ENERGIA PURA

Graças a um diálogo inspirado, transcrito no (finado) blog Resgate Ancestral, fiquei tentado a assistir ao filme Energia Pura (Powder). Ele é um dramalhão, gênero que eu detesto, mas tem lá seus méritos. O personagem principal é o filho bastardo do Professor Tibúrcio (aquele do Castelo Ratimbum), e que por esse motivo acabou sendo criado com os avós, o que resultou numa mistura da Branca de neve com o Bambi. Só que ele tem poderes paranormais e sensibilidade aguçada, ou seja, nasceu com a capacidade que Yogues só conseguem depois de muitos e muitos anos de treinamento, como ler a alma das pessoas, dar choques e eventualmente atrair objetos metálicos.

Abaixo um diálogo do garoto pó-de-arroz com sua primeira e última paquera. Ela pergunta:

– Como as pessoas são por dentro?
– A maioria das pessoas tem a sensação de serem isoladas. Separadas de tudo. Mas não são. Fazem parte de absolutamente tudo e todos.
– Quer dizer que faço parte da árvore? De um pescador na Itália? É difícil acreditar nisso tudo.
– É porque vocês têm um ponto cego, e não conseguem ver além dele (apontando para o centro da testa). Um ponto que lhes diz que vocês são isolados de tudo.
– Então é isso que veríamos se pudéssemos? Que estamos vinculados?
– E veriam como são verdadeiramente belos. E que é possível conversar sem contar mentiras, falar com alguém sem subterfúgios, sem sarcasmo, sem engodos, sem exageros, ou quaisquer coisas que usam pra confundir a verdade.
– Não conheço uma só pessoa que possa fazer isso.

(Deve ser por isso que acabou…)

“É terrivelmente óbvio que a nossa tecnologia excede a nossa humanidade”.

Albert Einstein
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