60 ANOS DE UFOLOGIA

Hoje comemora-se os 60 anos da Ufologia, que é o estudo dos OVNIs (objetos voadores não-identificados). Não que esses objetos tenham aparecido nos céus há apenas 60 anos, mas o interesse do público (e da imprensa) no assunto começou com o relato do aviador Kenneth Arnold, em 24 de junho de 1947. Ele estava pilotando seu avião monomotor entre Chehalis e Yakima, no Estado de Washington (não confundir com a capital dos EUA), a procura dos destroços de um avião militar caído no Monte Rainier, quando avistou nove objetos não identificados e brilhantes. Ao contrário do que se acredita, ele nunca disse que viu discos voadores. Ele descreveu (e desenhou) os objetos como “forma de meia-lua”. Entretanto, descrevendo o movimento deles no ar, ele usou a seguinte frase: “Voavam de uma forma caprichosa, como quando é lançado um disco sobre a água, que vai quicando sobre ela…”. Assim, o termo disco voador ficou sendo o “oficial” pra descrever esses objetos inexplicados até 1952, quando foi cunhado o termo OVNI.

Especula-se que o que Kenneth Arnold viu fora algum grupo de aviões experimentais ou secretos (ele mesmo achava isso), mas a descrição dele é muito precisa e, hoje sabemos, não tínhamos tecnologia naquela época pra fazer um avião com as características que ele cita abaixo:

“Vi uma fileira de estranhas aeronaves que se aproximavam do Monte Rainier com grande rapidez. Acredito lembrar que naquele momento descrevi sua formação comparando-a com a cauda de um cometa chinês. A formação de vôo era em diagonal. (…) eu não consegui diferenciar as caudas neles. E eu nunca tinha visto um avião sem cauda. Aqueles objetos eram de um tamanho considerável e eu consegui contar nove deles. As luzes brilhantes que surgiam de sua superfície e que, a princípio, achei que fossem reflexos do sol, eram pulsantes e, ao mesmo tempo, as naves balançavam ostensivamente em seu vôo. As naves também pareciam voar tão facilmente de lado como na posição plana (…) Quando os objetos emitiam aquelas luzes fortes pareciam ser completamente redondos. Quando se mostravam de lado ou plano, era perceptível alguns detalhes, como o fato de serem muito finos, pois chegavam a desaparecer de minha vista atrás de uma aguda projeção do Monte Rainier, sob pequenas rajadas de vento. Mas como eu conhecia aproximadamente minha situação com relação à montanha, sabia onde tinham passado. Meu cálculo da distância e minha cronometragem me permitiram especular, dentro de uma margem razoável de erro, suas velocidades. Motivo pelo qual estava certo de que aquela estranha formação de objetos desconhecidos voavam a mais de mil milhas por hora (mais de 1.600 km/h).

Quando terminaram de sobrevoar Goat Ridge, o segundo objeto a partir do final da formação pareceu voltar sua parte superior na minha direção. E então pude ver que o objeto não era redondo realmente. A julgar pelas manobras que efetuavam, pensei que, se houvesse seres humanos neles, eles certamente teriam ficado esmagados na primeira virada, porque aqueles aparelhos voavam com muita velocidade e de uma forma muito caprichosa. E pela forma que mudavam de direção quase instantaneamente, a força centrífuga devia ser terrível.”

Kenneth Arnold
Desenho feito por Kenneth Arnold para representar o que ele viu

Menos de um mês após esse relato, tivemos o mais famoso caso da ufologia mundial. Estas fotos, publicadas em jornais do Sul dos EUA, foram tiradas no dia 7 de julho de 1947, em New Mexico (EUA), no mesmo dia do acidente de Roswell, e batem assustadoramente com a descrição de Arnold:

Apenas para ser o mais fiel possível à Verdade, existiam SIM caças sem cauda naquela época. E eram SIM segredos de Estado, que foram desenvolvidos durante a 2ª guerra mundial. Mas eram TODOS protótipos, limitados a UM ou no máximo DOIS exemplares apenas, e o único modelo que voou com algum sucesso foi em 1946, o Northrop XB-35, cujo projeto foi logo depois cancelado. Caso queiram se aprofundar nos modelos sem cauda, vejam a lista aqui.

Horten Ho 229

Acima, um protótipo nazista chamado Horten Ho 229, de 1944, que foi o primeiro avião sem cauda a ser impulsionado por turbina. Ainda assim, ele atingia no máximo 977 km/h

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