CORDÃO DE PRATA

Uma estranha alegoria para o processo da decadência e morte está na Bíblia:

Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas … porque o homem se vai à sua morada eterna, e os enlutados andarão rodeando pela praça; antes que se rompa a corda de prata, e se quebre o cálice de ouro, e se despedace a jarra junto à fonte, e se desfaça a roldana junto ao poço, e o pó volte para a terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

Eclesiastes 12:1-8

Mas não tão estranha para os que estudam o esoterismo. Wagner Borges, na lista Voadores, explica o sentido do cordão de prata:

Quando ocorre uma projeção do corpo espiritual para fora do corpo físico, há uma ligação energética que conecta os dois corpos durante a experiência. Essa ligação é conhecida esotericamente com o nome de cordão de prata. Trata-se de um apêndice energético, que é o elo de ligação vibracional entre o espírito, temporariamente projetado, e seu corpo adormecido. Esse cordão de prata (nome simbólico, evidentemente) projeta-se como pequenos tentáculos energéticos de toda extensão do corpo físico, com notada proeminência no plexo solar, coração e cabeça, e conecta-se exatamente na parte posterior da cabeça extrafísica. A ruptura dessa conexão energética causaria a morte do corpo, pois, dessa maneira, o fluxo energético não passaria do espírito para o corpo. Em consequência, o corpo morreria por falta de vitalidade, ou melhor, por falta da centelha vital que reside no espiritual. Isso é impossível de ocorrer durante uma viagem astral, porque na verdade o cordão de prata não é uma corda e muito menos de prata. É um fluxo energético ativo e dinâmico, verdadeira corrente vibracional que a natureza providenciou para prender a consciência espiritual no corpo denso. Só rompe-se, ou melhor dizendo, dilue sua força, no momento da morte, quando há algum fator desencadeante da parada cárdio-respiratória (acidente, velhice, doença, em suma, o momento derradeiro daquela pessoa no mundo transitório).

Seguindo o mesmo estilo figurado usado pelo autor de Eclesiastes, o cálice de ouro poderia muito bem ser o chakra coronário, no topo da cabeça. Ele parece um cone, ou uma flor (o “lótus de mil pétalas”, como os hindus o denominaram). Já a roldana junto ao poço pode ser uma referência direta aos chakras, que significa literalmente rodas, em sânscrito. Seu funcionamento ao longo da coluna vertebral poderia ser visualizado como algumas roldanas puxando a corda de um poço.

Alguém opina sobre a jarra (cântaro) junto à fonte?

Se as portas da percepção fossem limpas, tudo se apresentaria ao ser humano como é, infinito.

William Blake
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