MEMÓRIA E REENCARNAÇÃO

Estava ouvindo ao Nerdcast sobre A ciência do aprendizado e nele há um caso de um homem (Henry Gustav Molaison, mais conhecido como H.M.) cuja memória de aprendizado parou numa determinada época. A cada 40 minutos ele “reseta”, esquece tudo o que aprendeu antes disso e volta aos ponto onde parou. Os cientistas então procuraram ensinar durante vários dias ele a desenhar uma estrela no espelho: obviamente ele esquecia toda vez, mas eles notaram que, quanto mais ele era ensinado, mais fácil fazia o desenho nas próximas vezes. Para os cientistas essa foi a primeira demonstração de que há um tipo de memória, particularmente associada a tarefas motoras (como dirigir um carro ou uma bicicleta), que não depende de processamento consciente e reside em alguma outra região cerebral que não o lobo temporal medial. Uma memória subconsciente? Uma memória motora? Muscular? Não sabemos ainda.

Fiquei com isso na cabeça e lembrei de uma reportagem da Globo sobre Rony, “o pedreiro pianista”, alguém que cresceu sem treinamento musical algum e com uma capacidade formidável pra tocar piano:

Rony, o Pedreiro Pianista – Jornal Hoje 03/10/2012

Ele não nasceu tocando Beethoven, nem podemos subestimar a capacidade humana de aprender algo por observação e treino, mas é inegável que ele tem a facilidade / talento. E é sobre talentos, aptidões, que eu gostaria de falar. Acho que todo mundo conhece alguém que “nasceu pra aquilo”, ou que tem uma atração por um assunto / ciência que nunca fez parte de sua vida ou de seu repertório de conhecimento. E SE tais aptidões viessem de uma memória subconsciente de outras vidas? Note que o H.M. não sabia desenhar a tal estrela e tinha de reaprender a cada dia, mas ficou com uma APTIDÃO, ou seja, um talento pra algo que ele não se lembrava de ter feito antes. Se a teoria de vidas passadas estiver correta, nós temos nossa memória apagada entre cada reencarnação, mas guardamos no inconsciente certos sentimentos, certas experiências que nos marcaram em outras vidas. Uma “memória motora” poderia explicar como uma pessoa que nunca visitou Londres antes pode se sentir tão em casa por lá e se orientar facilmente, ou a sensação de Déjà Vu quando fazemos uma ação em determinado local.

Referência:
SDM – Reencarnação;
SDM – O caçador de reencarnados

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