TIROS EM COLUMBINE

Um belo documentário de Michael Moore. Me diverti muito com a forma bem-humorada com que o autor expõe o ridículo do norte-americano fanático, mesmo tratando de um assunto tão sério. Os momentos mais marcantes foram a entrevista com Marilyn Manson e o desconcertante silêncio de Charlton Heston, que funcionou como uma tácita sentença contra tudo o que ele acredita.

Quando do massacre na escola, a sociedade norte-americana iniciou uma caça às bruxas, e incriminaram o filme The Matrix (por causa do nome do “clubinho” dos assassinos, que era A máfia da Capa preta) e Marilyn Manson, simplesmente porque eles ouviam suas músicas! O surpreendente foi ver Marilyn como um cara centrado, culto e com o domínio da situação que ele criou para si. Pelo visto desta vez as forças das Trevas pegaram um diplomata para representá-lo no Show-Biz, e não um tapado como Ozzy Osbourne.

Aqui uma transcrição de partes de sua entrevista:

Eu compreendo muito bem porque é que eles me escolheram. Porque é fácil pôr a minha cara na TV. Porque, no fim de contas eu sou aquele de quem têm medo. Eu represento tudo aquilo que os amedronta, porque digo e faço o que quero.

Quando você vê TV é bombardeado com medos: catástrofes, AIDS, mortes. E nos comerciais: Compre creme. Compre Colgate. Se tiver mau hálito ninguém fala contigo. Se tiver espinhas as garotas não fodem contigo. É uma campanha de consumismo e medo. A idéia global é de manter as pessoas no medo, porque assim elas consomem. Eu acho que tudo se resume a isto.

Pergunta: Se você tivesse algo a dizer aos alunos de Columbine, o que lhes diria?
– Eu não diria nada, simplesmente ouviria o que eles tinham para dizer. Acho que foi isso que as pessoas não fizeram.

Com essa Marilyn conquistou meu respeito.

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