

Há profecias que indicam a subida ao trono do Vaticano, após o Papa João Paulo II, de um “Petrus Secundus”, o Pedro II, que seria o último dos Papas, que, por sinal também seria uma Papa “negro”.

Como muito bem suas aspas indicaram, quanto ao grupo étnico do próximo Papa, houve apenas alegoria simbólica, de que nos esquivamos estender comentários. O “negro” não alude à cor da pele. Por outro lado, o fato de chamar-se “Pedro” ou de ser o “último papa” são também “avisos” de natureza figurativa, a sugerir reflexões de estudiosos interessados em exegese profética de textos herméticos, sibilinos. Lamentavelmente, entretanto, não estou autorizada a detalhar minudências a respeito das possíveis significações e das garantidas previsões contidas nestes símbolos proféticos.

Estamos sofrendo uma crise na cristandade?

Indubitavelmente. Não é só a Igreja Católica que periclita, perdendo fiéis, por exemplo, às turras, no Brasil, para igrejas evangélicas. As próprias igrejas reformadas atravessam seus problemas graves, embora menos perceptíveis (porque não aparecem em levantamentos estatísticos), empobrecendo sua dogmática espiritual, em função de apelos subalternos para ganhos materiais imediatos. O materialismo, como cultura de consumismo e hedonismo, geminado a uma ciência míope e caolha, fixada no reducionismo materialista, triunfam e ganham adeptos em toda parte. E, entre as classes cultas, como, por exemplo, no Brasil, não fosse o espiritismo kardecista e as diversas visões espiritualistas modernas (mais fortes no exterior), o colapso da vida culta em relação à espiritualidade já teria acontecido, com perigos inauditos para a sobrevivência da humanidade no globo, já que as classes esclarecidas, com grande poder de influência e liderança das massas populares, estariam inclinando todo o grupo humano ao precipício da auto-extinção.

Vamos vencer? Digo: a espiritualidade, a fé, o bem vão vencer?

Certamente. Deus está por detrás de tudo. E contra Deus não há força que valha. Há uma permissão tácita da Divindade a que todo este turbilhão de adversidades à fé aconteça, mas apenas em respeito ao livre-arbítrio dos seres humanos, que precisam aprender com os próprios erros. Há grande cópia de missionárias encarnados, todavia, que estão sendo orquestrados, paulatinamente, em diversos setores da sociedade, mas, principalmente, no setor de produção cultural, para reverter este quadro angustioso na mente coletiva. Os filmes de maior sucesso, na atualidade, apenas para dar um exemplo pálido, têm dado sinais neste sentido, não é verdade?

Teria algo mais a nos dizer sobre tudo isto?

Que cada um observe a morte sucessiva de ícones religiosos sem a reposição deles, em medida equivalente, de pronto. Morreram, na década passada, Madre Tereza de Calcutá (referência internacional de fé) e Irmã Dulce (o equivalente no Brasil); e, nesta primeira década do século, apenas pela metade, partiram do mundo físico Chico Xavier, o apóstolo máximo do espiritismo mundial, e, num espaço de semanas, Lúcia dos Santos e o Papa João Paulo II, referências espirituais várias vezes mais influentes ainda. Outras personalidades carismáticas ocuparão, suavemente, no correr dos próximos vinte anos, o lugar de amor e devoção por parte do populacho, pela carência ainda premente e irresolúvel (por ora), de figuras humanas que representem as potestades espirituais. Entretanto, haverá um hiato psicológico substancial, uma espécie de vácuo de piso espiritual ou lacuna na alma mundial que, para muitos, soará terrificante, dando uma certa sensação de “vertigem espiritual coletiva”, como se todos estivessem “sem chão”. Tal se dará (e já está se dando), para que a humanidade amadureça em termos espirituais, e possa adquirir maioridade (auto-suficiência e autonomia) neste sentido, com menos dependência de figuras míticas vivas, como foram, claramente, todas as personalidades que citei acima. Com isto, no momento em que os novos “embaixadores do Alto” se fizerem mais visíveis às massas populares, já não terão que assumir uma responsabilidade tão ingente ante a fé do povo, o que é extremamente saudável, indicando substancial amadurecimento psicológico do “inconsciente coletivo”, como diria Jung. Tudo isto, assim, e principalmente este “hiato de referenciais”, foi criteriosamente planejado por Grandes Autoridades do Mundo Espiritual, interessadas em acelerar o processo de evolução da humanidade, em matéria de espiritualidade, assim catalisando o terreno da fé no coração das moles humanas, por meio da carência de ídolos, sempre indesejáveis, como afirmam todos os textos e líderes sérios da espiritualidade humana.

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