JESUS GIBSON DE NAZARÉ

Provavelmente este será o nome do novo filme do astro Mel “Mad Max” Gibson, que recriará as últimas 12 horas da vida de Jesus. Não está pronto, mas já provoca celeuma religiosa. Um líder judaico norte-americano pediu ao ator que cuide para que o filme que ele está dirigindo não atribua a culpa pela crucifixão de Cristo aos judeus. Ora, todo mundo que teve curiosidade de ver um daqueles filmes que passam na Semana Santa sabe que a Judéia naquela época estava dominada pelos Romanos, que exerciam a autoridade militar, e os líderes Judeus cuidavam da autoridade religiosa. Como está escrito na Bíblia, Jesus era P da vida com esse povo que respeitava a Torah de forma superficial, fingida. “Sepulcros caiados”, dizia. Branquinhos e bonitinhos por fora, e por dentro aquela podridão. Não se encontra revolta política no Novo Testamento, muito embora devamos levar em conta que Paulo de Tarso implantou a Igreja Católica em Roma, e não pegaria bem “vender” a idéia de um Jesus revolucionário e anti-romano, como podemos supor em algumas passagens do Evangelho Apócrifo de Tomé (Thomas, o gêmeo). Mas, mesmo nele temos o famoso “Dai a César o que é de César, a Deus, o que é de Deus…”, no versículo 100.

O que o Rabino pede é quase como convencer Spielberg a fazer uma versão light de “A lista de Schindler“, em que o povo alemão não tenha tido nenhuma parcela de culpa, sendo o vilão tão somente Hitler e os seus malvados capangas nazistas. Na verdade o que o Rabino está fazendo é um desserviço ao povo Judeu, reabrindo velhas feridas e, quem sabe, até provocando o surgimento de novos grupos anti-sionistas. Já imaginaram? Tietes enfurecidas do Mel Gibson tocando fogo em sinagogas e gritando histéricas “Como ousaram falar mal de Mel Gibson?!”

Um amigo da família Gibson teria dito a The Times que ele vai retratar explicitamente o sofrimento intenso de Jesus, “possivelmente de maneira nunca antes feita no cinema”. Disse também que o filme vai atribuir a culpa pela morte de Jesus a quem ela é de direito.

Hei, isso é bom! Lembram da cruz? Ela é um instrumento de morte ROMANO. Roma sempre me lembra o Papa, cercado de luxo, pompa e circunstância, com suas vestes brancas (Ou seriam caiadas?) que em muito me lembram os fariseus…

Segundo o artigo da revista, alguns tradicionalistas acreditam que isso significa se referir às autoridades judaicas que presidiram o julgamento de Jesus. Também, oras! Não existem santinhos nessa história. Jesus incomodava tanto a Judeus quanto a Romanos. Incomodava menos aos Romanos, claro, mas, se eles matavam ladrões de galinha na cruz, por que não matar um cara que estava perturbando a PAX ROMANA?

Comentando seu longa-metragem numa entrevista recente à TV, Gibson, indagado se seu relato pode ofender aos judeus, respondeu: “É possível. Não é essa a intenção. A intenção é exclusivamente contar a verdade”.

Nenhum profeta é aceito em sua cidade; nenhum médico cura aqueles que o conhecem.
(Evangelho de Tomé; verso 31)

Referência:
Jesus e a Palestina;
Saindo da Matrix – A Paixão de Cristo (O filme);
Saindo da Matrix – Jesus de Nazaré

PS: O nome do filme vai ser “The Passion”. Mas vocês não acreditaram mesmo que ia se chamar “Jesus Gibson de Nazaré”, acreditaram?

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