ESPIRITISMO E ANTI-MATÉRIA

Renato Pirani escreveu na lista espiritismo-br:

No mais recente livro do físico brasileiro Carlos de Brito Imbassahy Arquitetos do Universo: O Outro Lado da Física à Luz da Ciência Espírita temos alguns esclarecimentos sobre o paradigma da Mecânica Quântica. Nesse sentido, o livro seria adequado ou para leigos em Espiritismo, ou para leigos em Física Quântica, levando-se em conta o grau de dificuldade de entendimento dos pressupostos teóricos desta última. Quando Heisenberg fez experimentos com aceleradores de partículas, notou que muitas delas não “obedeciam” aos “comandos” do pesquisador, no caso do “bombardeador”. Segundo Imbassahy, Heisenberg chegou a estabelecer que tais partículas subatômicas tinham como que “vontade própria”, e isto foi o bastante para que outro eminente físico quântico o ridicularizasse: o físico Schrödinger.

A explicação para tal “paradoxo”, só veio a partir das pesquisas de outro físico não menos famoso: o norte-americano Murray Gell-Man. Ele concebeu (não sei se ele foi o primeiro a descobrir isso) que as partículas subatômicas tinham o seu “lado oposto”, que seria a anti-matéria, ou a anti-partícula, o que seria de se esperar que tais partículas se anulassem mutuamente, devido aos seus pólos negativos/positivos.
Na opinião do físico Imbassay (e do próprio Heisenberg) a anti-matéria seria precisamente um campo de energia subjacente às partículas materiais e que determinariam o comportamento dessas últimas. E, nesse sentido, a anti-matéria seria algo pertencente a esse “mundo das idéias”, de que falara Platão, há quase 2.500 anos atrás.

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein também foi, ao lado do “Princípio da Incerteza” da Mecânica Matricial de Heisenberg, um duro golpe no materialismo das teorias biológicas do final do século XIX e começo do século XIX, já que ele havia demonstrado que a matéria é apenas uma forma de energia em movimento, ou algo que o valha. No conceito einsteiniano, matéria é energia que se condensa. Somando-se este conceito, às descobertas de Heisenberg e Gell-Man, que viram na anti-matéria o verdadeiro agente para os motos fenomênicos, pôde-se chegar à conclusão hoje, de que a matéria é uma entidade inerte, ou seja, ela não organiza – como pensavam os biólogos – mas é organizada, através desse “campo de força” da anti-matéria.

É importante notar que esta teoria de Heisenberg-Gell-Man é um pressuposto que abala a teoria do Big-Bang, pois que, se a anti-matéria é um campo de força subjacente às várias formas de expressão das partículas materiais, então é óbvio que a anti-matéria é que teria dado origem ao universo. A “grande-explosão”, nesse contexto, seria apenas um efeito remoto e não uma causa propriamente dita.

Vale acrescentar que – segundo observou Isaac Asimov, em seu livro O universo – se partirmos das Leis da Termodinâmica, veremos que só é possível criar energia a partir de alguma energia já existente. Mas na filosofia de René Descartes já estava presente o Princípio de Conservação da Energia, embora exista hoje o conceito de entropia (a energia se conserva, mas sempre um pouquinho dela é dissipado, já que, a energia estando contida no Plenum Divino (Fluido Cósmico), ela não poderia se dissipar). De modo que o Big-Bang não é a origem do Universo. Aliás, pode-se notar que, atualmente, na comunidade científica, são poucos os astrônomos e astrofísicos que ainda acreditam na Teoria do Big-bang, na perspectiva deste último constituir-se enquanto causalidade do Universo.

Referência:
Artigos de Ciência pelo Espiritismo;
Artigos de Carlos de Brito Imbassahy;
A estrutura da matéria, segundo os espíritos

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