ANJOS

No livro espírita A 2ª morte nos é explicado com bastante lógica a razão de existir o mito dos anjos com asas:

No prédio fomos informados pelo anjo da recepção, pois ostentava esta criatura belíssimas irradiações em forma de asas (…)

Assim que nos afastamos do informante, perguntei:
– Perdoe-me a pergunta, Apolônio, mas essa criatura é um anjo?
– Na nomenclatura antiga da Igreja Católica é, mas para nós que entramos nos tempos modernos da Terra, não. É, no entanto, um espírito de imensa evolução. O que eles não podem impedir, mesmo por humildade, é que essas irradiações, como as limalhas de ferro à volta de um imã, aglutinem de conformidade com o espectro magnético… É uma força incoercível. Ao mesmo tempo tem a vantagem de marcar e tornar visível a hierarquia espiritual desses espíritos que já atingiram esse estado de evolução que durou milênios. Mas todos caminham para a angelitude.
O ser, depois que, através da evolução, atinge o estado hominal e conquista a razão, inicia a marcha evolutiva para alcançar a angelitude, e depois prossegue ao encontro da razão divina. E depois, com algumas intermediárias que poucos ou ninguém conhece, vêm os Tronos, os Querubins, os Arcanjos
– Mas isso não é teoria da Igreja?
– Teoria de ninguém ou teoria de todos! Essa é a verdade que está no Evangelho e nas cartas dos Apóstolos. É preciso apenas ler melhor. Não resta dúvida que adulteraram muita coisa e que o homem às vezes não encontra mais. No entanto esteve lá durante muito tempo. Quem tem olhos de ver, verá!

A 2ª morte; Rafael A. Ranieri

Pois recentemente encontrei uma pintura de Alex Grey, intitulada Campo energético espiritual: Ela nos mostra exatamente o campo “áurico” que se forma por conta da nossa irradiação de energia. Pode-se notar claramente as “asas” do lado. Imagine a luz irradiando desta pessoa e você terá um anjo.

A palavra hebraica para anjo é Malakl, que significa Mensageiro. Esse também foi o significado adotado pelos gregos (Ággelosἄγγελος) e daí surgiu a base para o nome em latim Angelus, da qual derivou o nome dos anjos em todo o mundo. As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C.

Para a Kabbalah a letra é uma potência. O agrupamento das letras forma um nome, dando origem a um centro poderoso de energia. Deus é representado pela letra Yod que é a décima letra do alfabeto hebraico (Yod = 10). Se juntarmos ao 10 as grandezas 15, 21, 26, que são pela numerologia os valores dos grupos de letras da palavra Jehovah, teremos como resultado 72. (veja a lista). Como os judeus ortodoxos não pronunciam o nome de Deus, os cabalistas desdobraram a palavra Jehovah através dos três versículos misteriosos do capítulo 14 de Êxodos e acrescentaram os nomes divinos IAH, EL, AEL e IEL; com esses desdobramentos e terminações deram nome aos 72 anjos.

Classificam-se em nove categorias ou coros:
No primeiro coro estão os Cherubim; no segundo, os Beni-Elohim; no terceiro, os Elohim; no quarto, os Melachim; no quinto, os Seraphim; no sexto, os Hashmalim; no sétimo, os Aralim; no oitavo, os Ophanim; e no nono, os Hay-Yoth ha Quadosh.

Lázaro Trindade, na lista Voadores, exemplifica:

Em termos mais lineares, os “anjos”, aqueles terminados em IM, seriam legiões de “seres” quase que de pura luz, sem forma. Praticamente um coletivo, uma espécie de potência divina manifestada. Eles são do mundo angelical. Se fôssemos fazer um PARALELO (impreciso) com o nosso modelo espiritualista básico, seriam os equivalentes ao plano mental. Depois temos os EL, os que têm partícula divina. Tudo que termina em EL simplesmente não é ANJO, e sim arcanjo, o que é muito, muito, mas muuuuuuuuito diferente.

Referência:
Auréolas dos anjos

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